DISTÚRBIOS ALIMENTARES: INFLUÊNCIA DA MÍDIA

Tipo de documento:Revisão Textual

Área de estudo:Nutrição

Documento 1

Me. Vilma Bastos Machado _______________________________________________ Coordenador (a) das atividades de TCC. Titulação e nome completo Membros da banca: _______________________________________________ Prof. Titulação e nome completo _______________________________________________ Prof. Titulação e nome completo ______________________ NOTA FINAL: ______________________ ___________________________________________________________________________ TCC aprovado em: ___/____/_____ Com ressalvas a ___________________________________________________________________________ iii Ao meu amado e adorado Deus que me capacitou a realizar este sonho dando- me forças ao longo dessa jornada colocando pessoas maravilhosas em minha vida que me ajudaram a concretizar essa conquista. Obrigada Senhor. iv Aos meus pais que me auxiliaram em todos os momentos me levantando em momentos de queda, acreditando nos meus sonhos e sonhando juntamente comigo. Obrigada mãe e pai, amo vocês! Agradeço a equipe Confecções Camiseta Brasil, que ao longo dessa jornada me proporcionou conciliar o entre o trabalho, estudo e horas de estágios contribuindo para minha formação aqui fica meus sinceros agradecimentos a eles pois foram anjos que Deus colocou em meu caminho. A minha orientadora Vilma Bastos, pela atenção, carinho e disponibilidade e as orientações da Virginia que também foram essenciais para a conclusão do trabalho. v “Há Tempo para Tudo 1Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu: 2 Tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou” (Ec 3:1-2). vi RESUMO Os transtornos alimentares são distúrbios mentais que levam a perturbações no comportamento alimentar. Esses distúrbios causas importantes danos à saúde e podem ter um curso crônico e incapacitante, impactando sobre a qualidade de vida dos indivíduos afetados.

Tem sido demonstrado que a mídia pode contribuir para o desenvolvimento desses transtornos, uma vez que ela reforça estereótipos de padrões de beleza corporal ideal, induzindo a mecanismos de comparação e auto-objetivação. a mídia está muito inserida no cotidiano das pessoas, e com o advento da internet e das redes sociais os transtornos alimentares tendem a aumentar. Diante disso, este trabalho se propõe a revisar sobre a influência da mídia no desenvolvimento de transtornos alimentares. Este trabalho foi constituído de uma revisão bibliográfica. Para sua composição foi realizada uma busca de artigos nas bases de dados PubMed. Science Direct e Google Acadêmico, utilizando as palavras-chave: distúrbios alimentares e mídias; hábitos alimentares e mídia; e mídia e padrão de imagem corporal.

Nesta revisão de literatura definiuse os transtornos alimentares, suas características, histórico e critérios de diagnóstico, apresentou-se também como a mídia influencia o comportamento alimentar provocando nas pessoas transtornos sérios que comprometem sobremaneira sua saúde. Finalmente propõem- se alternativas de orientação para hábitos alimentares saudáveis que podem ser veiculados pela mídia. For his composition, a search of articles in the PubMed databases was performed. Science Direct and Google Scholar, using the keywords: eating disorders and media; food and media habits; and media and body image standard. In this literature review we defined the eating disorders, their characteristics, history and diagnostic criteria, it was also presented how the media influences the eating behavior provoking in people serious disorders that greatly compromise their health.

Finally, alternative orientations are proposed for healthy eating habits that can be conveyed by the media Keywords: Anorexia nervosa. Bulimia. Diagnóstico. Critérios para Diagnósticos do DSM-V: Anorexia, Bulimia e Transtorno Compulsão Alimentar Periódica. Tabela Anorexia. Tabela Bulimia. Tabela Compulsão Alimentar Periódica. Promoção de bons hábitos alimentares através da mídia. CONSIDERAÇÕES FINAIS. ix REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. INTRODUÇÃO Os transtornos alimentares são distúrbios mentais que levam a perturbações no comportamento alimentar, os mais conhecidos são a anorexia nervosa e a bulimia. O desenvolvimento destes transtornos tem uma natureza multifatorial e tem sido comprovado que a mídia pode contribuir com o desenvolvimento e evolução destas desordens. Nos últimos anos vivencia-se uma grande revolução tecnológica em todo o mundo.

