A implantação de um SGI como ferramenta de mudança de cultura organizacional em laboratório de pesquisa

Tipo de documento:Redação

Área de estudo:Religião

Documento 1

SAITO, Massami. A implantação de um SGI como ferramenta de mudança de cultura organizacional em laboratório de pesquisa. páginas. Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Auditoria Ambiental – Universidade Norte do Paraná, Rio de Janeiro, 2016. RESUMO Esta monografia tem o objetivo de apresentar um Sistema de Gestão Integrada de Qualidade, Segurança, Meio-ambiente e Saúde, aplicado em um laboratório de pesquisa, pertencente a uma organização federal de ensino, em conformidade com os requisitos das normas NBR ISO 9001:2015, NBR ISO 14001:2004 e BSI OHSAS 18001:2007 e introduzir a cultura de sistemas de gestão nesse laboratório estudado. A metodologia desta monografia apresenta finalidades de natureza descritiva, explicativa, aplicada e qualitativa, tendo como meio de investigação bibliográfica, que contempla ainda uma pesquisa-ação em um estudo de caso e com auxílio dele discutir conceitos teóricos encontrados na literatura sobre SGI. Os resultados observados foram as vantagens obtidas com a implantação de um sistema de gestão, podendo ser destacadas: a oportunidade de melhorar seus processos, garantir segurança laboratorial, ter responsabilidade com o meio ambiente e com o seu entorno, responsabilidade com o bem estar de toda a sua força de trabalho, certificação da qualidade dos seus processos de pesquisa e garantir segurança aos seus colaboradores. A conclusão do trabalho aponta para a mudança na cultura organizacional e esta será um alicerce para o verdadeiro despertar das pessoas em relação às questões ambientais e de segurança laboral, além de propiciar a formação de profissionais com conhecimento em sistemas de gestão.

PALAVRAS-CHAVE: Mudanças de paradigma; Meio Ambiente; Sistemas de Gestão; SGQ. SGA; SST; SGI; Gerenciamento de Riscos; Segurança Laboratorial; Auditorias; Normas ISO, Certificação. The methodology of this monograph presents purposes of descriptive, explanatory, applied and qualitative, with the means of bibliographical research, which also includes an action research on a case study and help him discuss theoretical concepts found in the literature on SGI. Results were the benefits obtained with the implementation of a management system, which can be highlighted: the opportunity to improve their processes, ensure laboratory safety, take responsibility for the environment and its surroundings, responsibility for the welfare of all its workforce, quality certification of their research processes and ensure security to its employees. The completion of the work points to the change in organizational culture and this will be a foundation for the true awakening of the people in relation to environmental and laboral safety, as well as providing the training of professionals with knowledge management systems.

KEYWORDS : Paradigm Shifts ; Environment; Management Systems ; QMS. EMS; SST ; SGI ; Risk management; Laboratory safety; audits; ISO certification standards LISTA DE FIGURAS Figura 1 Lupa em documento Pág. Quadro 2 Matriz de Risco Pág. Quadro 3 Respostas a Risco Pág. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR Norma Brasileira ISO International Organization for Standardization OHSAS Occupational Health and Safety Management Systems TQM Total Quality Management SGA Sistema de Gestão Ambiental SGI Sistema de Gestão Integrado SST Saúde e Segurança no Trabalho UFRRJ Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro COPPE Coordenação de Pesquisa e Pós-Graduação em Engenharia – UFRJ COSO Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission CONMETRO Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO ONU Organização das Nações Unidas PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

PNMA Política Nacional de Meio Ambiente CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior POP Procedimento Operacional Padrão NO Norma Operacional SUMÁRIO Item Nome do Capítulo Pág. INTRODUÇÃO 14 1. GERENCIAMENTO DE RISCOS 41 3. DESENVOLVIMENTO 46 3. ESTUDO DE CASO 46 3. PRIMEIRO CENÁRIO: ORALIDADE E INFORMALIDADE 48 3. LEVANTAMENTO E DESCRIÇÃO DE PROCEDIMENTOS 49 3. INTRODUÇÃO 1. CENÁRIO HISTÓRICO Após a Revolução Industrial ter potencializado a produção de bens, substituindo os manufaturados pelos industrializados, e tomado o mundo por inteiro, acreditava-se que os recursos naturais eram inesgotáveis e sempre se renovariam por si só. Esse modelo de produção capitalista, inicialmente, não levava em conta que os abusos na retirada de matéria-prima em grande escala seria um preço alto a pagar nos dias de hoje e que todos, sem exceção, seremos afetados de alguma forma.

