FATORES PREDISPONENTES PARA DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ:

Tipo de documento:Redação

Área de estudo:Geografia

Documento 1

Os resultados, em forma sucinta, apresentam os fatores predisponentes e complicações mais importantes, permitindo ao clínico tomar as medidas necessárias na urgência objetivando diminuir a mortalidade materna, considerada a segunda causa de morte materna no Brasil. Palavras-chave: Mortalidade materna; Pré-eclampsia grave; Cuidados intensivos ABSTRACT This work discusses the predisposing factors that lead women to Hypertensive Disease of pregnancy-specific, such as the complications of hypertension syndromes who need intensive care. Its objective was to analyze predisposing factors and complications of pre-eclampsia, as regards at the clinic and laboratory. For this purpose was found the bibliographic material for high-risk pregnancy, Hypertensive Disease of pregnancy Specific protocols, standards and procedures and literature about intensive therapy in obstetrics. The results, in summarised form, present the predisposing factors and complications more important, allowing the clinician to take the necessary measures urgently in order to reduce maternal mortality, considered the second cause of maternal death in Brazil. Keywords: Maternal mortality; Pre-eclampsia; Intensive care LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CIVD Coagulação Intravascular Disseminada DHEG Doença Hipertensiva Específcia da Gravidez DMG Diabetes Mellitus Gestacional EAP Edma Agudo de Pulmão HELLP Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, plaquetas baixas MATs Microangiopatias trombóticas OMS Organização Mundial da Saúde PSF Programa Saúde da Família PTT Púrpura Trombocitopênica Trombótica SHU Síndrome Hemolítico Urêmica UTI Unidade de Terapia Intensiva SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 7 1. Problema de pesquisa 9 1. Hipótese 9 1. Justificativa 9 1. Objetivos 9 1. Objetivo geral 9 1. Objetivos específicos 10 2.

REFERENCIAL TEÓRICO 11 CAPÍTULO 1 – DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ 11 2. Introdução 11 2. Fatores predisponentes 12 2. Gestação múltipla 12 2. Hipertensão crônica 13 2. Mola Hidatiforme 13 2. Nefropatia crônica 13 2. Hemorragia intracraniana 17 2. Edema Cerebral 18 2. Síndrome de HELLP 18 2. Definição 18 2. Diagnóstico diferencial 19 2. INTRODUÇÃO A Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG), sinônimo de pré-eclampsia, pode ser definida como uma manifestação clínica e laboratorial resultante do aumento dos níveis pressóricos em uma gestante, previamente normotensa, a partir da 20a semana de gestação. Na população mundial, continua sendo considerada um problema de saúde pública, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) sua incidência e prevalência é maior nos países em desenvolvimento. Segundo o Ministério de Saúde a DHEG constitui a segunda causa de morte materna no Brasil levando este ministério a instituir programas em todos os estados com a finalidade de reverter a mortalidade tanto materna como o produto da concepção.

Em países menos desenvolvidos o número de óbitos maternos e fetais causados pelas doenças hipertensivas chegam a um número alarmante, e dentre os motivos, destacamos a falta de acompanhamento das gestantes através de um pré-natal satisfatório. Quanto mais cedo a futura mamãe iniciar o acompanhamento gestacional, mais condições de prever, diagnosticar e tratar a doença hipertensiva ela vai ter. Objetivo geral Identificar precocemente os fatores predisponentes na DHEG e suas complicações que levem à cuidados intensivos. Objetivos específicos Discorrer sobre as complicações da DHEG, quando esta não é devidamente tratada. Propor estratégias de capacitação em nível primário. REFERENCIAL TEÓRICO CAPÍTULO 1 – DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ 2. Introdução A gestação é um fenômeno fisiológico natural e sua evolução normalmente se dá sem intercorrências.

Pré-eclampsia: é o desenvolvimento da tríade proteinúria (principalmente albumina), hipertensão e edema (não fisiológico na gravidez) entre a 20a semana de gestação e final da 1a semana pós-parto. A DHEG pode ser leve até a sua forma mais grave que se associada à convulsão (crises) e/ ou coma, sem causa aparente e denominada de eclampsia. Estas gestações são consideradas de alto risco que segundo o Ministério de Saúde (2010, p. “é aquela na qual a vida ou a saúde da mãe e/ou do feto e ou do recém nascido têm maiores chances de serem atingidas que as da média da população considerada”. A manifestação clínica da DHEG é dos diferentes órgãos, cada um traduze suas alterações bioquímicas (laboratoriais) e funcionais (sinais e signos) sendo gradativa desde as formas assintomáticas até as formas mais graves onde as queixas dos órgãos mais importantes, (cardiocirculatório, sistema nervoso, rim, hemático, hepático) levem a complicações incompatíveis para a vida.