A informação está cada vez mais acessível e novas mídias surgiram. Com o advento da internet, surgiram muitas formas de se comunicar e se informar, como o uso das redes sociais, por exemplo. O acesso a essas novas mídias criou novas dinâmicas e novos riscos para o 11 desenvolvimento para o desenvolvimento e manutenção de distúrbios alimentares. O efeito dessas mídias é muito mais potente do que a do TV ou revistas: o acesso muito facilitado e praticamente ilimitado, facilita as comparações e reforça ainda mais a insatisfação corporal (GRIFFITHS et al. Diante destas colocações elegeu-se como objetivo geral deste trabalho a verificação da influência midiática na criação dos transtornos alimentares. Os objetivos específicos são: 1) Revisar sobre os principais transtornos alimentares, suas características, sintomas e critérios para diagnóstico.

Problematizar a influência da mídia sobre a construção de padrões corporais de beleza, e como isso se reflete no comportamento alimentar. Descrever os principais desafios e estratégias para conscientizar a população e promover bons hábitos alimentares através da mídia. A metodologia proposta é uma revisão de literatura a qual está organizada em dois capítulos: o capítulo 1 “Distúrbios alimentares” que aborda os principais tipos, as características, formas de classificação e histórico e as formas de diagnóstico de cada transtorno. A distorção da imagem acarreta a baixa autoestima, que acaba ocasionando em consequência a preocupação excessiva pelo baixo peso induzindo as práticas prejudiciais à saúde como jejum, uso de laxantes, métodos como a auto- indução ao vomito e excessiva pratica de exercícios físicos (CUBREALATI, RIGONI e VIEIRA, 2014).

Descrição dos Distúrbios Alimentares 1. Anorexia Nervosa (AN) A anorexia nervosa é um transtorno alimentar aonde o a pessoa se recusa a manter o peso adequado ou esperado para a idade e estatura com uma excessiva preocupação do peso corporal, na qual o individuo impõe-se uma grande restrição alimentar, com intenso medo de ganhar peso, padrões peculiares de manipulação da comida, distorção da imagem corporal. Acometem outros transtornos, tendo os fatores sobre grande importância a serem observados como características familiar, culturais e de personalidade isso pode ter uma predisposição para essas patologias (OLIVEIRA et al, 2013). Normalmente começa na infância ou adolescência, sendo o sexo feminino o mais afetado na adolescência praticando uma restrição dietética progressiva, qual segunda os alimentos considerados calóricos são eliminados.

Na maioria dos casos ocorrem escondidos, acompanhados sentimentos de culpa, vergonha vontades autopunição, tendo que a as calorias e quantidades ingerida durante um episódio podem ser diferentes (UZUNIAN; VITALLE, 2015). A bulimia nervosa pode ser caracterizada ou definida de duas formas o método compensatório adotado. O tipo purgativ são os métodos mais invasivos: ocorrem vômitos induzidos, o uso indevido de laxantes e diuréticos. O não-purgativo, se realizam praticas de exercícios em excesso e jejuns, não faz usos de medicamentos de forma inadequada e nem induz vômito. Ela apresenta varias complicação clinica decorrente principalmente pelos métodos compensatórios aonde ocorre esofagite, erosão no dente, alterações cardiovasculares e alargamento das parótidas (OLIVEIRA et. Etiologia As perspectivas dessa patogênese de transtorno são varias, sendo um quadro aonde envolve vários fatores biológicos, socioculturais e psicossociais logo de seu inicio.

Os fatores biológicos mostra como familiares tem significativamente mais comum em parentes biológicos com esses aspectos na alimentação em relação a população no geral , neuroquimicamente a inanição produz alterações no hipotálamo e o metabolismo sendo a anorexia ligada as alterações no sistema noradrenergico, serotonérgico , dopaminérgico tendo como circunstâncias a epinefrina e a serotonina derivadas do hipotálamo podem induzir a pedra de apetite , e a norepinefrina aumenta a ingestão de alimentos (YAGER; POWERS, 2010). Os fatores socioculturais são eles os desencadeantes como a insatisfação corporal e as atitudes alimentares diante da influencia da mídia, acabam influenciando as jovens e ate adultos sob a relação da alimentação as atrizes e modelos tendo grande foco nos seus corpos magros como a definição do corpo perfeito mesmo estando em baixo peso (ALVARENGA, SCAGLIUSI e PHILIPPI, 2011).