Em 1922, surgiu oficialmente o Controle de Qualidade com a publicação de “The Control of Quality in Manufacturing” de autoria de Radford, G. S. O TQM foi desenvolvido por vários consultores empresariais norte-americanos, entre eles estavam W. Edwards Deming, Joseph M. Juran e Armand V. Feigenbaum, e foi definido como um sistema capaz de integrar diferentes partes de um processo, como o desenvolvimento, a manutenção e os esforços de melhoria da qualidade e os demais setores. Com a adoção do TQM, o Japão reergueu sua economia e sua produção é caracterizada e reconhecida, até hoje, como excelência em qualidade. James Lovelock por sua vez concebeu a “Teoria de Gaia”, uma tese de que a Terra é um macro-organismo vivo, que pulsa, que interage e sobretudo que reage aos nossos exagerados avanços exploratórios sobre seu domínio mais longínquo e suas reservas de vida.

Para esse autor, a Terra é um organismo inteligente, dotado da capacidade de se manter saudável e tem compromisso com todas as formas de vida - e não necessariamente apenas com o homem. Além do livro, Lovelock é o inventor do aparelho que permitiu detectar o acúmulo do pesticida DDT nos seres vivos, razão pela qual se interrompeu o uso da substância nas lavouras. O aparelho também ajudou a identificar o CFC, gás utilizado em aerossóis, como o responsável pela destruição da camada de ozônio, o que levou a sua proibição. Essas duas obras foram formadoras de opinião para comunidade científica da época e embasaram muitas das discussões sobre meio ambiente até hoje. Segundo DONAIRE (1999; p. as empresas que, inicialmente, somente preocupavam-se com aspectos econômicos como: o que produzir, quanto e para quem; agora precisam preocupar-se também com novos papeis que surgiram como resultado das alterações no ambiente.

Hoje a sociedade tem preocupações ecológicas, de segurança, de proteção e defesa do consumidor, de defesa dos grupos minoritários, de qualidade dos produtos, e isso tem pressionado as organizações em seus procedimentos administrativos e operacionais. JUSTIFICATIVA A presente monografia versa sobre a IMPLEMENTAÇÃO DE UM SGI COMO FERRAMENTA DE MUDANÇA ORGANIZACIONAL, e pretende analisar um estudo de caso, no qual um SGI foi modelado e será implantado em um dos laboratórios de pesquisa mais importantes universidades do Estado do Rio de Janeiro. Embora faça parte de uma das melhores universidades federais e tenham um elevado conceito na CAPES, o laboratório não vem cumprindo com as devidas normas de segurança e por esse motivo se fez necessário encontrar um modo de corrigir as potenciais falhas da pesquisa científica, no que concerne à observação dos padrões de qualidade e de segurança, sempre sob a orientação da legislação ambiental vigente.

O presente trabalho analisou um estudo de caso, à luz de conceitos de Sistemas de Gestão, pertencentes à literatura e visa mostrar que a implantação do SGI poderá mudar a cultura organizacional do laboratório, tornado suas práticas menos amadoras, mais seguras e mais apropriadas. Assim, a sua metodologia considera aspectos teóricos e práticos, e busca mostrar as debilidades de um laboratório antes de aderir a um SGI e as vantagens que poderá obter mantendo a certificação e fazendo melhoria contínua no Sistema. Neste sentido, sua metodologia é também aplicada e qualitativa. • Aplicada porque objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática e dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais. O Direito Ambiental é uma das áreas da legislação, talvez hoje a mais debatida, e visa dar garantias ao meio ambiente e às pessoas, estabelecendo preceitos que devem ser respeitados por todos.

No regime constitucional brasileiro, o próprio caput do artigo 225, da Constituição da República de 1988, impõe a máxima de que o direito ao meio ambiente é um dos direitos humanos fundamentais. Art. “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. CF,1988) O direito ao meio ambiente e o seu reconhecimento como um direito fundamental do ser humano surgiu com a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada pela ONU em 1972, na cidade de Estocolmo, a qual deu origem ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Considerando que o meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direto fundamental de todos, a sua natureza jurídica se encaixa no plano dos direitos difusos, já que se trata de um direito transindividual, de natureza indivisível, de que são titulares pessoas indeterminadas e ligadas entre si por circunstâncias de fato. Acentua-se ainda mais este caráter difuso do direito ambiental quando o próprio artigo constitucional diz que é dever da coletividade e do poder público defender e preservar o meio ambiente. Nenhum outro interesse tem difusidade maior do que ele, que pertence a todos e a ninguém em particular; sua proteção a todos aproveita e sua degradação a todos prejudica. Entendendo difusidade como qualidade daquilo que, semelhante à luz, se espalha, que se expande, o direito ao meio ambiente sadio se espalha e se expande em toda a sociedade, sem distinção.

