Atividade pedagógica para aula de Português/Redação sobre a temática indígena

Tipo de documento:Redação

Área de estudo:Gestão ambiental

Documento 1

Objetivo geral O objetivo principal da atividade é desenvolver a produção de textos que são cobrados nas provas de Redação em dois dos principais vestibulares do estado de São Paulo (UNICAMP e FUVEST) e também no processo seletivo do ENEM. As atividades desenvolvidas procuram estabelecer debates e reflexões sobre a temática das populações indígenas no Brasil, tanto no espaço político-social atual e do passado quanto em relação a representação identitária desses povos. Para isso serão desenvolvidas quatro atividades que tem como objetivo final a produção de um texto. a) 1ª atividade A primeira atividade busca introduzir a temática da representação do indígena no Brasil por meio de imagens acompanhadas por perguntas que guiam uma reflexão sobre como cada imagem está representando a figura do índio brasileiro. A partir dessas imagens e perguntas o aluno deverá fazer um comentário sobre a imagem, buscando responder também a pergunta que a acompanha. Essa atividade irá trabalhar o gênero comentário que pode ser cobrado na prova de Redação da UNICAMP. b) 2ª atividade A segunda atividade tem como objetivo apresentar a representação do índio na literatura por meio da comparação de trechos de obras como Macunaíma e Juca Pirama e da obra Meu avô Apolinário de Daniel Munduruku. Essa atividade traz a reflexão sobre a representação romantizada do índio por autores brancos (Mário de Andrade e Gonçalves Dias) em contraste com a autorepresentação do que é ser índio na obra de Daniel Munduruku.

Ao final dessa exposição, os alunos deverão produzir um texto dissertativo sobre o tema “A literatura e outros textos como forma de representação da cultura indígena”. c) 3ª atividade Nessa terceira atividade será exibido o documentário Guerra sem fim – resistência e luta do povo Krenak que trata da questão do etnocídio desse povo oriundo da região leste de Minas Gerais. Objetivos adicionais Além de desenvolver a produção de textos para os vestibulares, essas atividades buscam trazer reflexões sobre as condições nas quais vivem os povos indígenas e sobre as representações desses povos. Busca-se por meio de debates motivados pelas atividades, a desconstrução do estereótipo da figura do índio no Brasil. Quantidade de aulas e especificação dos recursos necessários à realização das atividades Cada atividade deverá ser aplicada em aulas duplas, sendo uma aula para a exposição e reflexão acerca do texto que deverá ser produzido e a outra para a escrita do texto.

Será necessário, para a exibição do documentário, recursos audiovisuais. Sugestão de estratégias de aplicação A primeira parte da aula deverá ser expositiva, o professor deverá conduzir a reflexão acerca da atividade proposta e depois disso abrir um espaço de discussão entre os alunos e o professor. É Diretor-Presidente do Instituto Uk´a - Casa dos Saberes Ancestrais. Como escritor, se destaca na área da literatura infantil. É membro da Academia de Letras de Lorena. Recebeu a Comenda do mérito cultural por duas vezes. Já recebeu vários prêmios no Brasil e no exterior: Jabuti, da Academia Brasileira de Letras, Érico Vanucci Mendes (CNPq), Tolerância (UNESCO). Resultado da busca por “tupi índio” no Google Imagens. Você pode observar que as imagens que resultam da busca por “tupi índio” repetem algumas imagens da pesquisa anterior (1ª imagem).

O que isso quer dizer? No Brasil, de fato, índios são somente aqueles da etnia Tupi? 3. Tronco linguístico Tupi e suas famílias linguísticas. Cada família linguística está relacionada a uma etnia, ou seja, a um povo, diferente. Site www. webindigenas. iel. unicamp. br/laklano/ feito parcialmente na língua Xokleng (Laklãnõ) no qual publicam indígenas dessa etnia. O divertimento dele era decepar cabeça de saúva. Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro, Macunaíma dandava pra ganhar vintém. Mário de Andrade, Macunaíma. I No meio das tabas de amenos verdores, Cercadas de troncos — cobertos de flores, Alteiam-se os tetos d’altiva nação; São muitos seus filhos, nos ânimos fortes, Temíveis na guerra, que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão.

