Espiritismo, razão e filosofia

Tipo de documento:Plano de negócio

Área de estudo:Religião

Documento 1

A partir desses questionamentos Allan Kardec descobriu novas dimensões de mundos espirituais e passou a relatar através do questionamento dos espíritos em suas obras qual a finalidade e o sentido da vida, para onde partimos quando morremos, quais os objetivos dos homens passarem por diversas existências (reencarnação), o que é a Terra para os seres humanos, entre outros questionamentos. Assim surgiu o Espiritismo ou Doutrina Espiritualista, que passa a ser uma doutrina filosófica científica religiosa, que comprovava através do método cientifico mediúnico tudo oque era afirmados pelos estudos promovidos dentro dos trabalhos espirituais. Esse termo passa a ser utilizado para que essa doutrina não tivesse características da tradição dogmática. Sumário 1-Introdução. pp. Dissertação: Espiritismo e filosofia. pp. Espiritismo e religião. pp. O Que o Espiritismo Descarta e Adota. pp. Quais são os preceitos do Espiritismo. pp. A Existência de Deus. pp. A imortalidade da Alma. pp. Comunicação dos Espíritos. pp. O que é felicidade e Infelicidade perante o Espiritismo. pp. A Caridade Segundo o Espiritismo. pp. A Mediunidade. pp. A Fé Racional. pp. A Moral de Jesus. pp. Allan Kardec e suas Obras. pp. Conclusão. pp. ibliografia. pp. Anexos. pp. Introdução A Doutrina Espírita nasce no século XIX, através de uma planejada investigação e da provocação de fenômenos e de efeitos físicos (pancadas e movimentação de objetos) em mesas girantes que eram utilizadas para o entretenimento em certos estabelecimentosisso ocorria através de efeitos inteligentes, a partir de perguntas, repostas e mensagens.

Essas mensagens futuramente eram analisadas, observadas, comparadas e questionadas por Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec). Rivail constatou que os fenômenos referidos eram sérios e provocados por seres humanos que haviam desencarnado, mas que mantinham – se vivos através de sua sobrevivência espiritual, a quem a sociedade chama de mortos. Assim, vai se distanciar das religiões dogmáticas e passa a considerar o Espiritismo como uma doutrina científica filosófica. Por isso disse Kardec “não há fé inabalável se não aquela pode encarar a razão de frente”. Espiritismo e Filosofia A palavra filosofia, significa “amor a sabedoria, ao conhecimento, e sua origem é grega utilizada pelo filósofo Pitágoras, no século V a. C. para especificar a respeito das pessoas que tinham como preocupação a busca pelas “verdades” a respeito das vivências humanas, o seu sentido, a origem das coisas e do mundo, o que é a vida, o homem, esses questionamentos ocorriam a partir da utilização da razão, a forma de raciocinar corretamente sobre as coisas do mundo e seu entorno.

Porém a doutrina Espírita não pretende nem quer possuir o monopólio da verdade ou convencer novos adeptos a seguir sua postura filosófica, pois parte do princípio do livre arbítrio, que todos têm o direito de escolha, ou seja, de aceitar ou abrir mão de seus ensinamentos que após conhecer os fundamentos básicos da mesma e a luz de seu esclarecimento é que as pessoas passarão a aceitar o Espiritismo. O Espiritismo não se considera detentor de uma verdade absoluta, oque lhe garante a liberdade de aceitar ou mesmo rejeitar verdades impostas, em qualquer sentido mesmo sendo da ciência, da filosofia, religião ou mesmo qualquer área do conhecimento humano. Espiritismo e Religião O Espiritismo possui aspecto religioso, pois se preocupa com a relação que existe entre o homem e Deus, determinadas pelo sentimento e pela prática da caridade e do bem proporcionado a nosso próximo.