“O interesse difuso é assim entendido porque, objetivamente estrutura-se como interesse pertencente a todos e a cada um dos componentes da pluralidade indeterminada de que se trate. O que isso significa? Significa, em primeira análise, que todos nós temos que conhecer conceitos mínimos sobre preservação ambiental e exercer nossa cidadania, fiscalizando empresas públicas e privadas e denunciando ao Ministério Público toda e qualquer ação contra a saúde do meio ambiente. Segundo MACHADO (2002, p. “Os bens que integram o meio ambiente planetário, como a água, o ar e o solo, devem satisfazer as necessidades comuns de todos os habitantes da Terra”. DAS AUDITORIAS AMBIENTAIS Há diversas definições etimológicas para auditoria. Para alguns o termo provém do latim audire (ouvir, escutar) e é empregada na língua inglesa como auditing para a técnica contábil de revisão.

Já na Europa, a Auditoria Ambiental começou a ser utilizada nas filiais de empresas norte-americanas por influência das suas matrizes. O primeiro registro de Auditoria Ambiental foi na Holanda em 1985. Em seguida, a prática da Auditoria passou a ser disseminada em outros países, como a Inglaterra, a Noruega e Suécia, também por influência de matrizes norte-americanas. Nesses países as Auditorias Ambientais são voluntárias e as empresas têm na competitividade a maior motivação para terem seus Sistemas de Gestão auditados. O Brasil tem uma realidade muito distinta dos países que adotam a auditoria voluntária. Quadro 3: Classificação da Auditoria Ambiental. Quanto ao tipo, as auditorias podem ser classificadas como: Tipo Objetivos Auditoria de conformidade Adequação a legislação ambiental nacional, estadual e municipal Auditoria de desempenho ambiental Avaliar o desempenho de unidades de produção com relação ao potencial poluidor e a demanda por recursos naturais.

Due diligence Verificação das responsabilidades de uma empresa perante acionistas, credores, fornecedores, clientes. Muito usada no processo de fusão/cisão/aquisição para identificação dos passivos ambientais. Auditoria de desperdícios e de emissões Avaliar os desperdícios e seus impactos ambientais e econômicos com intenção de melhoria dos processos ou equipamentos. A graduação em Ciências Contábeis habilita o profissional a atuar em auditorias, mas não o capacita para atuar especificamente em auditorias de certificação ambiental. Para poder atuar em tal área, o profissional necessita buscar capacitação em cursos de especialização. O fato de a estrutura curricular da graduação de Ciências Contábeis abranger o estudo da auditoria (como conteúdo obrigatório) e da contabilidade ambiental (como optativa), é uma vantagem competitiva para o profissional contábil, já que, ao se deparar com uma auditoria ambiental, terá familiaridade com o tema, embora não o domine.

Como dito antes, até a década de 60, as auditorias eram realizadas por Contadores e visavam apontar possíveis erros de classificação contábil ou mesmo desvios de verba das empresas, que na época estavam deixando de ser familiares e passavam a ter acionistas, cotistas, que adquiriam ações na Bolsa de Valores de Nova Iorque e começaram a reivindicar o direito de ter acesso aos balancetes dessas empresas as quais eram associados. Com o passar do tempo, novas necessidades foram aparecendo e movimentando o mundo dos negócios, como a sustentabilidade. A Auditoria Documental ou de Documentos é uma das fases da Auditoria que visa verificar se os padrões e registros de uma determinada organização estão em conformidade com a legislação ambiental vigente e aplicável ao ramo de atividade da organização.

No entendimento da autora, o Auditor de Qualidade ou Ambiental deve ter uma postura crítica do sistema que vai analisar, mas nunca agressiva, que só aponte erros e formalize não-conformidades em seu relatório, sem ter alguma flexibilidade. Ele deve oferecer auxílio às organizações, quase uma consultoria e tentar ajudar a corrigir desvios e atingir os objetivos traçados no Planejamento Estratégico. Obviamente que erros que causem danos graves ao meio ambiente ou às pessoas não podem ser negligenciados, mas alguma temperança há de se ter antes de redigir um relatório que destrua uma organização. Neste sentido, é salutar que a organização tenha auditores internos, que possam introduzir a cultura de sistemas de gestão nos colaboradores e, paulatinamente, promovam a mudança na cultura organizacional, tema desta monografia.