Os velhos sentados praticam d’outrora, E os moços inquietos, que a festa enamora, Derramam-se em torno dum índio infeliz. Em todo caso, quando um avô (brasileiro) conta para os netos uma daquelas histórias (como a do mico que montou a cavalo na onça), ele está transmitindo uma narrativa que é contada há centenas de anos, que foi criada em uma aldeia indígena, e se conservou nas aldeias indígenas exatamente pelo trabalho dos contadores. …) Mas há, também, aquelas narrativas que nos deixam ao mesmo tempo maravilhados e confusos, porque não podemos justificá-las ou interpretá-las com os conhecimentos de nossa própria cultura. Uma delas, que apresenta variantes em várias sociedades indígenas, dos Kayapó aos antigos Tupi da costa, é a história da origem da noite, porque no princípio só havia dia.

Em uma das versões, cansados de só viver de dia, e sabendo que havia a noite em um outro lugar, resolveram ir buscá-la. O dono da noite (que, em algumas versões, é a Cobra Grande) lhes deu a escuridão (com seus grilos, sapos e tudo o mais), presa dentro de um coco lacrado com breu. Adaptado A RAIVA DE SER ÍNDIO A gente não pede para nascer, apenas nasce. Alguns nascem ricos, outros pobres; outros brancos, outros negros; uns nascem num país onde faz muito frio, outros em terras quentes; Enfim, nós não temos muita opção mesmo. O fato é que, quando a gente percebe, já nasceu. Eu nasci índio. Mas não nasci como nascem todos os índios. Depois de mim vieram ainda três meninos.

Era uma alegria só. Nós sempre moramos na periferia de Belém. Nossa maloca não era nossa e muitas vezes tivemos que mudar de lugar, de casa e de bairro. Foi uma época bem sofrida. Meus primeiros colegas logo logo se aproveitaram pra me colocar o apelido de Aritana. Não precisa me dizer que isso me deixou fulo da vida e foi um dos principais motivos das brigas nessa fase da minha história – e não foram poucas brigas, não. Ao contrário, briguei muito e, é claro, apanhei muito também. E por que eu não gostava que em chamassem de índio? Por causa das ideias e imagens que essa palavra trazia. Chamar alguém de índio era classificá-lo como atrasado, selvagem, preguiçoso.

Guerra Sem Fim – Resistência e Luta do Povo Krenak "Em meados de 2014, o Ministério Público Federal coletou material para investigar a violência histórica contra o povo Krenak, oriundo da região leste de Minas Gerais. O objetivo era fornecer dados aos estudos da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, responsável pela temática dos povos indígenas e tradicionais. As informações também serviram como base para o documentário Guerra Sem Fim – Resistência e Luta do Povo Krenak, produzido pela Unnova e lançado em agosto, na Semana da Verdade 2016. Depois de exibido na programação da Virada Sustentável, o filme foi disponibilizado no Youtube. Disponível em <http://ailtonkrenak. Das terras que esperam pela demarcação, 530 – o equivalente a 63,3% – não tiveram nenhuma providência administrativas tomada pelos órgãos do Estado brasileiro.

O estado do Amazonas lidera o número de territórios nesta situação, com 199. Em seguida, aparecem os estados de Mato Grosso do Sul (74), Rio Grande do Sul (37), Pará (29) e Rondônia (24). Apenas 401 terras indígenas, o que representa 30,9% do total, já foram registradas pela União. Disponível em: <https://www. ” Disponível em: <http://www. funai. gov. br/index. php/nossas-acoes/demarcacao-de-terrasindigenas?limitstart=0#> e <http://www.

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