Já os fatores psicossociais são constantes confrontos emocionais, com a falta de autoestima, se sentir fora do controle no caso da bulimia a família é marcada por conflitos , por exigências demasiadas pela coesão e pela dependência levando a rompimento e padrões de personalidades como relação entre mãe e filho e a família tem um grande papel importante no tratamento para que a recuperação seja alcançada e que não haja uma recaída (YAGER e POWERS). Diagnóstico Existem várias avaliações estruturadas para os diagnósticos de distúrbios alimentares, sendo elas entrevista clinica estruturada, exame dos distúrbios alimentares sendo os distúrbios diagnosticados normalmente pela revisão de histórico, sintomas e comportamento através de formato de entrevista.

Há uma grande importância de respostas confirmadoras, reforçadas ou inibidoras dos componentes inatos, que a parte familiar é de grande importância para sob desenvolvimento da auto percepção e auto efetividade, os adolescente são os mais afetados nessa fase de transição e mudanças com o corpo a pressão nessa fase associadas a falta de carência da autoridade paterna reeditam essas primeira vigência de desamparo, sendo a comida utilizada para ocupar o lugar de tentativa de dar sentido a identidade não formada (ESTEVES; RAMIRES, 2015). Critérios para Diagnósticos do DSM-V: Anorexia, Bulimia e Transtorno Compulsão Alimentar Periódica 1. Tabela Anorexia Conforme Timerman e Santos (2013), os critérios da DSM-V utilizados são os seguintes: 1. Restrição da ingestão de calorias: a pessoa acometida reduz a ingestão de calorias, o que leva a um peso muito abaixo do normal, de acordo com idade, sexo e saúde física.

O peso muito baio é definido como aquele inferior ao mínimo do normal ou, para crianças e adolescentes, inferior ao mínimo esperado. Especificar a gravidade atual: De acordo com índice de massa corporal (IMC) é possível determinar a gravidade deste distúrbio, conforme apresentado no quadro 1. Para crianças e adolescentes o nível de gravidade baseia-se no percentil do IMC. Quadro 1: Gravidade da Anorexia nervosa Tipo Calculo IMC Leve: IMC ≥ 17 kg/m2 Moderada: IMC 16-16,99 kg/m2 Grave: IMC 15-15,99 kg/m2 Extrema: 1 IMC < 15 kg/m2 Fonte: Organização Mundial da Saúde 1. Tabela Bulimia Conforme Timerman e Santos (2013), os critérios da DSM-V utilizados são os seguintes: 1. O individuo tem episódios recorrentes de compulsão alimentar, o qual é caracterizado pelas seguintes características: a. A perturbação não ocorre exclusivamente durante episódios de anorexia nervosa.

Especificar se: a. Em remissão parcial: Depois de todos os critérios para bulimia nervosa terem sido apresentando pelo individuo, alguns, mas ainda são apresentados alguns critérios em um período de tempo. b. Em remissão completa: Depois de todos os critérios para bulimia nervosa terem sido apresentando pelo individuo, nenhum dos critérios foi apresentado por um período de tempo sustentado. sentimento de não conseguir parar de comer ou controlar o que e o quanto se está ingerindo). Os episódios de compulsão alimentar estão associados a três (ou mais) dos seguintes aspectos: a. Comer mais rápido do que o normal. b. Comer até se sentir desconfortavelmente cheio. b- Em remissão completa: Depois de terem sido previamente satisfeitos os critérios plenos do transtorno de compulsão alimentar, nenhum dos critérios é mais satisfeito por um período de tempo sustentado.

Especificar a gravidade atual: 24 O nível de gravidade baseia-se na frequência de episódios de compulsão alimentar, conforme demonstrado no quadro 3. O nível de gravidade pode ser ampliado de maneira a refletir outros sintomas e o grau de incapacidade funcional. Quadro 3: Gravidade da Compulsão Alimentar Classificação Número de episódios de compulsão alimentar por semana Leve: 1a3 Moderada: 4a7 Grave: 8 a 13 Extrema: 14 ou mais Fonte: Organização Mundial da Saúde 1. Histórico O termo anorexia deriva do grego orexis (apetite) acrescido prefixo an (privação ,ausência) a primeira descrição da AN foi realizada em 1873 , segundo William Gull e EnestCharles Lasegue criaram critérios para caracterizar a AN, com características emocionais, inseguranças negação da doença e influencia da família como contribuição para a manutenção dos sintomas uns dos seus primeiros relatos dos seus casos clínicos são o bem-estar e energia física da paciência o estado de inanição enfatizam também o papel dos amigos como influencia relevantes ao surgimento desses fatores (ALVARENGA, SCAGLIUSI e PHILIPPI, 2011).