Balanço atingido significa acionista atingido, menos contratações, menos participação nos lucros da empresa e etc. A conclusão é simples: atividades de risco precisam de padrões e de controles rigorosos, caso contrário a empresa fica à mercê dos eventos e isso quase nunca é positivo. Quando um Sistema de Gestão é criado, a segurança dos colaboradores é tida como ponto fundamental e esses mesmos trabalhadores devem receber treinamentos específicos sobre o sistema e sobre os procedimentos, os protocolos a serem executados. Inevitavelmente, a consciência ambiental e a responsabilidade social permeiam todas as abordagens desses treinamentos e o resultado é um público mais esclarecido quanto a estas questões. Nesse sentido, os Sistemas de Gestão mostram sua faceta educativa e promotora de saberes, estes erigidos sobre os pilares da sustentabilidade e de padronização operacional.

A pirâmide a seguir mostra os atores de uma empresa-padrão: Fonte: http://hinode. empresariodaweb. net/hinode-e-piramide/ Fácil perceber que a massa de trabalhadores é muito maior que os demais andares da pirâmide e que mal treinados ou não sensibilizados, não irão contribuir para que a engrenagem do Sistema de Gestão funcione, que seus processos de trabalho fluam sem retornos, sem gaps ou falhas. Treinamentos e sensibilizações são as peças-chave do sucesso na implantação de um Sistema de Gestão. Sem eles a importância na padronização dos processos de trabalho não consegue ser internalizada pelos colaboradores. Todas as normas desenvolvidas pela ISO são voluntárias, entretanto, os países acabam frequentemente adotando as normas ISO e as tornam compulsórias.

Em 1991, o Stratégie Action Group on the Environment (SAGE) foi estabelecido pela ISO para realizar um estudo sobre as normas internacionais do meio ambiente. A Europa já havia dado os primeiros passos neste sentido, destacando-se o Reino Unido, que por meio do BRITISH STANDARD INSTITUTION – BSI, criou a BS 7750 – um conjunto de normas compondo um sistema de gestão ambiental aplicável às empresas daquele país. O SAGE usou a norma BS 7750 como referência para o começo do trabalho e durante dois anos analisou este padrão normativo bem como outros padrões nacionais de Sistema de Gerenciamento Ambiental - SGA. O resultado foi a formação do Techinical Commitees 207 (TC 207) e o início do desenvolvimento da ISO série 14000, que é amplamente aplicada até hoje. A preocupação de muitas organizações com o problema da poluição tem feito com que elas reavaliem o processo produtivo, buscando a obtenção de tecnologias limpas e o reaproveitamento dos resíduos.

Isso tem propiciado vultuosas economias, que não teriam sido obtidas se elas não tivessem enfocado o problema. DONAIRE, 1999, p. Existem diversos tipos de Sistemas de Gestão, que podem gerenciar áreas determinadas ou até toda a organização. A escolha dependerá do objetivo definido pela organização em seu planejamento estratégico. Ele relata que a sinergia gerada tem levado as organizações a atingir melhores níveis de desempenho, com custo global menor. O SGI tem permitido, também, integrar os processos de qualidade com os de saúde, segurança, gestão ambiental e responsabilidade social. A integração dos sistemas apresenta, assim, benefícios como a redução de custos, a redução de duplicidade, a redução de conflitos nos sistemas, a economia de tempo para realização dos processos, o gerenciamento de possíveis riscos de trabalhos, a melhoria na comunicação e melhoria em toda organização.

Integrar é muito mais do que juntar documentos dos sistemas distintos, motivo pelo qual o SGI deve ser desenvolvido para atender as necessidades dos negócios e não as dos auditores apenas. Quanto à estrutura, as empresas costumam se organizar dessa forma: Alta Direção encontra-se no nível estratégico; Abaixo dela, no nível tático, estão os gerentes de área; Na base da pirâmide estão os colaboradores Fonte: http://globalizados-inf. Risco é um valor, um resultado aferido e objetivo, que pode ser avaliado pela combinação de probabilidade e gravidade. A Escala de Probabilidade apresenta 5 classificações: IMPROVÁVEL Não é esperado que ocorra REMOTA Quase nunca ocorre OCASIONAL Ocorre às vezes PROVÁVEL Ocorre muitas vezes FREQUENTE Quase sempre ocorre Já a Escala de Gravidade apresenta 4 classificações: DESPREZÍVEL Causa apenas inconvenientes MARGINAL Pode gerar consequências leves ao produto CRÍTICA Afetam o produto e a satisfação do cliente CATASTRÓFICA Podem causar perda do produto, de equipamentos ou ainda causar parada operacional.

