Resenha: Memórias do Subsolo – DOSTOIÉVSKI, Fiódor

Tipo de documento:Redação

Área de estudo:Física

Documento 1

Tradução: Ruth Guimarães. Notas do Subterrâneo. Bertrand Brasil S. A, 1989. Tradução: Moacir Werneck de Castro. Título original russo: ZAPISKI IZ PODPOLIA. Biografia Fiódor Mikhailovitch Dostoievski, nasce em Moscou em 11/11/1821. Após a morte precoce da mãe em 1837, Dostoievski e os irmãos são enviados à Escola de Engenharia de São Petersburgo. A cidade serviria de cenário para grande parte de sua obra. Concluí em 1843 os estudos de Engenharia e obtendo a patente militar de subtenente. Já em 1844 abandona a carreira militar e inicia uma novela – Pobre Gente – obra que foi bem recebida pela critica no seu lançamento. Nesta época contrai dívidas e tem a saúde frágil, acentuada pelo primeiro ataque epilético. Escreve Noites Brancas (1848) e outras obras que não tiveram a mesma recepção da primeira pela critica. Envolve-se no combate ao autoritarismo do regime de Tsar Nicolau I, sendo preso e condenado em abril de 1849. Em novembro deste mesmo ano recebe a sentença de morte pela participação em atividades consideradas antigovernamentais junto a um grupo socialista. A pena de morte não se cumpre, sendo substituída na última hora em 22 de dezembro de 1849 por cinco anos de trabalhos na Sibéria. Dostoievski chegou a ser levado ao pátio com outros prisioneiros para o fuzilamento. Permanece na Sibéria até 1854. Esta experiência na abala o grandemente o autor, que inicia o romance Memórias da Casa dos Mortos, publicado em 1862. Em 1859 retorna a São Petersburgo, desta vez escrevendo em tempo integral.

É um homem inteligente e solitário que faz uma análise contundente do homem do século 19. Atribui a si próprio uma consciência clarividente e uma inteligência acima dos que o rodeiam. Essa inteligência não permite que olhe nos olhos de quem quer que seja – “Sou culpado, em primeiro lugar, porque sou mais inteligente do que todos aqueles que me rodeiam (julguei-me sempre mais inteligente do que aqueles que me cercam, e acontece-me até – imaginai! sentir-me confuso com a minha superioridade, de tal modo que durante a minha vida tenho olhado as pessoas de esguelha, por assim dizer, e nunca pude encará-las de frente”). Além da doença no fígado, que faz questão em não tratar, sofre, segundo as próprias palavras de uma consciência clarividente demais, fato que considera uma doença muito real.

Segue afirmando “uma consciência ordinária nos basta mais que amplamente em nossa vida cotidiana, isto é, uma porção igual a metade, a um quarto de consciência outorgada ao homem culto do nosso século 19. Trata dos dilemas e angústias atuais já no século 19. Talvez seja esse o novo homem. Aquele que “é capaz de permanecer silencioso no seu subsolo durante quarenta anos, mas, se sai do seu buraco, ele desabafa, e então fala, fala, fala.

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