Educação profissionalizante: estudo de caso sobre o Centro de Educação Tecnológica Paula Souza e Plano do curso Técnico em Recursos Humanos

Tipo de documento:Dissertação de Mestrado

Área de estudo:Pedagogia

Documento 1

São Paulo 2019 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente ao Prof. Dr. Manoel Guaranha, meu orientador, por todo esforço, paciência, sensibilidade, insistência e generosidade na condução do meu processo de ensino aprendizagem, obrigada pelo seu trabalho, fico contente por trabalharmos na mesma instituição de ensino, compartilhando o desejo de uma educação profissionalizante melhor no Estado de São Paulo. Em seguida agradeço a Universidade Santo amaro que possibilitou toda a minha trajetória ao longo desses dois anos, com um corpo docente extremamente preparado e com vontade de tornar seus alunos verdadeiros pesquisadores. Aos Docentes que contribuíram direta e indiretamente com a produção do meu trabalho, agradeço a dedicação e afetividade na transmissão do conhecimento, as professoras Dra. Eliane Teixeira, ao qual tive a oportunidade de ter em minha banca de qualificação, fazendo explanações extremamente pertinentes e valiosas para a execução da dissertação e Prof. ª Dra. Marília, que pode acrescentar e elevar a qualidade do trabalho produzido. Ao Prof. Dr. Paulo Fernandes, por quem pude nutrir uma admiração incalculável pela sua didática e condução em sua disciplina de Produção de Texto científico, saliento que sem seu conhecimento não seria possível a conclusão deste trabalho. Em especial agradeço ao Centro de Educação Tecnológica Paula Souza, por me permitir atuar na construção de sua missão durante esses intensos oito anos de dedicação, tendo a oportunidade de participar ativamente dos processos pedagógicos e administrativos.

Por fim agradeço a Deus, meus pais, irmãos, cunhada e sobrinhos, por me darem apoio e amor incondicional, não apenas nesses 2 anos no programa de mestrado, mas durante meus 30 anos, sem vocês seria impossível enfrentar qualquer empreitada em minha vida. DEDICATÓRIA Dedico esse trabalho a todas as pessoas que tiveram suas vidas e de suas famílias transformadas por meio do ensino profissionalizante. Ao Centro Paula Souza por ser uma instituição acima das expectativas composta por servidores com total dedicação, comprometimento e paixão nítida pela educação, que torna possível a execução da formação profissional no Estado de São Paulo e que permite a execução diária do meu trabalho com muito entusiasmo, paixão, criatividade e admiração nutridos por mim há mais de uma década, aos meus Gestores, pares, subordinados e queridos alunos, que me fazem acreditar que o ensino muda vidas.

Por fim, à professora Cristiane Alves de Freitas Teixeira, minha mãe que por meio da nobre execução do seu ofício de docente no Centro Paula Souza, transformou para sempre a vida da nossa família. EPÍGRAFE “Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende”. Leonardo da Vinci. RESUMO Este trabalho faz um estudo do Ensino Técnico no Brasil a partir do século XX até os dias atuais, o foco é O Plano do curso técnico de Recursos Humanos do Centro de Educação Tecnológica Paula Souza. O objetivo geral desta pesquisa é refletir sobre o Ensino Técnico no Brasil frente às demandas atuais do contexto do mundo do trabalho. As for the methodology, to achieve the objective of this research will be made a documentary investigation and a literature review.

As for the issues of globalization and the changes in the socioeconomic context resulting from Liberalism and Neoliberalism, the authors Ianni (2001), Almeida (2010), Castells (1999), Anderson (1995) and others will be studied. Regarding the issues related to technical education, its history in Brazil and the legislation governing this modality, will be studied Garcia (2010), Fonseca (2010), Caldas (2000) and also official documents that regulate the object of study. The research concludes that the courses offered in technical schools are recognized as models for vocational training in the state of São Paulo, but in aspects related to technological advances need to be updated to improve interaction with the demands of companies, promoting professional training, inclusion and economic, social and technological development. Keywords: Technical Education; Paula Souza Center; Human Resources. SUMÁRIO INTRODUÇÃO 11 Objetivos da pesquisa 12 METODOLOGIA 13 CAPITULO 1 – globalização, liberalismo, Neoliberalismo, tecnologia e os reflexos no mundo do trabalho.