Ao conjugar estes dois parâmetros, teremos o resultado da avaliação de riscos. Em termos gráficos a Matriz de Riscos seria assim representada: Fonte: https://qualidadeonline. wordpress. Os que estiverem no nível operacional em geral seguem o que for determinado pela Alta Direção. Para riscos de baixa gravidade é possível se aplicar as ferramentas básicas: • Fluxograma; • Check List; • Diagrama de Causa e Efeito (Ishikawa) Já para riscos específicos ou de alta complexidade é mais aconselhável o uso de outras ferramentas, como: • FMEA – Análise de Modo e Efeito de Falhas • PHA – Análise Preliminar de Perigos • FMECA – Análise de Criticidade, Modo e Efeito de Falhas • FTA – Árvore de Análise de Falhas • HAZOP – Análise de Operabilidade de Perigos • APPCC – Análise de Riscos e Pontos Críticos de Controle A FMEA – Análise de Modo e Efeito de Falhas - se destaca por conseguir analisar os problemas no início do ciclo de desenvolvimento, identificando potenciais modos de falha, determinando seus possíveis efeitos e apontando as ações corretivas ou de mitigação.

A PHA - Análise Preliminar de Perigos também tem o papel semelhante e está no estágio anterior à operação, ou seja, antes do processo ter começado. As ferramentas restantes são aplicadas ao longo do ciclo de produção, quando os produtos já foram realizados e apresentaram falhas de operação. Cabe esclarecer que a palavra “risco” em termos de gerenciamento nem sempre é negativa. O apetite aos riscos está condicionado entre outras variáveis, ao apetite às oportunidades. Uma lógica para gerenciar o apetite é: Desenvolver e Revisar, Comunicar e Monitorar. A classificação das categorias de risco pode variar de empresa por empresa. Podem ser econômicos, ambientais, políticos e outros riscos externos, de pessoas, de processos ou tecnológicos. Empresas da área de tecnologia – processamento de informações irá sem dúvida detalhar mais nos riscos específicos, como disponibilidade de sistemas, segurança e privacidade de dados, escalabilidade de sistemas, desenho de sistemas e gerenciamento flexível.

Dentre os métodos criados, destacando-se: os Procedimentos Operacionais Padrão, o Planejamento Estratégico e o Manual de SGI. Cabe ressaltar que a implantação do SGI não será objeto do estudo de caso, pois essa se dará somente no final de 2016, início de 2017. Sem sombra de dúvidas, a implantação do SGI no laboratório provocará mudanças em sua cultura e as mudanças, por sua vez, provocarão resistências, que deverão ser tratadas gerencialmente. Como foi dito anteriormente, no Brasil verificamos resistência em adotar boas práticas ambientais, seguir regras e /ou adotar controles de qualquer natureza. O laboratório de pesquisa estudado, cujo nome deverá ficar em sigilo por questões de ética profissional, faz parte de uma universidade que é referência em sua área de atuação, tenho nota 6 pela CAPES, cujo máximo é 7.

As análises feitas na bancada foram descritas passo-a-passo e abaixo são citadas as soluções aplicadas no procedimento, os reagentes utilizados e sua gravidade. Os equipamentos também foram listados e alvo de controle de manutenção preventiva. O uso de EPI’s deverá se tornar obrigatório e será alvo de treinamentos de conscientização. Foram criados Check-Lists para atender às NR’s 9, 15 e 17, e os riscos que essas normas regulamentadoras visam evitar, além de planilhas para controle de descarte, onde o procedimento de neutralização das amostras de solo e seus resíduos é exigido. Os Check-Lists serão obrigatórios e o Controle de Descartes é parte fundamental do objetivo do SGI, que é reduzir o impacto das atividades do laboratório no meio ambiente. Não havia literatura local e nem qualquer apresentação do laboratório escrita ou em forma de briefing3, nenhum vídeo ou apresentação.

Diante disso, é fácil concluir que muito foi perdido nessa comunicação de registro oral e que os gap’s4, as lacunas deviam ser facilmente preenchidas com “achismos” ou “palpites” de todas as naturezas e complexidades. Acontece que dentro de um laboratório que usa produtos químicos, o achismo, o palpite e as aproximações não são convenientes e tampouco aconselháveis. Em um local de pesquisa científica com produtos químicos tem que haver precisão método descrito, conformidade e técnica apurada, além, claro, de procedimentos de segurança robustos e formais. Nesse cenário de “informalidade” começou-se a buscar a técnicas, padrões e hábitos, através de entrevistas com os pesquisadores. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO – POP’s Após o levantamento dos processos de trabalho, dos produtos químicos e suas respectivas FISPQ’s, seguiu-se a etapa de elaborar métodos, de customizar ou de criar procedimentos.

