TEOLOGIA E MEU SOMENTE MEU TODO O TRABALHODESCANSO DO SÁBADO

Tipo de documento:Revisão Textual

Área de estudo:História

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I - O SÁBADO EM ÊXODO 20:8 A 11. CAP. II - O SÁBADO EM DEUTERONOMIO 5: 12 A 15. REFERENCIAS BIBLIOGRÁGICAS RESUMO A presente dissertação propõe uma leitura acerca do mandamento do sábado fornecida pelo próprio texto bíblico nas suas versão constantes em Êxodo 20:8-11 e Deuteronômio 5:12-15, destacando dentro deste tema central, algumas características e oferecendo, também, por extensão, algumas contribuições emanadas das tradições judaicas, bem como, de teólogos cristãos. O texto de Êxodo 20:8-11 revela sua essência positiva enquanto lei irrefutável, ou seja, uma lei que traz em seu bojo um ensinamento, não impondo; contudo, práticas culturais, mas; sobretudo, o descanso que deve ser consagrado a Deus. Assim como em Genesis 2: 1-4 onde Deus pelo seu exclusivo poder limita o tempo e determina o sétimo dia como o dia do descanso consagrado ao Eterno. Em ambas as leituras (Êxodo e Deuteronômio) as motivações possuem um estrito caráter teológico, na medida em que remontam à criação. Embora diferentes em essência, participam de um único projeto: dar a Israel a identidade de um povo que vive sob os preceitos da lei e dos rígidos ensinamentos de um tempo em separado reverenciado e consagrado ao Deus Todo - Poderoso: O sábado. Em Deuteronômio 5:12-15 encontra-se também uma justificativa motivacional de caráter antropológico, vez que alude às obras da criação, isto é, os animais e a própria terra trazendo à lembrança a libertação da terra do Egito.

O mandamento do sábado estruturado no cerne do decálogo em suas duas versões, vem conferir a Israel a qualidade de raça santa, povo eleito e de propriedade exclusiva de Deus, enfatizando os verbos “Guardar” e “lembrar” com o objetivo precípuo de manter sempre atualizada a memória daquele povo, ao qual fora concedido a Lei (Torá) como sendo o coração da aliança e das leis que adviriam. possuem revelações similares acerca do mandamento do sábado: um único mandamento mas com exposição de causas distintas, ou seja, enquanto a primeira enfatiza ao Ato da Criação (Ex. a segunda, visa trazer à lembrança a Libertação da terra do Egito (Dt. a mesma regra ditada por Deus da qual advieram dois verbos distintos: lembrar e guardar (respectivamente Ex.

e Dt. Verifica-se, portanto, que o mandamento do sábado ocupa o centro do decálogo, sendo referido na tradição judaica como “A Quarta Palavra”, o equivalente ao “Terceiro Mandamento” na tradição cristã, designações distintas para um mesmo mandamento, o que ocorre, obviamente, por força de influencias oriental e ocidental, respectivamente, o que não acontece com o texto original que classifica o decálogo literalmente como “os dez mandamentos” (Dt. Portanto, a benção constitui-se um louvor de todo o coração a Deus que é fonte de toda a vida e riqueza e inserido nesse contexto, encontra-se; por extensão, o sábado, como insígnia de vida e louvor ao Eterno. O texto de Êxodos 20:8-11 denota com clareza a ligação intrínseca entre o mandamento sabático e o ato da Criação, pois, nos remete à Genesis 2:1-3 ocasião em que, o sétimo dia vem revelar a instituição mais sagrada para o povo judeu, vocacionando o homem a descansar naquele dia conforme fez Deus ao cessar a atividade de toda a sua obra.

Em assim sendo, o sábado representa o início e o término do ato de toda a criação, revelando um Deus que chamou à existência as coisas que não existiam e uma vez consumando-as, chama sua criatura ao descanso em uma dimensão universal. CAPÍTULO I – O SÁBADO EM ÊXODO 20:8-11 A extensão do mandamento contido em Êxodo 20 inclui, entre outros, o mandamento proibitivo da idolatria (Ex. Em se tratando da estrutura formal do mandamento sabático, este, unido ao imperativo concernente aos pais, não acompanha o elemento relevante da construção do decálogo em relação aos demais mandamentos, porquanto figuram como normas construídas com imperativos positivos também conhecidos como leis apodíticas (que por si só se impõem).

Desta forma, o mandamento sabático constitui-se como um plano divino que vem revelar o propósito maior da lei: ensinar, instruir, estabelecer julgamentos morais dos atos realizados, tendo como fito situar o homem em seu eixo ético, capacitando-o a promover a liberdade individual e a paz. Sendo fruto do Êxodo, essas leis constituem, em princípio, a causa primária que enseja as leis pedagógicas encerradas no Pentateuco. O povo uma vez liberto das garras de Faraó, obteve amparo nas leis estabelecidas por Deus, não ficando refém do seu livre alvedrio. Esse processo pedagógico inicia-se nos limites do Sinai sagrado (Ex. após a liberdade da terra do Egito obtida pelo favor divino (Ex. Na vertente Deuteronômica o mandamento do sábado determina outro imperativo absoluto: Guardar conjuntamente com lembrar-se da saída do Egito, da terra da servidão.

Desta forma, o mandamento sabático vem figurar no cerne do decálogo como assertiva de liberdade do povo, sendo o próprio Deus o seu libertador. A ordem divina determina que todos da casa de Israel ao descansarem, tragam à memória a libertação da terra do Egito como consequência da ação de Deus, fato que originou a páscoa judaica em cujo rito é lido Êxodo 13:8: “naquele dia, assim falarás ao teu filho dizendo: Eis o que o Senhor fez por mim quando saí da terra do Egito. ” Assim, a versão deuteronômica do decálogo revela outra causa para o mandamento sabático: a liberdade do povo judeu que permaneceu escravizado pelos egípcios por 400 anos (como consequência do surgimento de um rei que viu no judeu um inimigo.

Êxodo 1:8). É um tempo de qualidade singular por excelência, santuário divino no qual o homem é convidado a adentrar. O Eterno faz do sábado a Sua morada assim como habitara no Seu Templo. Contudo, o sábado se reveste de santidade como se um santuário inviolável fosse ao passo que o Templo é passível de destruição e profanação. O sábado é um tempo em que o individuo por questões de caráter moral e espiritual deve lembrar-se que fora criado a imagem e semelhança de Deus e, como tal e por essa razão, é participante dessa criação na qualidade de co-criador. É a ética da teologia sacerdotal segundo a qual, a criação é continuada pela ação do homem enquanto fiel à imagem e semelhança divina da qual ele se constitui parte integrante.

Petrópolis: Vozes, 2002. • NOMES (ÊXODO), Chouraqui, A. Rio de janeiro: Imago 1996. • LITURGIA JUDAICA: Fontes, estrutura, orações e festas, Di Sante, C. São Paulo: Paulus, 2004.

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