No entanto, não pode ser considerada uma religião dogmática, já que não promove práticas exteriores como religiões tradicionais, muito menos cultos, cerimônias ou mesmo rituais. As religiões dogmáticas possuem um conjunto de práticas indiscutíveis que não podem ser questionadas por seus fiéis. A primeira pergunta que Kardec faz aos Espíritos é: “Quem sois vós?”, R- Sou Espírito da verdade; Kardec torna a fazer a mesma pergunta; R- Duvidastes da minha resposta; Kardec - O que queres? R- Divulgar a razão Espírita, aceita o desafio; mesmo que sofra perseguições, ausência de tranquilidade, descaso e seja tratado como mentiroso; Kardec, R- Aceito, Espirito da Verdade, R- Muito bem mãos a obra; Kardec- A quem devemos seguir? R- A Jesus Cristo; 2 Assim, a partir da interpretação dos preceitos de Jesus a doutrina Espirita coloca o amor ao próximo e o bem que podemos promover a nossos semelhantes como referência a se seguir e que os seres humanos demonstram através de suas ações o verdadeiro amor a Deus.

Portanto, a moral Espírita e a mesma ensinada por Jesus na sua essência fundamentando – se num princípio amara Deus sobre todas as coisas e ao seu próximo como a si mesmo, assim a essa moral é pautada no amor e na caridade. Kardec,Allan. “O Céu e o Inferno”. Edição, SP, Lake, 2011,pp 357; 2. Como ciência prática, envolve relações entre nós e os Espíritos, como filosofia, compreende todas as consequências morais que emanam dessa relação. Kardec, Allan. ”O Livro dos Espíritos”. Tradução Matheus R. de Camargo, Capivari, SP, ED. Portanto, para o Espiritismo Deus está presente através do sentimento e da propagação do bem que se expressa a partir da bondade dos corações humanos caridosos, pautados nos ensinamentos de Jesus baseados na pureza e na simplicidade da existência.

Assim, o essencial é promover o bem e não apenas de práticas externas de louvores, pregações, cultos, para receber apenas as aprovações sociais. Por fim, o Espiritismo tem como preocupação primordial tornar os seres humanos melhores no sentido moral e esse aprimoramento se estabelece partir da prática do bem proporcionado ao próximo através de ações pautadas na caridade, que é a manifestação do verdadeiro amor na prática. A doutrina Espírita ensina que os atos coerentes estão pautados no amor que estão presentes mesmo nos mínimos atos e sentimentos de bondade, seguindo o exemplo do próprio Jesus que não possuía locais destinados a sua pregações, muito menos rituais para divulgação de suas ideias, pois Deus sempre foi adorado em Espírito e verdade em todos os locais que passou.

A partir da caridade da prática do amor e do bem o Espiritismo leva a paz aos corações e acalmando as pessoas a respeito de um, senão o maior temor da humanidade a morte, por isso, consola afirmando que a vida não se extingui - se com o desencarnar e que possuímos a possibilidade da mudança e do aprimoramento através de inúmeras existências (reencarnação) a partir do livre arbítrio e de nossa liberdades de escolha. EME, Edição 11, junho de 2009, pp. – 76; A Existência de Deus Em todas as religiões a uma tentativa e argumentações constantes sobre a existência de Deus, no caso da Doutrina Espírita esse debate ocupa um “lugar ao Sol”, partindo da razão que é seu aspecto característico com excelência.

Kardec faz a primeira pergunta que faz parte da coletânea de perguntas e respostas do Livro dos Espíritos: O que é Deus? R- Espírito da Verdade – Não é possível conceber a matéria por si mesma como algo inteligente, assim, como seria possível explicar a organização e funcionamento do Universo e suas multiplicidades de informações que ainda não estão ao alcance e conhecimento humano, são possibilidades que desafiam o conhecimento humano até os dias atuais, portanto, pela razão chegamos a um veredito sobre a existência de Deus como inteligência suprema que é responsável pela existência e origem de tudo. Por isso, Deus é uma ideia de relevância universal, que nos ajuda a compreender as realidades proporcionadas pelas vivências no mundo, bem como a razão que se estabelece sobre nossa existência.

