O TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Tipo de documento:Revisão Textual

Área de estudo:Gestão ambiental

Documento 1

” (Anísio Teixeira) SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO. REVISÃO DE LITERATURA. Principais características do TDAH. Como conversar com a família do aluno TDAH. ABSTRACT This paper aims to elucidate doubts about Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD), since it is currently one of the most diagnosed disorders in children. Only with knowledge on the subject it is be possible to develop pedagogical strategies to include children with ADHD. The educator prepared to deal with the disorder can help the child by adapting their way of presenting the content during class. The appropriate environment is fundamental in the learning process. Children with ADHD are not incapable of learning and therefore can present variable results, but these are strictly related to the type of motivation that they receive. O TDHA “é um transtorno do desenvolvimento do autocontrole que consiste em problemas, com o período de atenção, com o controle do impulso e com nível de atividade” (BARKLEY, 2002, p.

O TDAH é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e há um Consenso1 Internacional publicado por renomados médicos e psicólogos de todo o mundo a cerca deste tema. Consenso é uma publicação científica realizada após extensos debates entre pesquisadores de todo o mundo, incluindo aqueles que não pertencem a um mesmo grupo ou instituição e não compartilham necessariamente as mesmas ideias sobre todos os aspectos de um transtorno. No decorrer deste artigo, buscamos elucidar quais as principais características do TDAH, a forma adequada de alertar os pais para que busquem ajuda profissional para seus filhos e apontar os principais desafios que os educadores enfrentam ao lidar com crianças com TDAH e quais estratégias pedagógicas podem utilizar em sala de aula.

Este artigo tem como base pesquisas bibliográficas em livros e artigos científicos disponíveis em plataformas digitais, a fim de identificar, compreender e discutir a respeito da criança com TDAH na educação infantil. De acordo com Ana Beatriz Barbosa Silva (2009), a hiperatividade física é mais fácil de ser notada nas crianças, do que a hiperatividade mental ou psíquica, que é mais sutil. Um exemplo deste segundo caso é quando o indivíduo com TDAH interrompe a fala do outro ao longo de uma conversa ou muda de assunto. A autora também assinala que a impulsividade, a dificuldade de autocontrole, faz com que o individuo não pense antes de agir. Além das ações, a impulsividade pode ser amplificada para os pensamentos e é um dos indicadores da dificuldade de concentração.

A impulsividade psíquica é um obstáculo para impedir pensamentos que não se relacionam com a tarefa a ser realizada.  Grave: O indivíduo apresenta muitos sintomas, entre eles alguns graves que acarretam em danos acentuados ao desenvolvimento social, acadêmico e/ou profissional. No geral, nos meninos há o predomínio do comportamento hiperativo, são crianças inquietas que se movimentam de forma excessiva, não prestam atenção nas aulas e incomodam o restante da turma. As meninas, por sua vez, são em sua maioria consideradas comportadas, quietas, pouco participativas e que estão constantemente distraídas, tudo desvia sua atenção. Em ambos os casos, tanto os meninos “bagunceiros” quanto as meninas “distraídas”, acabam tendo resultado pouco satisfatório na escola, demonstrando dificuldade em acompanhar o progresso dos demais alunos.

Como conversar com a família do aluno TDAH O espaço escolar é onde ocorrem as primeiras experiências sociais, onde a criança pratica suas habilidades, valores e expõe suas dificuldades. Não é causado por falta de disciplina ou controle parental, assim como não é o sinal de algum tipo de “maldade” da criança. BARKLEY, 2002, p. O mais comum é que atitudes advindas do transtorno, como a falta de atenção e distração durante as aulas sejam confundidas pelo professor como desinteresse e o aluno com TDAH seja repreendido. Os pais também costumam reclamar que o baixo desempenho escolar dos filhos ocorre porque não gostam de estudar, não valorizam o ensino. Crianças e adultos com TDAH são mais vulneráveis a baixa autoestima, devido ao transtorno.

Pais, educadores e profissionais da saúde necessitam estar unidos para que os alunos com TDAH superem as dificuldades advindas do transtorno. Desafios e estratégias psicopedagógicas Um dos problemas centrais dos alunos portadores de TDAH está relacionado ao comportamento no ambiente escolar, alunos com o transtorno tem dificuldade de se adequar a um código disciplinar rígido. De acordo com a psicopedagoga Talma Riker (2012), na maioria dos casos crianças com TDAH são muito inteligentes, mas não possuem controle emocional, são impulsivas e hiperativas, o que prejudica o desenvolvimento das atividades propostas pelo professor. A função do educador é trabalhar o controle e a atenção, para que a criança domine sua impulsividade. O acompanhamento da criança com TDAH deve ser feita por uma equipe multidisciplinar, como: psicólogo, neurologista, psicopedagogo e em alguns casos até mesmo com fonoaudiólogos, garantindo que o aluno tenha melhor condição de desenvolvimento.

Quando o professor notar que o aluno está disperso, ao em vez de chamar sua atenção, falar seu nome em voz alta, uma estratégia é colocar a mão em seu ombro, muitas vezes este gesto é suficiente para que o aluno se reconecte a aula. Mudar o tom de voz durante a aula, sobretudo durante explicações longas, é outra estratégia que o professor deve adotar. As modulações no tom de voz ajudam a reter atenção dos alunos, tornando a aula mais dinâmica. O professor deve usar uma linguagem clara e objetiva. Ao final de uma explicação é aconselhável perguntar ao aluno sobre o que ele entendeu e pedir que repita brevemente o que reteve da explanação. CONSIDERAÇÕES FINAIS Pelo exposto, observamos que as instituições de ensino devem estar aptas a lidar com o TDAH, visto que o transtorno atinge de 3 a 6% das crianças em idade escolar.

O objetivo deste artigo foi fornecer informações sobre os principais sintomas característicos do transtorno, desmistificando assim a figura da criança desinteressada e mal educada. Um professor com informação tem sua concepção sobre o TDAH ampliada, podendo inclusive contribuir para o diagnóstico do transtorno através do relato escolar, uma vez que não é raro o professor ser o primeiro a notar os sintomas na criança, orientando os pais a procurarem por uma avaliação clínica. Crianças com TDAH são capazes de aprender, o grande desafio que o transtorno impõe a elas é a falta de controle emocional. Contudo, com acompanhamento adequado e parceria entre pais, escola e profissionais da saúde, é possível superar a desatenção, impulsividade e hiperatividade.  Associação Brasileira do Déficit de Atenção.

O que é TDAH. Disponível em: <https://tdah. org. br/sobre-tdah/o-que-e-tdah/>. p.  BRITES, LUCIANA. Como conduzir os problemas escolares no TDAH? Neuro Saber, Londrina, Paraná. Disponível em: <https://neurosaber. com. Cadernos de Pesquisa, v. n. p. jan. abr. S. et al. TDAH: Nível de Conhecimento e Intervenção em Escolas do Município de Floresta Azul, Bahia. Revista Interinstitucional de Psicologia, ISSN: 1983-8220 Vol. No 2, jul-dez, 2010.  GOLDSTEIN, Sam. Hiperatividade: Compreensão, Avaliação e Atuação: Uma Visão Geral sobre TDAH. Artigo: Publicação, novembro/2006.  MELLO, Flaviana; CARDOSO, Joseani. Falta de limites ou hiperatividade diagnosticada? 2016.  RIKER, Talma. Conheça ferramentas pedagógicas que podem ajudar o TDAH. Disponível em: <https://www. youtube. com/watch?v=NQtdVxKV81E>. B. Mentes inquietas: TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Rio de Janeiro: Objetiva; 2009.

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