De acordo Ferris (1996, p. “as mulheres grávidas com hipertensão essencial crônica têm um risco aumentado de pré-eclampsia, descolamento prematuro da placenta, retardo de crescimento intrauterino, e óbito fetal [. ”, sendo importante manter a pressão tensional controlada durante todo o período da gravidez. Aquelas com pressão arterial de difícil controle são as mais predispostas a desenvolver insuficiência cardíaca, congestão pulmonar e por conseqüência, edema agudo de pulmão. Mola Hidatiforme Do ponto de vista genético, a mola divide-se em mola parcial, geralmente triplóide (69, XXX ou 69,XXX), e em mola completa, que se origina da fertilização de um óvulo com a carga genética somente do pai: haplóide 23, nesta última, pode surgir hiperêmese gravídica ou sintomas de pré-eclampsia antes de 24 semanas.

Trombofilias genéticas e adquiridas A gravidez está associada a uma modificação do equilíbrio da coagulação para um estado de coagulabilidade aumentada. Na DHEG grave está associado a trombocitopenia com uma anemia hemolítica microangiopática e, na forma fulminante, uma coagulopatia consuntiva. Segundo o Jornal Brasileiro de Nefrologia (JORNAL BRASILEIRO DE NEFROLOGIA, 2010) “as microangiopatias trombóticas […] são caracterizadas pela presença de anemia hemolítica microangiopática [. oclusão microvascular generalizada [. e trombocitopenia”. Dentro as sinais que caracterizam a forma grave está uma pressão arterial > ou = 160/110 (aferida duas vezes), convulsão, insuficiência respiratória, hiperreflexia patelar e hipóxia fetal. Dentro as alterações laboratoriais estão: a trombocitopenia(< 100. mm3), alteração das enzimas hepáticas, Coagulação Intra Vascular Disseminada (CIVD) até a síndrome HELLP em sua expressão máxima.

Em casos de emergência por pré-eclampsia grave, iminência de eclampsia e eclampsia, ministrar o sulfato de magnésio antes da medicação anti-hipertensiva. Toda paciente com eclampsia grave deve ser submetida a exames de rastreamento para HELLP síndrome – Hemograma, Hematoscopia, LDH, plaquetas, ALT, AST, creatinina, ácido úrico, bilirrubina. O EAP grave precisa de cuidados em UTI, devendo-se fazer os seguintes procedimentos: - Nitroprusiato de sódio, descartando a presença de infarto agudo de miocárdio. Assistência ventilatória mecânica. Cardioversão elétrica quando o EAP for desencadeado por taquiarritmias cardíacas e não resolvidas por medidas clínicas. Alterações visuais Pode ocorrer uma cegueira transitória ou diplopia em associação à pré-eclampsia ou eclampsia. Se a amaurose ou diplopia estiver acompanhado de déficit neurológico focal, deve-se suspeitar de hemorragia intracraniana e solicitar tomografia computadorizada cerebral e avaliação oftalmológica.

Na maioria das vezes, o quadro de edema cerebral desaparece espontaneamente assim que feto e placenta forem retirados de dentro do útero. Síndrome de HELLP 2. Definição É considerada uma complicação grave da pré-eclampsia grave, embora, não raramente se associe a outras doenças obstétricas (insuficiência renal aguda, edema agudo de pulmão, coagulação intravascular disseminada (CIVD), rotura hepática) e determina aumento de morbidade e mortalidade maternas e perinatais. Conforme em Corlete & Kalil, (2008) a incidência da Síndrome HELLP, segundo estudos, varia de 2 a 12% dos casos de pré-eclampsia grave e/ou eclampsia. Segundo Rezende (202, p. “a Síndrome de HELL [. é uma microangiopatia trombótica (como a CIVD e PTT), que frequentemente está associada à pré-eclampsia”. Mesmo que ambas tenham uma grande relação clínica e histológica, a maioria das investigações recentes tem mostrado que a PTT e a SHU têm evoluções independentes e não relacionadas.