Ao homem não foi dado o direito de saber de tudo, porque realmente não possui essa capacidade do saber, mas o homem como parte intelectual dessa obra sente a presença de Deus em inúmeros aspectos da natureza, no mundo e a partir de sua vivência cotidiana. A imortalidade da Alma Qual seria o sentido da vida para os seres humanos nascer, viver e morrer, para que serviria a vida para o homem, esforçaríamos a vida inteira para nada. Muitos foram colocados nessa terra ingrata para expiarem suas provas e faltas através de trabalhos penosos e misérias da vida. Até que um dia possam merecer ganhar o direito de ir para mundos mais felizes e aperfeiçoados, quando vencerem suas más tendências a partir do aprimoramento íntimo.

Mas por qual motivo muitas pessoas não melhoram e não vão atrás de mudar?. Pois são insuficientes para vencer suas tendências; vícios e paixões, por isso, apegam - se mais a seus maus gostos e mudar é uma coisa monótona, difícil; por isso dão lugar a sua força de vontade ao comodismo. Assim, não teríamos como explicar os motivos que milhares de pessoas vivem e morrem nas mais diversas e diferentes circunstâncias. Viemos viver em diferentes condições pois cada um tem uma tarefa a cumprir no sentido evolutivo rumo as vias do progresso;até que um dia possamos vislumbrar as luzes do criador e os mundos espirituais superiores. Todos nós, por incrível que pareça escolhemos essas provas que temos que passar, porém, não recordamos, pois Deus espera de nós boas resoluções através do livre arbítrio para que saibamos nos auto - administrar.

Todos espíritos são criados simples e ignorantes, mas todos estão destinados a felicidade. Muitos se perguntam aos outros o que devo mudar?, mas fazem essa pergunta já sabendo da resposta, se fingem não saber, a resposta está mais próxima que possa imaginar, basta escavar o íntimo do seu coração e os pesos de vossa consciência. EME, Capivari, SP, pp. Deus nunca deu provas aos homens acima de suas forças ou que não possam ser cumpridas por aqueles que solicitaram, a maioria de nós não as cumpre não por falta oportunidade, mas por ausência de força vontade e empenho”. Na questão 911 (Livro dos Espíritos) nos alerta - Não existem paixões de tal maneira intensas e irresistíveis que a vontade se torna impotente para supera - las? R -Ha' muitas pessoas que dizem ; eu quero mudar, mas sua vontade está apenas nos lábios, elas querem, mas estão bem satisfeitas de que isso não aconteça.

Quando se acredita não poder vencer as paixões, (boas ou ruins), e que o espírito se compraz nelas em ocorrência de sua inferioridade. Aquele que procura reprimi - las compreende sua natureza espiritual. Assim, não haveria mais desenvolvimento pois todo trabalho intelectual teria de recomeçar, nossa alma ao contrário retornando com seu progresso cumprido e adquirindo sempre algo mais, gradativamente passa da barbárie a civilização material e desta para à civilização moral. Se Deus tivesse liberado o homem do trabalho do corpo seus membros se atrofiariam e jamais encontraria os rumos das vias do progresso, se tivesse liberado dos esforços para aprimorar sua inteligência permaneceria na infância em Estado de instinto animal. Kardec, Allan. ”O Livro dos Espíritos”.

Tradução Matheus R. Na revista Espírita de 1867- Allan Kardec escreve: "Do ponto de vista do ser espiritual, do ser essencial e progressivo, numa palavra, do Espírito, preexistente e sobrevivente a tudo cujo corpo Não passa de um invólucro temporário, variando como uma roupa, de forma, cor e, além disso, do estudo dos seres espirituais, ressalta que todos esses seres são de natureza e de origem idênticas, e que seu destino é o mesmo,, que todos partem do mesmo ponto, e tendem a rumar para o mesmo objetivo, que a vida corporal não passa de um incidente, uma das fases da vida do Espírito, necessária para seu adiantamento moral e intelectual, que em vista desses avanços o Espírito pode nascer sucessivamente em diversos envoltórios e posições diferentes”.