Utilizando-se de benchmarking, o Comitê da Qualidade buscou alguns modelos de documentação, customizou alguns e criou outros tantos, uma vez que em relação a cumprimento de requisitos normativos não é exigido singularidade, mas sim funcionalidade dos procedimentos. A Segurança Laboratorial norteou essa etapa e começaram a “nascer” os documentos do SGI. Os Procedimentos Operacionais Padrão - POP’s levantados e formalizados foram: • PE-POPCS – Coleta de Solo • PE-POPDCO – Determinação de Carbono Orgânico • PE-POPDP – Densidade de Partículas • PE-POPDPh – Determinação de Ph • PE-POPECaMgAl – Extração de Ca, Mg e Al • PE-POPESM – Extração com Solução Mehlch • PE-POPFQ – Fracionamento Químico • PE-POPFSFO – Fracionamento de Fósforo Orgânico • PE-POPMMT – Método Mesa de Tensão Os Procedimentos Operacionais Padrão - POP’s apresentam a seguinte estrutura: • Procedimentos – Passo-a-passo é descrito; • Soluções – Soluções são descritas (como preparar); • Equipamentos – Equipamentos são listados; • EPI – EPI adequado ao POP é listado; • Ficha dos Reagentes – Produtos são descritos aqui, conforme informações da FISPQ, que contém: 1 Identificação do produto e da empresa 2 Identificação de perigos 3 Composição e informações sobre os ingredientes 4 Medidas de primeiros-socorros 5 Medidas de combate a incêndio 6 Medidas de controle para derramamento ou vazamento 7 Manuseio e armazenamento 8 Controle de exposição e proteção individual 9 Propriedades físicas e químicas 10 Reatividade e estabilidade 11 Informações toxicológicas 12 Informações ecotoxicológicas 13 Considerações sobre tratamento e disposição 14 Informações sobre transporte 15 Regulamentações 16 Outras informações Obs.

Cada seção da FISPQ correspondente ao seu título-padrão deve ser preenchida de acordo com as instruções e recomendações do Anexo A (produto químico) ou do Anexo B (resíduo químico). A seguir, como exemplo, pode-se ver a estrutura das Normas Operacionais. No caso, referente a um Acidente por Intoxicação: 1. Objetivo e Campo de Aplicação Estabelecer as diretrizes a seguir na ocorrência de acidente envolvendo pessoas cuja causa seja intoxicação por produtos químicos. Aplica-se a todas as áreas do Laboratório. Documentos de Referência NBR ISO 9001:2015 - Sistemas de Gestão da Qualidade – Requisitos NBR ISO 14001:2004 – Sistemas de Gestão Ambiental – Requisitos com orientação para o uso BS OHSAS 18001:2007 - Occupational Health and Safety Management Systems - Requirements 3.

Atendimento inicial à vítima 4. – Tem por objetivo identificar rapidamente situações de risco de morte e que requer atenção imediata. Esta ação deve ser rápida, organizada com decisões adequadas quanto ao atendimento e transporte da vítima, assegurando maiores chances de sobrevida. Esta ação deve ser estruturada em duas etapas: controle de cena e abordagem primária. Controle de cena 4. Usar máscara ou lenço sobre o rosto. – Induzir o vômito rapidamente, exceto quando existe o risco do produto produzir um maior dano se vomitado. Os exemplos de substâncias que não devem ser vomitadas são os objetos cortantes ou perfurantes, os produtos derivados do petróleo, a lixívia e os ácidos. Quando uma pessoa apresenta sonolência intensa, perda de consciência ou convulsões, o vômito não deve ser induzido, pois ela pode sufocar.