Liberalismo e Neoliberalismo 17 1. O impacto da Globalização e do Neoliberalismo no Mercado de Trabalho 22 1. Ensino Técnico após o Ministério da Educação 33 1. Classificação Brasileira de Ocupação 37 CAPÍTULO 2 - A FORÇA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 40 2. Porém, um olhar mais atento sobre a dinâmica do trabalho em empresas do segmento industrial de e de prestação de serviços no Brasil revela o amplo distanciamento entre isto que se diz e o que de fato se concretiza na formação do profissional para atuar no mercado. Nota-se neste fenômeno um descompasso entre a natureza e a complexidade do trabalho demandado pelas empresas brasileiras e o perfil profissional (a capacidade efetiva de agir) do trabalhador formado pelo ensino profissionalizante no Brasil. O não atendimento pleno das atuais necessidades de qualificação impostas pelo mercado de trabalho tem estimulado a tendência de as empresas brasileiras criarem mecanismos alternativos para lidar com este problema de mão de obra pouco qualificada.

Em função disto, é cada vez maior e mais evidente o surgimento de instrumentos (técnicas, metodologias alternativas e tecnologias digitais e analógicas) que as empresas têm adotado com o intuito de resolver este problema de capacitação profissional de suas equipes de trabalhadores. Muitos destes instrumentos têm se mostrado como importantes inovações transformadoras nas práticas de trabalho cotidiano. Como fundamento para as questões relativas ao ensino técnico, sua história no Brasil e a sua legislação adotou-se como referencial os estudos de Garcia (2010), Fonseca (2010), Caldas (2000) e documentos oficiais que regulam esta modalidade de ensino no Brasil A opção da pesquisa por desenvolver um estudo de caso se deu como a melhor forma de levantar os dados essenciais para as análises.

Para a abordagem do curso de ensino técnico tomado como objeto de estudo deste caso, a pesquisa adotou como referencial Chiavenato (2016), Dalla (2007), Júnior (2019), Treff (2016), Araújo (2019) e , os principais documentos que regem as diretrizes educacionais no Brasil, como a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (1996), portarias do MEC relativas ao Ensino Técnico, Leis e decretos brasileiros e catálogos e documentos da instituição de ensino responsável pela criação e oferta do curso técnico objeto de estudo desta pesquisa. Em termos estruturais, o relatório dissertativo desta pesquisa está organizado em três capítulos. O primeiro, são abordadas as questões relativas à globalização, ao Liberalismo e ao Neoliberalismo e às novas relações de trabalho que se impõem frente ao desenvolvimento das novas tecnologias e do saber em rede, as quais interferem nos processos econômicos e nas novas demandas do mercado de trabalho que passa a exigir profissionais ao mesmo tempo especializados e abertos a adaptações cada vez mais constantes.

O segundo capítulo discute a concepção histórica do Ensino Técnico no Brasil e os pormenores dessa modalidade de ensino a partir do século XX. O que será discutido aqui permitirá analisar tanto a questão do ensino técnico, quanto a questão do recorte da pesquisa, o curso técnico em Recursos Humanos. Com o avanço do Capitalismo e as novas tecnologias da informação e comunicação, as nações passaram a integrar-se economicamente, socialmente e culturalmente. O Capitalismo, desde seu desenvolvimento apresentou características internacionais e transnacionais o que contribuiu para que as nações se desenvolvessem na ruptura das fronteiras mercantis, fertilizando assim, o campo para a globalização. Sob a perspectiva globalizadora, as culturas, linguagens e costumes se parecem cada vez mais, harmonizando um padrão visto em todos os lugares do mundo, no mercado de trabalho, o Capitalismo rege o sistema mundial, consolidando-se como meio formal de divisão de trabalho e produção.

