Resenha. Avaliação da aprendizagem: componente do ato pedagógico - LUCKESI, Cipriano Carlos

Tipo de documento:Redação

Área de estudo:Administração

Documento 1

O autor desta obra, Cipriano Carlos Luckesi é licenciado em filosofia pelo Instituto de \filosofia e Ciências Humanas da Universidade Católica de Salvador – Bahia, bacharel em Teologia pela Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1968), mestre em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia e Ciência Humanas da Universidade Federal da Bahia (1976) e doutor em Educação pelo programa de Pós-graduação da PUC – São Paulo(1992). Luckesi foi professor do departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (UFBA), ensinando na graduação de 1971 a 2002, quando se aposentou. Atualmente está vinculado na Faculdade e Educação (UFBA) como professor pós-aposentado. Possui doze livros publicados além de artigos em revistas especializadas. O livro possui 448 páginas, sendo estruturado em três partes, cada uma delas está dividida em capítulos e subcapítulos. É apresentada uma introdução e ao final uma extensa bibliografia relacionada com os assuntos trabalhados. De modo geral a obra mostra que o ato de avaliar é um componente essencial do ato pedagógico, e que sem ações pedagógicas planificadas não há avaliação da aprendizagem. No decorrer de suas páginas, são enfatizadas: situações inadequadas junto com o anuncio de novas possibilidades, uma relação entre a desconstrução e a reconstrução de conceitos e modos de agir. Com o objetivo de que os educadores e futuros educadores se aproximem da possibilidade da avaliação ser uma aliada na busca do sucesso na ação pedagógica, o autor mostra a seriedade de ser um educador atualmente e que o compromisso aliado a motivação e as novas possibilidades aqui mostradas são peças fundamentais para um resultado satisfatório e esperado no imenso setor educacional.

No capítulo um da primeira parte do livro, o ponto inicial é saber onde se quer chegar com a ação pedagógica. O educador deve investir nos educandos como pessoas, como sujeitos. Nas escolas atualmente, a fragilidade dos educandos em focar nos próprios desejos tem haver, segundo o autor, com o oferecimento de conteúdos científicos, culturais e artísticos e a falta de ênfase na educação emocional. Então, a construção do “eu” do educando, é adquirida a partir da vivencia, do corpo em movimento, e depende como um todo da ação do “educador”, pois será permitido que eles se expressem ou será tomada a posição de forma autoritária para que eles sejam do jeito que se quer, como se fossem um quebra-cabeça.

Convém, no entanto, pensar sobre o objetivo da prática educativa que pode ser resumido, segundo o autor, em oferecer condições de aprendizagem e desenvolvimento ao educando, tendo em vista que ele se forme como sujeito e como cidadão. A formação da cidadania sem a perspectiva do sujeito leva o educando a massificação, onde cada um não conta. Sendo assim, o livro não considera que o aluno deve chegar a próxima etapa sem saber, mas considera que alguma ação deve ser tomada com o intuito de ajudar no desenvolvimento dele. Nesse sentido, expressões como “hoje nem mesmo sabem ler; não chegam prontos a fazer estudos universitário” caracterizam uma compreensão estática do educando. Essa realidade começa a mudar na contemporaneidade, onde formar implica em como algo se constitui e não colocar na forma.

Passa-se a compreender, então, que o indivíduo não é dado pronto, e sim, que se desenvolve e se expressa por meio da vivencia, do corpo em ação. Diante da relação com o aluno, o educador acolhe-o amorosamente e depois confronta-o, para q possa aprender novas coisas. Nesse contexto, deve estar disponível a orientar e reorientar os educandos todas as vezes que apresentarem: não compreensão, dificuldade de realizar uma tarefa ou coisa semelhante. No processo de ensinar e aprender, fica claro que existem alguns passos importantes. São eles: exposição, assimilação, exercitação, aplicação, recriação e criação – são recursos que precisam estar sempre presentes ao educador que deseja que sua ação pedagógica seja efetiva. Para isso, a posse de um mediador didático bem configurado permite escolher o modo pelo qual será realizada a ação pedagógica, na busca pelos resultados esperados.

No quarto capítulo o autor mostra a necessidade de outro mediador que é o executor. A avaliação da aprendizagem está a serviço desse objetivo e se torna um ato de investigar a qualidade dessa aprendizagem e, se necessário, propor soluções para que viabilizem os resultados satisfatórios desejados. Assim uma pratica educativa implica em investimento cotidiano na aprendizagem do educando, levando em consideração que as dificuldades não deverão ser fonte de desanimo e sim convites para o educador a investir mais. Completa o autor dizendo que com investimentos todos aprendem e se desenvolvem. O capitulo dois e três tem como objetivo propor reflexões sobre a atual confusão que ocorre entre os atos de avaliar e os atos de examinar a aprendizagem.

O ato de examinar em relação a temporalidade está voltado para o passado, dando ênfase no que o estudante conseguiu aprender até o momento da prova enquanto o ato de avaliar trabalha com a proposta de pensar no presente e no futuro. No capítulo quatro é explicitado o ato de avaliar a aprendizagem na escola, dando foco para a compreensão e o entendimento do educando. A disposição psicológica do educador de acolher e investigar a realidade como ela é, sem que as distorções da leitura da realidade ocorram é estritamente necessária. Nesse contexto o autor mostra que avaliar é descrever e qualificar a realidade, e se necessário, intervir, afim de que sua ação não seja de forma alienada e descomprometida, tendo em vista a melhoria dos resultados.

A avaliação da aprendizagem, portanto, não soluciona nada e sim retrata a qualidade de uma situação, tendo em vista que a solução vem da decisão e do investimento do educador que reconhece a situação e decide ultrapassa-la. Assim, sua função é subsidiar o processo como um todo, de educadores e educandos e também, de modo geral, do sistema de ensino. O autor ressalta de forma prática, que ao final de cada aula o educador pode perguntar sobre o que foi trabalhado e no início de cada aula relembrar o que foi ensinado, observando as dificuldades que ainda permanecem. Pode-se, então, utilizar a avaliação diária (formativa) e a avaliação de final de bimestre (somativa). Um modelo misto em que é possível observar a construção diária da aprendizagem e ainda, um diagnóstico mais completo sobre a aprendizagem satisfatória dos educandos.

No ato de aplicar o instrumento, o educador deve assumir a postura amorosa, sem polemica e tentar diminuir a ansiedade dos educandos, sendo visto como um parceiro. É recomendada também a redução das situações dramáticas propostas pelo educador, pois quando um educando é pego “colando”, por exemplo, o educador é orientado a agir de forma sucinta, sem polemica, e mostrar a ele por meio de uma conversa que o instrumento é para diagnosticar sobre o que aprender e não aprendeu, tendo em vista a possibilidade de que ele seja ajudado posteriormente.

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