As instruções sobre dose estão impressas no rótulo do frasco. Sintomas observados: ( ) queimaduras na boca e nos lábios ou hálito com cheiro fora do comum ( ) manchas e cheiros inexplicáveis na roupa ( ) náuseas e vômitos ( ) respiração difícil e tosse ( ) comportamento desorientado ( ) salivação ( ) dor abdominal ( ) sonolência excessiva ( ) vertigem ou visão dupla ( ) palpitação ( ) fraqueza Outros sintomas, descrever aqui: 3. OUTROS DOCUMENTOS DO SGI Outros documentos do SGI foram criados, contemplando as suas áreas de aplicação. São eles: PG-CACD – Comprometimento e Análise Crítica da Direção PG-MSGI – Manual de SGI PG-REARD – Registro - Ata Reunião da Direção PG-REARDSST – Registro – Ata de Reunião de SST PE-ACC – Análise Crítica de Contrato PE-AISGI - Auditorias Internas do SGI PE-CDD – Controle de Documentos e Dados PE-CPFC – Controle de Produto Fornecido pelo Cliente PE-CPNC – Controle Produto Não Conforme PE-CRSGI – Controle de Registros do SGI PE-IE – Inspeção e Ensaios PE-IMAC – Implementação de Melhorias e Ação Corretiva PE-IR - Identificação e Rastreabilidade PE-MAEPEDP – Manuseio, Armazenamento, Embalagem, Preservação e Entrega de Dados da Pesquisa PE-OD – Organização de Documentos PE-POAP – Planos Operacionais Ação ou Programa PE-PPT - Planejamento e Provisão de Treinamento PE-REAAI – Avaliação dos Auditores Internos PE-REAPS – Análise de Proposta de Serviços PE-RECDE – Controle de Documentos Externos PE-RECDI – Controle de Documentos Internos PE-RECNCOM – Registro de Controle de Não Conformidade e Oportunidade de Melhoria PE-RECP – Controle de Processos PE-RECRSGI – Controle de Registros SGI PE-REDCE – Diagramas de Causa e Efeito (Ishikawa) PE-REET - Eficácia do Treinamento PE-REIP – Inspeção de Processos PE-RELNT – Levantamento de Necessidade de Treinamento PE-REPAA – Plano Anual de Auditoria PE-PEM - Planejamento Estratégico Metodologia PE-REPEM - Planejamento Estratégico Metodologia PE-REPOAP - Planos Operacionais PE-REPPT - Planejamento e Provisão de Treinamento PE-REPS – Proposta de Serviços PE-REPSC – Pesquisa de Satisfação de Clientes PE-RERAI - Relatório de Auditoria Interna PE-RERNCOM – Relatório de Não Conformidade ou Oportunidade de Melhoria PE-REVPFC – Verificação de Produtos Fornecido pelo Cliente PE-SCP – Sistema de Customização de Padrões PE-TRS – Tratamento de Reclamação e Sugestão 3.

PROBLEMAS ENCONTRADOS 3. ARMAZENAMENTO INADEQUADO DE PRODUTOS Os produtos químicos do laboratório foram encontrados em locais inadequados, como: embaixo de pias, em cima e embaixo de bancadas, em prateleiras menores, em armários dentro do laboratório. Reagentes devem ser manipulados somente por pessoas que tem conhecimento da sua toxidade e que estão aptas a utilizar os EPI’s adequados para cada situação. É muito importante que esses produtos sejam manipulados em capela com boa exaustão. Deve-se evitar qualquer contato com o produto, seja por inalação, ingestão ou contato com a pele. Neste sentido, foram criados os POP’s, já mencionados anteriormente, que dentre outras coisas, contém, instruções mínimas de segurança e a indicação de EPI adequado ao produto que está sendo manipulado.

A utilização dos EPI’s também encontra resistência, sobretudo no verão, onde as temperaturas altas levam às pessoas a abdicarem da proteção em favor de conforto. A exaustão poderá ser facilmente detectada colocando-se gelo seco em água no interior da capela em funcionamento, o que possibilitará observações da intensidade e direção do fluxo. A janela da capela deve ser mantida com o mínimo de abertura possível, para maior proteção durante o período de desenvolvimento da atividade. O usuário nunca deve colocar o rosto dentro da capela, evitando assim exposição desnecessária a vapores tóxicos. Ao término do trabalho, o sistema de exaustão da capela deverá permanecer ligado por pelo menos 15 minutos para permitir a limpeza do sistema.

Todas essas especificações são conhecidas pela maioria, mas nem sempre são seguidas. Impacto Meio Biótico: Problema: O descarte dos reagentes na pia, sem nenhum tratamento ou neutralização, pode estar carreando produtos químicos através da rede de esgoto ou se acumulando nas paredes da rede. Se houver algum vazamento ou rompimento da rede, estes produtos podem alcançar o solo, as águas e até o lençol freático. A Bacia do Rio Guandu pode estar recebendo estes resíduos tóxicos e contaminando a água que é distribuída à população local. Ademais, a área é rural e muitas culturas de alimentos podem estar sendo regadas com essa água contaminada com produtos químicos. Solução: Não descartar resíduos na pia; neutralizar os resíduos antes do descarte, se houver essa possibilidade; criar um Plano de Ação para mitigar ou extinguir essa prática.

