O simbolismo de Cruz e Souza

Tipo de documento:Redação

Área de estudo:Física

Documento 1

O precursor deste novus modus operandi é Baudelaire que considerou o ato de escrever poesia como um ofício independente e autotélico. Tinha como objetos do seu fazer poético o cotidiano na busca de produz a arte pela arte, a qual, para ele, deveria provocar magia. Mallarmé vai mais longe em suas experiências, sendo mais radical, e propondo um permear do caos do mundo sensível e do eu, para obter o patamar de pureza absoluta. Para Mallarmé, as palavras não existem sozinhas, quando se entende linguagem poética. É necessário escolher estas não pelo significado, mas sim pelo sua sonoridade. Este engendramento se dá como uma orquestração das palavras, arquitetando sentido por meio dos sons. Pois, de acordo com seu pensamento, a arte simplifica o mundo, porque existe no interior do homem e o artista reduz o exterior e concentra-se na ideia. Seus experimentos com a sintaxe fazem uma reflexão à gramática, alcançando o limite das possiblidades e tornando o sistema verbal em um sistema cósmico. Com essa ação, ele revoluciona a sintaxe. O primeiro postulado do seu trabalho é recusar a realidade concreta e arriscar a essência das coisas; segundo postulado consiste em construir o sentido a partir de manobras sintáticas, a fim de explorar os brancos e os procedimentos de justaposição. E o terceiro postulado constitui-se de uma reconstrução das frases: cada sinal gráfico, o emprego de cada palavra é calculado e planejado. Com todas essas influências vindas de terras francesas, chegam à terra brasileira.

Cruz e Souza absorve estes conceitos e novo modo de fazer poesia e cria, por meio de traços parnasianos existente nele, um novo código verbal e constrói novos significados A partir do soneto abaixo, percebe-se estas influências que serão apontadas na análise do texto. Triunfo Supremo Cruz e Souza Quem anda pelas lágrimas perdido, Sonâmbulo dos trágicoa flagelos, É quem deixou para sempre esquecido O mundo e os fúteis ouropéis mais belos! É quem ficou no mundo redimido, Expurgado dos vícios mais singelos E disse a tudo o adeus indefinido E desprendeu-se dos carnais anelos! É quem entrou por todas as batalhas As mãos e os pés e o flanco ensangüentado, Amortalhado em todas as mortalhas. Quem florestas e mares foi rasgando E entre raios, pedradas e metralhas, Ficou gemendo mas ficou sonhando! Com base nos apontamentos a seguir, percebe-se que as influências do simbolismo europeu são compreendidas neste poema.

Seu tema , puramente existencial, parte de questões da existência, em que se pertence ao mundo errante, a qual critica ao materialismo, privilegiando o espírito. Já no aspecto formal, nota-se que segue os postulados de Mallarmé , em que procura tecer os signos com a finalidade elevar a altura da existência. Há seleção vocabular tais como: ouropéis, trágicoa, amortalhado x mortalhas; rasgando , raios, pedradas, metralhas, batalhas, sonhando, gemendo; sendo um poema decassílabo, com rimas perfeitas e com palavras emblemáticas. A tônica na última sílaba causa a efeito de sonoridade. O sons embalam o ritmo do poema com vogais nasaladas e sibilantes que prolongam a duração da fluência sonora. Ed. Cultrix. A Verdade sobre a Poesia, HAMBURGUER, Michael.

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