No Brasil, a TV é o meio de comunicação mais utilizado, conforme apresentado no gráfico da Gráfico 1. Gráfico 1: Mídias mais utilizadas no Brasil Fonte: Gramacho e Jácomo (2015). Cada meio de comunicação proporcionou uma revolução na vida humana, no entanto, a internet, que surgiu no fim do século XX, é, sem dúvidas, a que mais revolucionou a sociedade. Vivenciamos a era digital. A maior parte do mundo está conectada através da internet que está em praticamente todos os objetos digitais, como TV, tablets, smartphones, relógios, e muito mais (PARRY, 2017). Desde muito tempo, o cinema, a televisão e revistas retratam um ideal irreal para a beleza feminina. A exposição a esse ideal deixa muitas adolescentes e mulheres com insatisfação corporal o que aumenta o risco de transtornos alimentares ao longo do tempo (MABE et al.

As concepções de corpo na sociedade são frutos de uma construção cultural. O corpo é uma construção cultural, social e histórica. Revistas, programas de TV e vídeos, enfim, as mídias como um todo, disseminam “modelos” de corpos saudáveis e beleza, exemplos que devem ser seguidos para alcançar o corpo ideal (. Estudos mostram que uma criança ou adolescente assiste TV até 5 horas diariamente e gasta entre 6 e 7 horas em diversas mídias combinadas (PEPIN e ENDRESZ, 2015). Muitos estudos já identificaram que o uso constante de mídias sociais tem um impacto negativo sobre a imagem corporal e estão associadas a maior incidência de distúrbios alimentares. No estudo de Pepin e Endresz (2015) os autores identificaram que os participantes, ao usar mídias sociais, sentiam maior pressão para perder peso, para parecer mais atraente e alguns demonstraram o sentimento de vergonha corporal.

Os jovens usam mídias sociais em média 100 minutos por dia. Nestas redes, eles interagem com amigos e visualizam suas fotos. A sociedade tende a reproduzir aquilo que a mídia dita, deste modo, há uma busca constante para se encaixar nesses padrões definidos, este ponto funciona como um importante gatilho no desenvolvimento de transtornos alimentares (DA SILVA e CARNEIRO, 2016). É esperado, portanto, que as mulheres que reproduzem esses padrões na mídia, como atrizes e modelos, estejam mais propensas a desenvolver distúrbios alimentares: apesar de poucos estudos terem sido realizados nesses grupos, alguns demonstraram elevada prevalência de sintomas compatíveis com bulimia e quadros de anorexia entre profissionais do ramo da moda (BOGÁR e TÚRY, 2017; ZANCU e ENEA, 2017). Recentemente, algumas propagandas foram proibidas de serem veiculadas devido à magreza, considerada excessiva, das modelos que estampavam a publicidade.

Um dos casos mais repercutidos foi o da revista britânica Elle, cuja propaganda foi proibida pelo órgão regulador Advertising Standards Authority (ASA), em 2015 devido à magreza considerada doentia de uma modelo (ASA, 2015. Acesso em: 25/08/2018). Educar é um ato coletivo, e, embora a televisão opere significativamente na educação das crianças, apresentando programas criativos e didáticos, ela também é responsável pela propagação de conteúdos negativos, como a violência e o incentivo ao consumo (DOS SANTOS E SCHERER, 2014, p. A influência da mídia no comportamento social A informação é uma parte importante do Homem moderno e é um elemento significativo da vida moderna, junto com a educação. Atualmente a sociedade está exposta a uma alta quantidade de informação e é quase inevitável que elas não influenciem na formação do pensamento, na opinião política, nas ideologias e no comportamento social (ARIFKHANOVA, 2010).