Devem sempre estar acompanhados por mais antigos, pois pessoas mais experientes podem contribuir para a não geração de acidentes em áreas críticas de trabalho. Fornos de micro-ondas só devem ser utilizados nas atividades de laboratório, nunca para preparo (aquecimento) de refeições, como tem sido prática comum. As geladeiras só devem conter materiais pertinentes às atividades do laboratório e nunca alimentos ou bebidas. A resistência ao uso do jaleco, calça comprida e sapato fechado deve ser combatida diariamente, pois se tratam de EPI’s mínimos e inegociáveis. A criação e a implantação do SGI irá corrigir estes e outros desvios de conduta, solidificar as práticas de prevenção e ajudar o laboratório a cumprir sua missão e a alcançar seu objetivo estratégico, ligado à visão de futuro.

Com a criação desses métodos acredita-se que a cultura da informalidade e da oralidade devam diminuir, até desaparecer por completo, e que mais métodos serão criados, outros receberão melhoria e os pesquisadores serão levados a ter hábitos menos amadores quando estiverem na bancada, diante de uma amostra. Esta é a mudança de cultura organizacional que se deseja obter, transformando hábitos fortemente baseados na oralidade em padrões de qualidade descritos, escritos e sólidos, além de observarem a legislação ambiental. Em função da necessidade de se ter um bom alicerce à nova cultura organizacional é que o Referencial Teórico desta monografia (pág. – 45) abordou os temas: Legislação Ambiental, Auditorias Ambientais, Sistemas de Gestão, Normas ISO e Gerenciamento de Riscos.

Todos esses conceitos se entrelaçam e dão sustentação ao SGI, cuja eficácia e eficiência dependerá da internalização destes conceitos. Ação Civil Pública e Meio Ambiente. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004. ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção e Sistemas). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. CARSON, Rachel. Primavera Silenciosa. CHIAVENATO, I. Gerenciando Pessoas. ed. São Paulo: Makron books, 1994 DE CICCO, F. A OHSAS 18001 e a Certificação de Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho. FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. RODRIGUES, Marcelo Abelha. NERY, Rosa Maria Andrade. Direito Processual Ambiental Brasileiro. ed. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. ed. São Paulo: Atlas, 1999. JUNIOR, Viterbo Ênio.

Sistema Integrado de Gestão Ambiental. Direito Ambiental Brasileiro. ed. São Paulo: Malheiros, 2002. MAIMON, Dália. Eco-estratégia nas empresas brasileiras: realidade ou discurso? Revista de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas. Técnicas de auditoria. Rio de Janeiro: Confederação Nacional da Industria, 1990. MOURA, Luiz Antônio Abdalla de. Qualidade e Gestão Ambiental. ª Ed. Auditoria ambiental de conformidade legal: um enfoque à legislação ambiental federal e do Estado de Santa Catarina. In: XXVI Encontro Nacional de Engenharia de Produção - ENEGEP. Anais. Fortaleza, 2006. ROVERE, Emilio Lèbre La (coordenador). J. Gestão da qualidade total na prática: o que é TQM, como usá-la e como sustentá-la a longo prazo. Rio de Janeiro: Campus, 1994. SEPULVEDA, Fernando Antônio Miranda. Sistema de Gestão Integrado para Micros e Pequenas Empresas (MPEs) no “Business to Business”.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas para apresentação de trabalhos. ed. Curitiba: UFPR, 1992. Rio de Janeiro: Forence, 1999. EPÍGRAFE: BOFF, Leonardo. Ameaças à Mãe Terra e como enfrentá-las? https://leonardoboff. wordpress. com/2016/03/07/ameacas-a-mae-terra-e-como-enfrenta-las. Normas ISO ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR ISO 9001:2015 - Sistema de Gestão da Qualidade – Requisitos Normativos. Rio de Janeiro, 2015 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14001:2004. Sistema de Gestão Ambiental – Requisitos Normativos. Rio de Janeiro, 2002. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. BS OHSAS 18001:2007: Sistema de Gestão da Saúde e Segurança do Trabalho – Requisitos Normativos. Rio de Janeiro, 2007. ANEXOS Anexo I - Planilha de Riscos Potenciais – ref. Corrosão, reações alérgicas, tosse, Irritação cutânea, irritação ocular grave. PE-NOAI NR 9 – GRUPO 2 B 1 AL Frac.

Seq. Fósforo Orgânico PE-POPFSFO Reagentes muito perigosos. Queimaduras graves em contato com a pele, mucosas, olhos.

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