Docência na Educação Infantil

Tipo de documento:Revisão Textual

Área de estudo:Gestão ambiental

Documento 1

Foram selecionados 37 estudos para compor a produção textual deste trabalho, os quais em sua totalidade abordaram temas como contexto histórico da educação infantil, principalmente, no cenário brasileiro, a definição da educação infantil e sua importância para o desenvolvimento da criança, os aspectos relacionados com a formação do docente e o desenvolvimento infantil, citando autores como Jean Piaget, Lev Semenovich Vygotsky e Henri Wallon. Pode-se observar que o docente precisa estar devidamente preparado para lidar com as diversidades na área da educação infantil. O professor deve estar sempre atento que os alunos não aprendem de forma homogênea, pois o processo de aprendizagem é individual. Contudo, ainda são necessárias mais pesquisas sobre as temáticas abordadas neste trabalho, principalmente, as relacionadas com o direito da criança em ingressar na educação infantil e da preparação do professor frente à essa área na qual é muito importante para a formação da criança. Palavras-chave: Docência; Educação Infantil; Formação de professores; Identidade docente. INTRODUÇÃO É inegável a importância da educação na formação dos indivíduos em sociedade, contribuindo de maneira significativa na evolução intelectual, bem como, psicológica dos cidadãos. Por meio nessa educação, esses indivíduos se tornam capazes de pensar, raciocinar e gerar opiniões críticas a diversos assuntos da vida. Logo, estarão ativos dentro da sociedade que habitam, sendo assim, é dever de cada cidadão o direito a educação, garantido pela Constituição Federal Brasileira (ZANETTI; FANTACINI, 2016).

Muitos estudos estão sendo realizado ressaltando a importância de métodos de ensino e aprendizagem adequados e os seus impactos a cada nível de ensino na educação básica. No que se refere a Educação Infantil, pesquisadores, psicólogos e educadores destacam a importância do lúdico, assim como, das brincadeiras para o aprendizado dessas crianças (D’ÁVILA, 2006; SILVA, 2014). É necessário que haja compreensão acerca do desenvolvimento e a livre expressão das crianças, sendo importante medidas que incentive todas as dimensões humanas que são estimuladas através da linguagem oral e escrita, matemática, artística, corporal, musical, temporal e espacial (MASULLO; COELHO, 2015). Em vista da necessidade de um bom ensino nas séries iniciais, principalmente, relacionados ao desenvolvimento cognitivo, intelectual, ético, dentre outros, na criança na educação infantil, a função do docente é determinante.

Esses profissionais devem ser capacitados e qualificados para lidar com as crianças e suas diversidades, além de outros obstáculos e desafios os quais existe na educação infantil brasileira. Portanto, este trabalho teve como objetivo realizar um levantamento bibliográficos dos principais estudos relacionados sobre a importância do docente na educação infantil. DESENVOLVIMENTO 2. Com os avanços tecnológicos e o surgimento de uma outra mentalidade, foi a partir da Revolução Industrial que surgiram os locais os quais recebiam as crianças para cuidarem – as chamadas Creches –, enquanto os pais trabalhavam nas indústrias. O século XIX, foi marcado com o surgimento de escolas, maternais, jardins de infância, todos com caráter assistencialista, origem e uma crescente globalização e de mudanças da vida urbana na sociedade da época (SILVA, 2010).

Segundo Oliveira (2002), o processo histórico do surgimento das creches, é visto como: “(. como refúgio assistencial para a população infantil desprovida de cuidados domésticos. Ao longo de muitos séculos, o cuidado e a educação das crianças pequenas foram entendidos como tarefas de responsabilidade familiar, particularmente da mãe de e outras mulheres. A Educação Infantil – cenário brasileiro Com a Revolução Industrial, com o aumento da urbanização e surgiu a necessidade em aumentar o número de mão de obra nas fábricas consequentemente surgiu a necessidade de a mulher ocupar espaço no mercado de trabalho. Com isso os operários necessitavam de um lugar para deixarem as crianças enquanto eles trabalhavam (BUSS-SIMÃO; ROCHA, 2018). No Brasil, a preocupação com a educação das crianças, como também, um maior entendimento da necessidade de instituições para o público infantil, foi influenciada pelos acontecimentos na Europa.

Anteriormente, a educação infantil era de inteira responsabilidade da família, por meio do convívio com adultos. Após os moldes europeus acerca do assunto, a realidade brasileira começou a mudar (ROSEMBERG, 2004). ” (AITA, 2009). No que se refere às legislações, em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) reafirmou os direitos constitucionais em relação à Educação Infantil. Em 1994, o MEC divulgou um documento, Política Nacional de Educação Infantil, onde propôs um aumento de vagas e melhorias na qualidade de atendimento às crianças, sendo necessário qualificação dos profissionais, que resultou no documento por uma política de formação do profissional de Educação Infantil (SILVA, 2014). Entretanto, foi com a Lei 9. de 20 de dezembro de 1996 - Lei de Diretrizes e Bases que houve a consolidação do reconhecimento do Estado pela Educação Infantil.