O papel que esses meios de comunicação desempenham na formação e no fortalecimento da opinião pública é muito importante: a mídia tem um alto poder de persuasão (EJUPI et al. É notável a influência que a mídia exerce sobre a sociedade, as propagandas são um grande exemplo disso. WAKEFIELD et al. Um estudo realizado no Paquistão avaliou a eficácia de campanhas na TV e jornais nacionais realizadas com a finalidade de aumentar a arrecadação de impostos. O estudo demonstrou evidências empíricas de que tais campanhas foram suficientes para aumentar a arrecadação, demonstrando o potencial de conscientização das mesmas (CYAN et al. A contribuição da mídia nos distúrbios alimentares É perceptível a influência que os meios de comunicação exercem sobre os hábitos alimentares.

Nesse sentido, vários estudos já foram realizados demonstrando a participação da mídia no comportamento alimentar, destacando sua importância no desenvolvimento dos distúrbios alimentares. Essas celebridades, inclusive, são utilizadas como thinspiration (inspiração magra em português) em blogs e sites como estímulo à perda de peso (LEWIS et al. Do mesmo modo, há informações bem explícitas e muito perigosas, Syed-Abdul et al. analisaram 140 vídeos disponíveis no YouTube com título anorexia ou termos relacionados, quase 30% dos vídeos analisados foram considerados como pró-anorexia, ou seja, eles transmitem a ideia de que a anorexia é um estilo de vida saudável, uma fonte de beleza e disseminam métodos e dicas para os espectadores se tornarem ou permanecerem anoréxicos. Nas plataformas de mídia social, os usuários apropriam-se de um espaço de uso geral para discutir tópicos de saúde e, em alguns casos, essas discussões promovem ações perigosas.

Alguns indivíduos que se identificam com anorexia incentivam, mantêm e glorificam o transtorno como uma escolha legítima de estilo de vida, em vez de um transtorno psicossocial (CHANCELLOR et al. Algumas redes sócias como Instagram, Tumblr e Twiter têm monitorado, proibindo e excluindo interações com esses sites. Em alguns casos, o usuário é redirecionado a páginas que estimulam a busca por ajuda profissional. Países como 34 França e Itália têm proposto medidas mais restritivas, como a penalização dos indivíduos dentro da comunidade por meio de multas e até mesmo detenção (SCHOTT et al. Para mulheres que possuem anorexia nervosa, a exposição à mídia e o estresse provocado pela mídia estiveram associados a maior probabilidade de compulsão alimentar, de ingestão restritiva de alimentos e líquidos, vômitos e abuso de laxantes ao longo do dia (WHITE et al.

Ortorexia nervosa A ortorexia nervosa é um distúrbio alimentar caracterizado por uma obsessão com uma nutrição adequada que é composta por dietas restritivas, padrões ritualizados de alimentação e ação de evitar alimentos que são considerados insalubres e/ou impuros (KOVEN e ABRY, 2015). No Instagram, a hashtag food (#food - comida) está entre as 25 principais hashtags. Nesta rede, é muito comum o compartilhamento de fotos de comidas, e no geral, a recepção e 35 aceitação por fotos que contenham alimentos saudáveis são muito maiores, o que é demonstrado pelo número de curtidas e seguidores (TURNER; LEFEVRE, 2017). Vigorexia Tão destrutivo quanto os demais transtornos alimentares, a vigorexia, também conhecida como bigorexia, Síndrome de Adonis ou transtorno dismórfico muscular é uma doença psicológica que semelhante a anorexia, logo, faz com que a pessoa, em sua maioria os homens, estejam constantemente insatisfeito com o volume de músculos do seu corpo.

A vigorexia atua de forma que a pessoa tem uma imagem distorcida do próprio corpo, onde a mesma fica obcecada em desenvolver cada vez mais músculos, nunca ficando satisfeita com o resultado (GUIA. Com relação as causas da vigorexia, destaca-se o fator psicológico e genético, o vigoréxico passa um tempo demasiado na academia, sempre aumento a carga de exercícios a fim de obter mais músculos. demonstraram em estudo. Nesta pesquisa, aproximadamente um terço dos adultos australianos afirmaram usar a internet para busca de informações sobre preparo do alimento, opções mais rápidas, porém saudáveis. Na internet e em outras mídias há muito conteúdo inadequado, muitas vezes escrito por pessoas comuns e não profissionais da área, o que torna o processo de educação e conscientização alimentar mais difícil.