Assim, todo aquele que negar a existência do espírito para considerar apenas a vida corpórea e a vida presente, repudia o único princípio sobre o qual é fundada a razão sobre a nossas vidas, além da igualdade de direitos que reclamais para vós mesmos e para vossos semelhantes. Se analisarmos as potencialidades da alma pode – se encontrar o funcionamento que rege nossas vidas, entendendo como funcionamos, nos programamos a partir de nossas escolhas para uma vida melhor, pois a ignorância a nosso próprio respeito encerra nosso êxito e nos cega para a realidade que nascemos para sermos felizes e viver uma vida coerente. Kardec,Allan. “O Céu e o Inferno”. “Aquele que sofre nesta vida pode dizer portanto, que é por não estar suficientemente depurado e que, se não fez na existência anterior, terá ainda que sofrer na seguinte.

Portanto, há espíritos tanto bons como maus que norteiam as ações do homem, mas todos os espíritos partem do mesmo ponto e todos estão sujeitos a perfeição, mas muitos não chegam a ela pela própria liberdade de escolha e do livre arbítrio, que faz com que a grande maioria acabe se perdendo ao longo de sua jornada de aprimoramento nas paixões mundanas. Kardec,Allan. “O Céu e o Inferno”. Edição, SP, Lake, 2011 pp. Pela participação consciente e voluntária em tarefas que buscamos ajudar as pessoas e a coletividade, pelas realizações de missões especiais, no caso de Espíritos mais elevados e abnegados, que até se sacrificam para trazer algo importante no sentido de contribuições aos diversos campos da atividade humana.

Não há no Espiritismo pré – destinação, pelo fato que todo Espírito através do livre arbítrio, liberdade de escolha traça seus objetivos morais e intelectuais, elevando – se e modificando – se ao longo de sua existência rumo ao aperfeiçoamento sublime. Kardec, Allan. ”O Livro dos Espíritos”. Tradução Matheus R. Há inúmeras esferas planetárias que os Espíritos que desencarnam são destinados conforme evoluíram, portanto, a Terra não é considerada pelo Espiritismo como o único mundo habitado. O próprio Jesus havia dito “há muitas moradas na casa de meu pai”. E disse ainda no livro a Boa Nova, não foi na carne que te revelou estas verdades que eu ensino, mas em Deus pai que estas nos céus.

Neste momento entregaste a Deus teu coração e falaste a sua voz. Bendito seja, pois começas a edificar no espírito a fonte da fé viva. Há médiuns, que os ouvem, outros os veem e há ainda os que transcrevem suas mensagens. No Brasil ganho amplo destaque o médium Francisco Cândido da Silva Xavier, que via, ouvia e transcrevia o que os Espíritos falavam. Todos nos somos espíritos encarnados, antes de vivermos aqui na Terra éramos Espíritos desencarnados e já havíamos vivido anteriormente, quando o espírito reencarna cai em processo de esquecimento, pois Deus espera de nós boas resoluções para que saibamos nos auto - administrar a partir da liberdade de escolha. Todos nós partimos dos mesmos pontos simples e ignorantes, mas todos destinados aa felicidade suprema a partir do aprimoramento.

Cada Espírito tem poder que relaciona – se com seu desenvolvimento moral que se encontra, assim, como nos os Espíritos estão sujeitos a deslizes, porém os bons são dotados de grande discernimento assim como os seres humanos mais desenvolvidos intelectualmente e esclarecidos. EME, Edição 11, junho de 2009, pp. O que é Felicidade e Infelicidade perante o Espiritismo Todos falam de infelicidade, todos já experimentaram e conhecem seu caráter múltiplo, mas a verdadeira infelicidade perante a doutrina Espírita não é aquilo que maioria dos homens imaginam ou supõem que seja. Os homens veem a infelicidade na miséria, na chaminé sem fogo, na fome, nas dívidas que ameaçam, no berço vazio do filho que desencarnou e que sorria; nas lágrimas, no coração partido, nas angústias da traição, na privação de bens materiais e da riqueza.

