O papel da tecnologia

Tipo de documento:TCC

Área de estudo:Gestão ambiental

Documento 1

A presença de alguns recursos tecnológicos deve deixar de ser imprescindível apenas no espaço administrativo e deve ocupar seu lugar onde será mais útil e mais ricamente aproveitada: a sala de aula. É evidente a insatisfação dos alunos em relação a aulas tradicionais, ou seja, aulas expositivas. O aprender por aprender já não existe: hoje, os alunos precisam saber para que e por que precisam saber determinado assunto. Essa é a típica aprendizagem utilitária, na qual só se aprende o que for útil, necessário para entrar no mercado de trabalho, visando ao retorno financeiro. A internet invade os lares dos estudantes, fazendo o impossível tornar-se mais palpável sem precisar sair do lugar.   A tecnologia veio para ficar, mas não façamos dela uma panaceia. O surgimento e a expansão das tecnologias de informação e comunicação (as chamadas TICs) entre o final dos anos de 1980 e meados de 1990 recebem o nome de revolução tecno-científica. Mudam, com ela, as relações pessoais, as relações de trabalho, o tempo do desenvolvimento científico, a arte, as relações financeiras e comerciais e até mesmo a forma de se editar um texto. Muda a sociedade como um todo. Mas muda a escola? Nem sempre. Equipar uma escola com as mais modernas tecnologias não levará a nada se não houver a devida preocupação com a didática, entendida como a inter-relação entre professor, aluno e conteúdo.

A questão mais relevante para que a tecnologia digital se integre aos processos pedagógicos é a sua compreensão como um suporte importante para o processo de ensino e de aprendizagem e não como um fim em si mesma, como declarou a professora Débora Garofalo, professora orientadora de informática educativa na rede municipal de ensino de São Paulo, em recente debate sobre o assunto com o professor da rede estadual Paulo Desidério. Ambos se dizem na torcida pela disseminação da tecnologia digital no processo educacional e reforçam que o domínio das tecnologias ainda depende muito do esforço individual dos educadores. É preciso considerar também que as tecnologias proporcionam novos objetos de conhecimento, que precisam ser compreendidos e estudados nos programas de formação docente inicial e continuada.

No processo de alfabetização, por exemplo, produzir um texto à moda antiga, e produzir um texto valendo-se de recursos digitais que permitem diagramar esse texto com imagens (até em movimento) colocam desafios inéditos aos educadores. A tecnologia, tem um papel fundamental no processo de aprendizagem, no sentido de promover ações que contribuam para a solução dessas questões. Por isso, a escola do futuro, na visão da especialista, é aquela centrada na pedagogia do problema, que trabalha com questões reais e que se utiliza da tecnologia como um elemento no processo pedagógico. É também uma pedagogia da pergunta, que busca dar voz ao aluno e incentivá-lo a se questionar. Assim, a tecnologia pode fazer parte de todas as disciplinas, de química a língua portuguesa, como recurso mediador de aprendizagens.

  O ensino brasileiro está muito centrado no conteúdo, e não nas estratégias metodológicas, o que dificulta mudanças estruturais nessa linha. Já podemos citar como próximos passos o uso de tecnologias de realidade ampliada Técnica usada para unir o mundo real ao virtual por meio de algum dispositivo eletrônico. É o caso de equipamentos que levam à tela de um videogame os movimentos que o próprio usuário faz. O uso de técnicas ligadas ao design de jogos a situações variadas, como na educação, entre outros usos. Os videogames desenvolvidos com princípios da e a neuroplasticidade.  Capacidade do sistema nervoso de se adaptar, em nível estrutural e funcional, ao longo do desenvolvimento neuronal e quando sujeito a novas experiências têm surgido como importante ferramenta para o desenvolvimento cognitivo e o potencial de aplicação dessa tecnologia nas escolas é imenso.

Provavelmente porque, com a tecnologia, seria necessário admitir que determinadas práticas educacionais estão, sim, voltadas para o disciplinamento do homem no uso ou fluxo do tempo e espaço, que algumas habilidades relacionais são práticas e advêm de um exercício repetitivo. O papel da tecnologia, nas salas de aula, é o de oferecer suporte ao novo paradigma de ensino, que é o de apoiar a nova pedagogia por meio da qual os alunos ensinam a si mesmos tendo a orientação do professor, ou seja, quando os professores usam o velho paradigma de exposição, e adicionam e ela a tecnologia, esta acaba se tornando um empecilho ao invés de um importante auxílio. Referências http://www. correiobraziliense. com. br/revista-patio/artigo/5945/o-uso-das-tecnologias-na-educacao. aspx http://www.

blogmicrosofteducacao. com. br/2018/01/09/qual-e-o-papel-da-tecnologia-na-educacao/.

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