Segundo Born & Souza & Andrade, et al. p. Se o diagnóstico de distensão da cápsula hepática ocorre antes do parto deve-se optar pela cesárea, pois há risco de rotura da cápsula hepática durante o período expulsivo. Quando o diagnóstico ocorre após o parto, a conduta pode ser conservadora, mantendo a volemia e fazendo acompanhamento com ultrassonografia seriada. Em quase todos os casos a rotura afeta o lóbulo direito e é precedida pelo aparecimento de um hematoma intra-parenquimatoso. O tratamento baseia-se na administração de plaquetas, plasma e transfusão maciça de sangue. Caso de rotura do hematoma com hemorragia intraperitoneal é indicação de laparotomia imediata. Relaxantes musculares: os não-despolarizantes cruzam a barreira placentária em pequena quantidade, podendo ser causa de depressão respiratória do recém-nascido.

Ventilação mecânica: a gestante normal frequentemente apresenta um grau de alcalose respiratória com pressão parcial de gás carbônico no sangue arterial ao redor de 32 mmHg. Gestantes com quadro de insuficiência respiratória grave e com ventilação mecânica difícil podem ser submetidas à hipercapnia permissiva com poucas consequências para o feto, (BORN et al, 2010). A administração de bicarbonato de sódio, com intuito de tratar uma acidose, deve ser feita com cautela, uma vez que esse agente se difunde com muita dificuldade através da placenta, levando ao agravamento da acidose fetal. CAPITULO 2 – ESTRATÉGIAS DE CAPACITAÇÃO A NÍVEL PRIMÁRIO 2. Os enfermeiros podem fazer visitas domiciliares para ajudar a avaliar o problema do paciente, para ajudar um paciente sobre um tratamento médico ou para resolver algum problema social que esteja interferindo no tratamento médico.

Profissionais não médicos treinados (agentes comunitários) poderiam oferecer atenção para muitos problemas agudos e crônicos, bem como atenção preventiva. Existem algumas funções que os profissionais não médicos realizam melhor que os médicos: identificam mais sintomas e sinais em seus pacientes e prescrevem mais terapias não medicamentosas do que os médicos (SIMBORG et al, 1978). Este trabalho em equipe está-se difundindo rapidamente pelo mundo inteiro, em especial na América do Sul. Atenção primária no contexto dos fatores predisponentes para Doença Hipertensiva Específica da Gravidez Os serviços de obstetrícia, algumas vezes, não são considerados parte da medicina de família em alguns países, onde a atenção pré-natal de rotina é prestada por parteiras ou obstetras (formadas em 3 anos após o Ensino Médio).

Métodos Qualitativos usam basicamente procedimentos interpretativos com representação dos dados, análise de casos e conteúdos, enquanto que métodos Quantitativos usam a representação numérica e análise estatística, bem como abordagens confirmatórias e experimentais que sugerem seus estudos. Os dados levantados durante a pesquisa, foram catalogados em meio eletrônico, incluindo fontes e datas das consultas. A seguir, os conceitos levantados foram reunidos e passou-se a organizar em texto coerente com a estruturação necessária e o objetivos propostos. CONSIDERAÇÕES FINAIS A Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG), resultante do aumento dos níveis pressóricos em uma gestante, previamente normotensa, a partir da 20a semana de gestação, apresentando-se clinicamente desde uma forma leve até as formas mais graves que põem em perigo a vida materna como ao produto da concepção, continua sendo um problema de saúde pública a nível mundial.

No Brasil constitui a segunda causa de morte materna. URBANO-ANDRADE, C. H. et al. UTI adulto – protocolo multidisciplinar – Pré-eclampsia. Hospital Vale da Serra. et al Cuidados Intensivos na gestação complicada. In: KNOBEL, E. Condutas no paciente grave. São Paulo: Ateneu. p. cap. p. CORLETE, Helena Von Eye; KALIL, Heloisa Sarmento Barata. Gestação e Hipertensão. ABC da Saúde. Perinatal outcomes: A comparison between Family physicians and obstetricians. J Ann Board Farm Pract, n. p. HAMERSCHLAK, N. BACAL, S. S. KUPPER, L. L. CASSEL, J. C. C. A. FILHO R. J. Colbs. Disponível em <http// dx. doi. org /10. S0101-280020100001300013 > Acesso em: 05 ago, 2016. KNUPPEL, R. In: ____ Plaquetas na Doença Grave. ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. cap. p. FILHO, R. J. Doppler na Doença Hipertensiva Materna.

In: ISFER, E. V. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. p. ROBERT, A. JOAN, E. Alto risco em Obstetrícia. STARFIELD, B. HORN, S. Physicians and non-physicians health practitioners: The characteristics of their practice and their relationships. Am J Public Health; n. p. Acesso em 29 ago.

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