Ianne (2001) classifica metaforicamente essa fase global do Capitalismo como “Fábrica global” em que: A fábrica global instala-se além de toda e qualquer fronteira, articulando capital, tecnologia, força de trabalho, divisão do trabalho social e outras forças produtivas. uma maior ocidentalização do mundo, em que as instituições e valores europeus sobressaem-se e estabelecem padrões de vivência e conduta, bem como as ideias, os valores socioculturais e simbolismo mesclam-se por meio das inúmeras ferramentas de comunicação que ultrapassam as barreiras e conectam as pessoas mundialmente. No que diz respeito às relações de trabalho, o Capitalismo impera e impõe novas rotinas para a modernidade, a racionalização instrumental pautada na ciência e na técnica predomina sobre o mercado de trabalho, moldando novos padrões com base no Capitalismo (DAMIÃO, 2013, p.

A predominância do Capitalismo liberal tornou as ciências ferramentas essenciais ligadas intrinsecamente ao trabalho, já a cultura transformou-se em cultura de consumo, a ética tornou-se legalista a serviço do mercado. Estabelecido esses padrões globais, nota-se que a adaptação de conceitos modernos transnacionais é posta a serviço do avanço da ciência e da técnica a favor do progresso do livre mercado. Liberalismo e Neoliberalismo O século XVIII colocou o modo de produção capitalista em ascensão com a Revolução Industrial. MARX, 1985, p. Após a II Guerra Mundial, surge o Neoliberalismo nos continentes onde havia a predominância do Capitalismo, como na América do Norte e na Europa. Em resposta a um Estado intervencionista, o Neoliberalismo nasceu do escrito de Friedrich Hayek em 1944, intitulado “Caminhos da Servidão” (ANDERSON, 1995, p.

O principal objetivo do Neoliberalismo era o combate ao Estado de bem-estar (estado como agente protetor), bem como o New Deal americano (Plano econômico de Franklin Roosevelt) para fertilizar terreno para um Capitalismo sem regulação de mercado. Somente após a crise do pós-segunda-guerra em 1973 é que as ideias liberais ganharam voz definitivamente. O Plano Collor (1990), como ficaram conhecidas as medidas neoliberais tomadas pelo então presidente em exercício, propôs mudanças nas leis trabalhistas, criação de uma nova moeda, abertura do mercado nacional e privatização de estatais, como explica Almeida (2010): Assim que toma posse no dia 15 de março de 1990, Collor põe em marcha um conjunto de reformas que tem origem na alardeada constatação do esgotamento financeiro do Estado e na necessidade de redução do déficit público.

O "enxugamento" da máquina estatal a partir da eliminação de superposições e a diminuição de custos constituíram-se em objetivos de reforma administrativa. O eixo do discurso governamental sustentava-se no tripé desestatização, desregulamentação e liberação dos preços e salários (ALMEIDA, 2010, p. Com o documento “Diretrizes de Ação do Governo Fernando Collor de Mello” o governo lança-se em uma nova relação entre as estatais e a iniciativa privada e seguindo nas políticas de privatização propõe a desestatização por meio do documento: “Brasil: Um Projeto de Reconstrução Nacional” (ALMEIDA, 2010, p. A afirmação do novo modelo neoliberal culminou com um novo tipo econômico que redefiniu as relações entre classes e destacou os grandes grupos financeiros nacionais, além de revelar a fragilidade do Brasil perante ao capital estrangeiro.