Por meio disto, a Educação Infantil precisa integrar as funções de educar e cuidar, considerando as particularidades de cada indivíduo, bem como, o contexto social, ambiental, cultural e econômico. Dessa maneira, é fundamental a escolha da metodologia e forma de ensino das crianças, priorizando o desenvolvimento de todas as dimensões humanas na criança. Em vista disso, a relevância deste trabalho está baseada na aplicação do lúdico, do brincar na educação infantil. Uma vez que, a importância do brincar no aprendizado da criança é caracterizada por formas complexas, na qual envolve a maneira da criança tem de se comunicar consigo mesma e com o mundo (GARANHANI, 2010). O desenvolvimento Infantil Durante o processo de desenvolvimento da criança, desde recém-nascida (onde há dependência total de um adulto) até o momento em que ela começa a se tornar mais independente e autônoma, há vários fatores com que a mesma se depara.

Desenvolvem funções simbólicas. Possuem percepção global sem discriminar detalhes e leva-se pela aparência ao relacionar os fatos (CAMPANER, 2015). No estágio Operatório Concreto (de 7 a 11 anos) a criança se desconcentra facilmente. Dedução das ações percebidas, operações implícitas através, do estabelecimento de relações, classificações e séries, sempre tendo em vista objetos concretos. Adquiri pensamento de reversibilidade no pensamento. Essa mediação da linguagem acontece de forma espontânea, sendo que os resultados se apresentam não apenas pela mediação em si, refletindo no pensamento, mas também com a própria linguagem, sendo que a linguagem passa a ser alterada durante o processo de apreensão do conhecimento social. Todas as atividades cognitivas básicas individuais ocorrem relacionando-se ao seu histórico social e acabam por constituir parte integrante no desenvolvimento histórico-social de sua comunidade (VYGOTSKY, 2008).

Não somente, o autor ainda afirma que: “O desenvolvimento do pensamento é determinado pela linguagem, ou seja, pelos instrumentos linguísticos do pensamento e pela experiência sociocultural da criança. Fundamentalmente, o desenvolvimento da lógica na criança como o demonstrou os estudos de Piaget, é função direta do seu discurso socializado. O crescimento intelectual da criança depende do seu domínio dos meios sociais de pensamento, ou seja, da linguagem. Ele divide o desenvolvimento em seis estágios, mas as idades e o tempo de duração de cada estágio variam de criança para criança, pois cada uma tem características individuais e também de sua forma de interagir com o meio. GAIGHER, 2008). No estágio Impulso Emotivo (de 0 a 1 ano) a criança realiza movimentos reflexos, começa a responder afetivamente (comunicando suas necessidades por meio de suas expressões) e é dependente de um adulto para sobreviver.

ALMEIDA, 2008). No estágio Sensório-Motor e projetivo (de 1 a 3 anos) a criança começa a explorar o ambiente por meio de tentar pegar alguma coisa e se deslocar. De acordo com Tardif e Lessard (2005), os professores são atores que: “[. dão sentido e significado aos seus atos, e vivenciam sua função como uma experiência pessoal, construindo conhecimentos e uma cultura própria da profissão. ” (TARDIF; LESSARD, 2005). Desse modo, a formação inicial e continuada é de fundamental importância ao longo do período do exercício da profissão, haja vista que adquirir conhecimentos não pode encerrar-se ao término do curso de graduação, com a obtenção do diploma, deve estender-se por uma trajetória longa e de intenso estudo (PEREIRA, 2018). Para Nóvoa (2001), a formação dos professores segue um processo no qual ocorre a compreensão de um ciclo desde a entrada na faculdade até o final da trajetória profissional.

da Lei nº 9. de 20 de dezembro de 1996, assegurado que todos os professores e as professoras da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. ” (BRASIL, 2014). Pode-se perceber que muitas normativas e legislações passaram a sustentar a importância e necessidade de um bom preparo do professor na educação infantil. Entretanto, é essencial que a formação do docente esteja pautada não apenas nos ensinamentos dentro de sala de aula, mas também, do meio externo, principalmente, no qual aquela criança convive. O docente é o principal responsável pela educação e cuidado do aluno em creches e pré-escolas e isso gera um grande desafio a este profissional (DINIZ-PEREIRA, 2013). Por se tratar de uma função muito importante e complexa, pois todo o estimulo cognitivo e intelectual inicial de uma criança ocorre com a colaboração, também, da vivência da educação infantil.

Por isso, é importante que o profissional esteja preparado, capaz de reconhecer sua função e a diversidade existente nesse campo e, assim como os professores dos demais níveis de ensino, com capacidade para fazer valer sua vez e sua voz e construir a autoria de seu processo formativo (PEREIRA, 2018). O docente que trabalha na educação infantil e atende crianças de zero a seis anos, precisa entender e ajudar as mesmas em todas as suas necessidades, sejam cognitivas, físicas, psicológicas, emocionais, evidenciando mais uma vez que o profissional deve estar muito preparado, haja vista, são indivíduos que são mais dependentes e vulneráveis e que podem apresentar condições especiais as quais exigem cuidados mais específicos, exigindo, dessa maneira, que o professor tenha muita atenção e múltiplas funções no exercício de sua profissão (KISHIMOTO, 2002).