Tudo isso e muito mais chama – se infelicidade por parte da humanidade. Sim, realmente é infelicidade para aquele que observa e acredita que a única vida existente a presente, mas no caso do Espiritismo a verdadeira felicidade encontra – se no mundo Espiritual. Eu não sou feliz! Ou a felicidade não foi feita para mim! exclama atualmente o homem em todas as posições sociais. Mas para o Espiritismo o que seria Felicidade? Allan Kardec no livro (Obras Póstumas)nos responde: "A verdadeira felicidade consiste no amor recíproco entre todas as criaturas elevadas à perfeição e numa constante atividade, cujo fim é instruir e guiar para aquela perfeição os que ainda estão atrasados. O Inferno está no próprio coração do culpado, que encontra o castigo na infelicidade e no remorso, não é porém eterno, e o mau entrando pelas vias de arrependimento, sente na alma a esperança, a sublime consolação dos desgraçados".

Assim, nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude são condições essenciais de felicidade; os homens se iludem com os tesouros terrenos, tentamos resguardar os bens materiais e recursos visando nosso bem estar futuro. Até mesmo nas classes mais privilegiada, pessoas de todas idades lamentando - se amargamente de suas condições de ser, diante de tal resultado, é incontestável que classes trabalhadoras e militantes invejem com tanta ambição a posição daqueles que a fortuna parece ter favorecido. Praticando as leis de Deus, ele pode poupar -se de muitos males e usufruir de uma felicidade tão grande quanto sua existência grosseira pode comportar. O homem que está bem compenetrado de seu destino futuro vê a vida corporal como uma simples estação temporária.

Para ele, é uma parada momentânea numa hospedaria precária. Consola -se facilmente de algumas contrariedades passageiras da viagem que deve conduzi - lo a uma posição melhor, mas quanto melhor tiver feito, com antecedência, seu preparativos. Já nesta vida somos punidos pelas infrações as leis da existência corporal, através dos males que são a consequência dessa infração e dos próprios excessos. Mas o Espiritismo refere – se aqueles "felizes" na Terra que são invejados pela multidão maior pelas posses materiais, mas afirma que ao homem nada lhe pertence a não ser o desenvolvimento moral, intelectual e Espiritual. Consequentemente, se a moradia terrestre é destinada às provas e às expiações é preciso admitir que existem, moradias mais favoráveis ao espírito do homem com plenitude as alegrias inerentes a vida humana, por isso , na visão Espírita há um turbilhão desses belos planetas superiores para os quais os esforços dos homens bem como suas tendências farão gravitar um dia, mas quando estiverdes suficientemente purificados aperfeiçoados; No livro a (Viagem Espírita) Allan Kardec faz o seguinte pronunciamento na cidade de Lyon "o Espiritismo deixa no seu rastro a poeira do orgulho, do egoísmo, da inveja e do ciúme, derrubando à sua passagem a incredulidade, o fanatismo, os preconceitos e conclamando os homens todas as leis de Cristo, isto é a caridade e a fraternidade.

Dai mais do que ele dá; tornai os homens melhores, mais felizes, cheios de crença do que ele pode fazer e o mundo o abandonará suas coisas ruins para o seguir. Mas enquanto atacardes por palavras e não por melhores resultados morais, enquanto não substituirdes a caridade que ele ensina pela caridade maior, tereis de se resguardar e deixa - lo passar. É que o espiritismo não é apenas uma questão de fatos, mais ou menos interessantes e autênticos, destinado a diversão de curiosos. Para esses homens as afeições morais são efêmeras, os laços morais que a morte rompe não tem compensações, assim, quando não há esperança na melhoria dos sofrimentos é inútil esforços para vencer as más inclinações para promover o amor e o bem estar de alguém,nessa perspectiva os deveres sociais ficam sem fundamentos No livro "O mundo Maior" de Chico Xavier nos alerta que: "Nossos caminhos não parecem percorridos por seres conscientes.