Uma pesquisa realizada no Reino Unido avaliou artigos nutricionais em cinco grandes jornais durante seis semanas. Dos 141 artigos incluídos na análise, 31% foram considerados de baixa qualidade, principalmente os que tratavam de obesidade e alimentos processados e gordurosos. Apesar de alguns países proibirem a publicidade de alimentos com alto teor de gordura, açúcar e sal (HFSS) na TV, a publicidade em outros meios é significativamente maior do que a de alimentos saudáveis, ou seja, o apelo publicitário para estes alimentos é muito maior, o que representa um importante desafio aos profissionais da nutrição (DOVEY et al. No Brasil, uma pesquisa realizada por Maia et al. identificou que 60,7% dos comerciais televisivos na categoria alimento corresponderam a alimentos ultraprocessados e apenas 7% corresponderam a anúncios de alimentos in natura ou minimamente processados, o que contrapõe a recomendação do Guia Alimentar para a População Brasileira.

Na Austrália, um estudo analisou as propagandas distribuídas nas estações de trem, mais de 6 mil anúncios foram avaliados e 27,6% promoviam alguma bebida (refrigerantes do tipo cola foram as principais), já no que se refere aos alimentos, 84% foram considerados discricionários (SAINSBURY et al. No Reino Unido, uma pesquisa demonstrou que o gasto com publicidade para junk food é trinta vezes maior que o gasto do governo com publicidade que promove alimentação saudável (O'DOWD, 2017). Estudo semelhante foi realizado nos Estados Unidos e identificou que estas revistas trazem artigos sobre perda de peso através de dietas, exercícios físicos, uso de pílulas de emagrecimento, bloqueadores de gordura e continham anúncios que reforçavam comportamentos potencialmente prejudiciais à saúde (ETHAN et al. Embora, os profissionais da nutrição sejam os especialistas indicados para planejar uma dieta que seja adequada e saudável, há muitos profissionais de diferentes áreas que acabam assumindo este papel, principalmente na mídia.

Médicos especialistas em outras áreas e até mesmos profissionais da educação física estão frequentemente em programas de TV ou em jornais, revistas e sites dando dicas de alimentação, planejando dietas. Um estudo comparou os efeitos do aconselhamento prestado por nutricionistas e por outros profissionais da saúde para redução do colesterol. Os nutricionistas foram considerados melhores que os médicos em reduzir o colesterol em curto e longo prazo(THOMPSON et al. Na África do Sul, campanhas para redução do consumo de sal teve bons resultados: a maioria dos participantes demonstrou interesse em reduzir o consumo (WENTZEL-VILJOEN et al. No Brasil, há algumas campanhas em andamento como a “#ComerLivre”, uma iniciativa do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) que consiste em uma série de seis vídeos que abordam as dificuldades alimentares e os desafios para uma alimentação saudável, priorizando alimentos in natura e evitando os ultraprocessados.

Os vídeos são divulgados nas redes sociais e na página da web do instituto (IDEC, 2016). Outra iniciativa é da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, a campanha “#EscolaSaudável” que tem como objetivo implementar medidas que estimulem a alimentação saudável no ambiente escolar, o que inclui a regulação na venda de alimentos na cantina, a publicidade, dentre outros (BRASIL, 2017). Em 2016, outra campanha foi lançada, desta vez pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a campanha Brasil Saudável e Sustentável que promove a alimentação saudável e a conscientização sobre os riscos da má alimentação e da obesidade. Compreendendo o papel da mídia como agente desencadeador dos transtornos alimentares é possível orientar os pacientes para evitar que a mídia influencie diretamente na alimentação.

Uma dos trabalhos do nutricionista é educar o paciente para que o mesmo siga uma alimentação saudável e equilibrada. A mídia, muitas vezes, promove dietas inespecíficas que não correspondem as necessidades individuais de cada um. Nesse sentido, destaca-se também o papel que o nutricionista pode desempenhar na conscientização dos seus pacientes evitando que os mesmos baseiem sua alimentação apenas com as informações disponíveis nas revistas, TV ou internet. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARIFKHANOVA, S. AMENDOLA, B. TV é principal forma de lazer para 81% dos brasileiros, segundo Ancine. Disponível em: < https://televisao. uol. com. BARCACCIA, B. et al. Dysfunctional eating behaviors, anxiety, and depression in Italian boys and girls: the role of mass media. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. n. et al. Ability of a mass media campaign to influence knowledge, attitudes, and behaviors about sugary drinks and obesity.