Logo, na Educação Infantil, a preparação do docente é de fundamental importância, não apenas na capacidade dos conteúdos conceituais, mas também, na habilidade de enxergar cada aluno de maneira individual, levando em consideração os aspectos sociais e culturais, uma vez que o ensino e aprendizagem ocorre tanto no ambiente escolar quanto externamente. Estes estudos foram lidos, a fim de finalizar o processo de seleção baseado nos objetivos deste estudo: descrever os principais aspectos relacionados com a importância da docência na educação infantil. Além disso, a coleta de dados seguiu os seguintes passos: Leitura exploratória: em todo o material selecionado foi feito uma leitura rápida que tem como objetivo identificar se a obra consultada apresenta a temática do trabalho); Leitura Seletiva (leitura mais aprofundada das partes que abordam a temática); Registro das informações: é referente as informações extraídas dos estudos, fonte e instrumento especifico (autores, ano, métodos, desenvolvimento e conclusões).

Critérios de inclusão e exclusão Como critério de inclusão, foram incluídos artigos do período de 2000 a 2019 que continham em seus títulos e resumos referente ao tema deste trabalho; apenas foram aceitos os artigos/livros que antecedessem esse período, uma vez que se tratassem de material de grande relevância ao assunto. Como critério de exclusão, foram eliminados artigos que antecedem o período selecionado ou que não possuíam conteúdo condizente com o tema proposto para este trabalho. Análise e interpretação dos resultados Os estudos foram classificados e os resultados encontrados foram posteriormente sintetizados, considerando a similaridade de conteúdo. Em vista dos resultados observados, pode-se perceber que ainda são necessárias mais pesquisas sobre as temáticas abordadas neste trabalho, principalmente, as relacionadas com o direito da criança em ingressar na educação infantil e da preparação do professor frente à essa área na qual é muito importante para a formação da criança.

CONSIDERAÇÕES FINAIS Os professores possuem um papel muito formidável dentro do processo de ensino e aprendizagem na Educação Infantil, pois é por meio do desenvolvimento de suas práticas pedagógicas que ocorrem contribuições para o processo de aprendizagem das crianças. Como percebemos nessa revisão de literatura, a sociedade passa por mudanças ao decorrer do tempo e o processo de ensino também precisa ser ajustado conforme as mudanças e descobertas que a sociedade passa. Estas mudanças também refletem neste processo de ensino e aprendizagem das crianças, assim como o papel que ela desempenhará no meio social quando crescer. No que se refere ao caráter legislativo, muitas normativas e leis foram promulgadas para evidenciar e evidenciar, ao longo do tempo, a importância de uma preparação educacional para as crianças, pois são seres individuais que sofrem diversas influencias do meio ambiente e o docente é uma figura de fundamental importância no estimulo ao seu desenvolvimento.

Contribuições de Henri Wallon. Inter-Ação: Rev. Fac. Educ. UFG, v. Brasília, 2014. Disponível em: http://pne. mec. gov. br/images/pdf/pne_conhecendo_20_metas. Desenvolvimento e aprendizagem em Piaget e Vigotski, a relevância do social. Direitos desta edição reservada por SUMMUS EDITORIAL. Copyright © 1998, 2015 Palangana. D’AVILA, C. M. Revista Espaço Acadêmico, n. mar. DINIZ-PEREIRA, J. E. A construção do campo da pesquisa sobre formação de professores. Educar, Curitiba, n. p. FREIRE P. Pedagogia do oprimido. ª ed. ªed. São Paulo: Atlas, 2008. GOMES, Juliana Azevedo. Formação e prática docente na Educação Infantil: da escolha profissional à práxis reflexiva em diferentes contextos educacionais. f. As compreensões do humano para Skinner, Piaget, Vygotski e Wallon: pequena introdução às teorias e suas implicações na escola.

Psicol. educ. n. dez. Psicologia da educação, v. p. MASULLO, V. F. COELHO, I. C. P. GALVÃO, C. M. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. n. jan-jun. NÓVOA, A. Formação de professores e trabalho pedagógico. Lisboa: Educa, 2001. p. mar. PEREIRA, M. C. A educação infantil e formação de professores: uma reflexão acerca dos saberes docentes. G. SALMAZIO, L. G. M. S. REGO, TERESA CRISTINA. Vygotsky: Uma perspectiva histórico-cultural da educação. ª ed. Petrópolis: Editora Vozes. RIZZO, Gilda. M. Uma leitura de Vygotsky sobre o brincar na aprendizagem e no desenvolvimento infantil. Rev. Humanidades, Fortaleza, v. n. f. Monografia (Curso de Pedagogia) – Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, Criciúma.

SILVA, N. Z. A importância do lúdico na educação infantil. ªed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. ªed. VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2008. ZANETTI, M.

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