Vivemos uma sombra caracterizada pela opressão e maldade recíprocas, odiando - nos uns aos outros, vemos a Terra convertida num campo de hostilidades" 21 Amai vosso próximo, amai vosso próximo como a ti mesmo, pois agora sabeis que por muitas vezes esse irmão que repelistes, é seu pai, um amigo, que afastai longe e então qual será seu desespero ao reconhece - lo no mundo espiritual. Desejamos e devemos compreender bem o que deve ser a caridade moral, aquela que qualquer um pode praticar, aquela que não custa nada de material a ninguém e que no entanto é uma das mais difíceis de ser colocada em prática. A caridade moral consiste em suporta uns aos outros, perdoando suas fraquezas; tendo cuidado em não ofender mostrando pela prudência de vossos atos sem atacar suas convicções.

Xavier, Francisco Cândido. Em ações assiste seu próximo na medida de suas forças. O pobre que partilha o pão com seu companheiro necessitado, tem mais mérito aos olhos de Deus do que o rico que dá de seu supérfluo sem nada se privar. Quem alimenta o ódio, o rancor, o ciúme e a falta com a caridade e isso e um grave desvio de personalidade". Portanto, pode – se fazer pelo pensamento; pelas palavras; pelas ações. Para o Espiritismo e seus seguidores devem se se esforçar para sermos servidores honestos, sinceros e fiéis, interessados no bem de todos, pois sem caridade não há instituição social estável, sem caridade não pode haver fraternidade e esse sentimento faz com que nosso olhar volta – se para os outros, causando um reflexo na consciência do observador voltado para si e seu atos, pois as alegrias do coração por muitas vezes não são perturbada pelo remorso, mas pela indiferença.

Por isso, vemos multidões dizendo "Para mim antes, para vós o que sobrar", mas a solidariedadedeve ser um dever social sem raízes dogmáticas, e além de tudo sem interesses pessoais mas pela sensação plena de felicidade pelo bem promovido a nossos irmãos. A caridade não deve ser imposta nem deve ser decretada a ninguém, pois é algo que deve estar presente em nos corações humanos espontaneamente, pregamos não apenas pelas palavras, mas pelo exemplo de nossas ações. Portanto, a prática da caridade e o aprimoramento moral conduzirá a prática da caridade consequentemente da fraternidade, que e a base do edifício social e o alicerce do futuro será a solidariedade. A Mediunidade Os Espíritos se comunicam com os seres humanos a partir da mediunidade, a partir de uma sensibilidade exacerbada, assim os médiuns servem de via para a manifestação dos Espíritos desencarnados,.

A mediunidade foi amplamente estudada pelo Espiritismo. Geraram inúmeros conflitos entre ciência e pensamento religioso e isso ocorreram devido ao próprio método científico, ou seja, só seria desenvolvimento cientifico se houvesse experiência e observação para se chegar ao conhecimento, que deveria ser comprovado. Entre os conflitos gerados pela ciência em relação a religião estava as controvérsia do simbolismo da Bíblia, que não poderiam ser consideradas fontes de conhecimento científico e essas afirmações estavam pautadas nas evidências acumuladas sobre antiguidade da Terra e da Teoria da Evolução. Assim, a Igreja é confrontada sobre sua postura que não contribuía para o desenvolvimento social e educacional e do conhecimento científico a ser produzido que era impedido pelas suas versões dogmáticas.

A fé se estabelece a partir da confiança e do sentimento que se estabelece como verdadeiro e a partir da fé e adquirimos segurança, força, coragem, por isso, ajuda a humanidade a vencer os entraves estabelecidos pelos problemas cotidianos da vida. No entanto, se a fé se estabelece a partir de argumentos sem fundamentos concretos, passa a ser uma utopia, pois não estabelece principalmente, a razão, pois se não é estruturada não se mantém por não manter base firme, assim não há razão para sua existência, se autodestrói a partir da sua própria realidade. Muitas religiões exigem de seus fiéis crer sem questionar, crer sem raciocinar, crer sem reflexão, essa é uma fé cega ingênua; que exige obediência e submissão, por isso as pessoas mais instruídas e inteligentes foram perdendo sua crenças.