Preventive medicine, v. p. ISSN 0091-7435. Confira como é o uso da internet no Brasil. Disponível em: <http://www2. camara. leg. br/camaranoticias/noticias/COMUNICACAO/516912-CONFIRACOMO-E-O-USO-DA-INTERNET-NO-BRASIL. Recovery amid pro-anorexia: Analysis of recovery in social media. Proceedings of the 2016 CHI Conference on Human Factors in Computing Systems, 2016, ACM. p. COSTA, C. B. M. MARTINEZ-VAZQUEZ, J. The effects of mass media campaigns on individual attitudes towards tax compliance; quasi-experimental evidence from survey data in Pakistan. Journal of Behavioral and Experimental Economics, v. p. DOS SANTOS, A. M. SCHERER, P. T. Mídia e obesidade infantil: uma discussão sobre o peso das propagandas. ISSN 0195-6663. EJUPI, V. SILJANOVSKA, L. ISENI, A. The mass media and persuasion. cracked. com/personal-experiences-2452-a-look-insidedisturbingly-large-pro-anorexia-community. html. Acesso em: 28/08/18. ETHAN, D. pdf. Acesso em: 05 dez. FORTES, L. D. S. GOLDMAN, L.

SCHAFER A. Goldman-Cecil Medicina. ed. v 2. GUIA minha saúde especial: anorexia e bulimia. ed. São Paulo: On Line, 2016. HAMA KAREEM, J. A. Asia Pacific journal of clinical nutrition, v. n. p. IDEC. ComerLivre: Idec lança campanha sobre alimentação saudável. ISSN 1541-4329. KININMONTH, A. R. et al. Quality assessment of nutrition coverage in the media: a 6-week survey of five popular UK newspapers. p. ISSN 15213269. KOVEN, N. S. ABRY, A. de Literatura. Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, Departamento de Nutrição. p 62-75. LEWIS, S. P. edu. br/public/media/4/files/Educa%C3%A7%C3%A3o/Disserta%C3%A7%C 3%B5es/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20Elmer%20-%20final. pdf. Acesso em: 05 dez. MABE, A. MAIA, E. G.

et al. Análise da publicidade televisiva de alimentos no contexto das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira. Cadernos de saude publica, v. p. ISSN 2357-7894. MARTINIGHI, M. KOGA DA SILVA, E. M. n. suppl 1, p. i81-i91, 2002. ISSN 0964-4563. MOORE, D. Adverse outcomes associated with media exposure to contradictory nutrition messages. Journal of Health Communication, v. n. p. ISSN 1081-0730. ISSN 1756-1833. OLIVEIRA J. G. et al. A anorexia nervosa na adolescência e suas consequências na imagem corporal: um olhar psicanalítico. An exploration of social functioning in young people with eating disorders: A qualitative study. PloS one, v. n. p. e0159910, 2016. PINZON, V. NOGUEIRA, F. C. Epidemiologia, curso e evolução dos transtornos alimentares. Revista de Psiquiatria Clínica, v. et al. Experimental evidence on the impact of food advertising on children’s knowledge about and preferences for healthful food.

Journal of obesity, v. ISSN 2090-0708. SAINSBURY, E. Impact of media, movies and TV on tobacco use in the youth. In: (Ed. The Tobacco Epidemic: Karger Publishers, v. p. SCHOTT, N. sna. agr. br/campanhapromove-alimentacao-saudavel-e-combate-a-obesidade-2/> Acesso em: 28/08/18. SIDANI, J. E. n. STRASBURGER, V. C. Children, adolescents, obesity, and the media. Pediatrics, v. pdf> acesso em 10/10/18. THOMPSON, R. L. et al. Dietary advice given by a dietitian versus other health professional or self‐help resources to reduce blood cholesterol. ISSN 1124-4909. VARGA, M. et al. When eating healthy is not healthy: orthorexia nervosa and its measurement with the ORTO-15 in Hungary. BMC psychiatry, v. ISSN 0090-0036. WAKEFIELD, M. A. LOKEN, B. HORNIK, R. n. p. WILFLEY, D. E. CITROME, L. n. p. ISSN 0276-3478. YOM‐TOV, E. BOYD, D. Eating and Weight Disorders-Studies on Anorexia, Bulimia and Obesity, v.

n. p. ISSN 1124-4909. ZHANG, C.

37 R$ para obter acesso e baixar trabalho pronto

Apenas no StudyBank

Modelo original

Para download