Seus líderes não queria que outras verdades se sobrepusessem sob sua autoridade. Assim, no século XIX, Kardec diz que a fé cega não é deste século, pois a humanidade a havia entrado na era científica e argumenta "não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face". A Moral de Jesus Para a Doutrina Espírita Jesus é o exemplo a ser seguido pela humanidade, por ser o espírito mais perfeito que já viveu no plano terreno , portanto, para o Espiritismo é o modelo a ser seguido como referência de conduta moral pelos homens. Jesus foi criado e educado no berço da civilização hebraica cresceu aprendendo a ler e interpretar as escrituras e textos sagrados dessa religião, mas ao longo do seu desenvolvimento intelectual acaba por perceber que a religião que seguia não proporcionava uma mudança de comportamento em seus seguidores, principalmente a conduta humana no sentido moral, até mesmo dos líderes dessa religião, que tiravam proveito da mesma justificando suas atitudes grosseiras ou mesmo tirando proveito financeiro dos seus preceitos.

Seu mestre Jean era protestante e sempre f a firmava a Kardec que a educação e o amor por ela são vias únicas. Ao retornar a Paris funda uma escola baseada nas ideias de seu mestre, mas sua grande paixão eram as ciências experimentais, que no século XIX estava extremamente em alta, sua esposa Amélie Boudet, era grande auxiliadora em suas pesquisas e estudos. Mas o contato com os fenômenos proporcionado pelo contato com os espíritos só ocorre aos 50 anos de idade ao participar de uma sessão na casa de uma respeitada e idônea família do s. r. Baudin. Kardec fundou uma sociedade em Paris como sede dos estudos Espíritas. A Parisiense de Estudos Espíritas entre suas obras consideradas as básicas para os Espíritas estão: *Livro dos Espíritos (1857); *O Livro dos Médiuns (1861); *O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864); *O Céu e o Inferno (1865); *A Gênese (1868); Kardec foi perseguido e ultrajado, principalmente pelo catolicismo, assim foi vítima e inúmeras armações e tentativas de prejudica – lo, principalmente no que diz respeito de ser um farsante a parti do que ensinava e defendia.

Porém suportou todos os entraves de seu caminho. Tudo que foi escrito por Kardec é de valor inestimável para toda a Humanidade, no entanto, um dos princípios bases da doutrina Espírita é o livre arbítrio, assim, ninguém que a segue forçará outra pessoa a segui – la, mas seus preceitos vieram de encontro com as necessidades dos homens , já que se estabelece a partir da fé pautada na razão sólida e prova aquilo que afirma através dos estudos mediúnicos. Assim, para o Espiritismo Deus é uma inteligência perfeita e nada nessa vida acontece por acaso e que o verdadeiro amor vem da moral de Jesus baseado no amor e na caridade em relação a nosso próximo, na simplicidade, na humildade dos atos e de nossa pureza.

Kardec,Allan. “O Céu e o Inferno”. Edição, SP, Lake, 2011,pp 357; 2. Souto, Marcel Maior. “Kardec Biografia” Ed. Kardec, Allan. “ O Livro dos Espíritos”. Tradução Matheus R. de Camargo, Capivari, SP, ED. EME, Edição 11, junho de 2009, pp. Kardec, Allan. ”O Livro dos Espíritos”. Tradução Matheus R. de Camargo, Capivari, SP, ED. EME, Edição 11, junho de 2009, pp. ”O Livro dos Espíritos”. Tradução Matheus R. de Camargo, Capivari, SP, ED. EME, Edição 11, junho de 2009, pp. Cavalcante, Jose, Benevides, José. de Camargo, Capivari, SP, ED. EME, Edição 11, junho de 2009, pp. Kardec, Allan. “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Ed. Edição 4, Editora Clarim,SP, 2012;pp. Xavier, Francisco Cândido. “O mundo Maior". Ed. FEB, RJ Edição 28, 2013 pp.

1334 R$ para obter acesso e baixar trabalho pronto

Apenas no StudyBank

Modelo original

Para download