Cossato (2013) diz que durante o governo FHC a economia ganhou força por meio das privatizações de diversas empresas estatais, lançando o país num processo de livre concorrência e de interferência do Banco Mundial para regular diversos setores da sociedade civil, defendendo a intervenção mínima do Estado nos diversos setores vida social, o neoliberalismo implantado, promoveu uma escola voltada para os interesses do capitalismo em expansão formando trabalhadores para o mercado. No ano de 1997 nesse cenário, FHC promulga o decreto nº 2. que regulamenta o § 2º do art. e os artigos 39 a 42 da Lei 9. onde a educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino médio regular ou em modalidades que contemplem estratégias de educação continuada, podendo ser realizada em escolas do ensino médio regular, em instituições especializadas ou nos ambientes de trabalho.

Concernente as bases da educação profissional, o artigo 2º do mencionado decreto, estabeleceu que esta deveria ser organizada por áreas profissionais, “em função da estrutura sócio ocupacional e tecnológica” e articulada com as “áreas da educação, do trabalho e emprego, e da ciência e tecnologia”. De acordo com Cossato (2013), as modalidades previstas no decreto n. ensino profissional concomitante ao ensino médio e sequencial, como novidade no Decreto n. permitindo a articulação entre o ensino médio e a educação profissional, denominando-o de ensino médio integrado. A articulação entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio dar-se-á de forma: I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de ensino, contando com matrícula única para cada aluno; II - concomitante, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental ou esteja cursando o ensino médio, na qual a complementaridade entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio pressupõe a existência de matrículas distintas para cada curso, podendo ocorrer: a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis; b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as oportunidades educacionais 10 disponíveis; ou c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios de Inter complementaridade, visando o planejamento e o desenvolvimento de projetos pedagógicos unificados; III - subsequente, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino médio.

O impacto da Globalização e do Neoliberalismo no Mercado de Trabalho As novas tecnologias da comunicação fizeram uma revolução econômica, histórica e cultural. A partir da década de 1980, a tecnologia da informação teve o apelo de reestruturação do Capitalismo, que caracterizou as remodelagens como Capitalismo Informacional que, por meio de reformas nas organizações e nas empresas. aprofundou a lógica capitalista pela busca de lucro nas relações capital/trabalho, aumentou a produtividade do trabalho e do capital, globalizou a produção, a circulação e mercados e aproveitou a oportunidade das condições mais vantajosas para a realização de lucros em todos os lugares, direcionando o apoio do Estado para ganhos na produtividade e competitividade das economias nacionais (CASTELLS, 1999, p.

Como complemento de sua reestruturação, o Capitalismo passa por um processo de maior flexibilidade e descentralização, o que resulta em um novo papel do capital nas relações de trabalho, maior individualidade de trabalho, a incorporação cada vez maior de mulheres na produção, e a ação do Estado desregulando o mercado para desfazer o estado de bem-estar social, conforme foi discutido na seção anterior. Concomitantemente a remodelagem do sistema capitalista, a Internet também promoveu um novo modo de integração entre as culturas que moldou o pensamento e conceito das pessoas pelo mundo. a partir do século XX surgiu, em escala global, uma nova economia, que ele define como sendo: “informacional, global e em rede”. Nesse sentido, o ensino técnico, objeto desta pesquisa, deve ser adaptado de modo a promover uma educação de caráter mais interdisciplinar e que não transmita apenas informação, mas que possa preparar o educando a transformar as informações em conhecimento e em métodos inovadores de realização dos processos para os quais são capacitados.

O conhecimento está diretamente ligado à capacidade de produção e criação de tecnologias, capazes de melhorar os padrões de vida e a distribuição econômica. Em um mundo globalizado, o conhecimento é cada vez mais valorizado, sendo o principal produto das indústrias. A capacidade de gerir e obter conhecimento para a melhoria da produção e o padrão competitivo presente no mercado. A globalização e o avanço das tecnologias aliadas às políticas neoliberais e econômicas estimularam a competitividade, fazendo com que as exigências de formação para o trabalhador sejam cada vez maiores. O trabalhador hoje necessita de um elevado grau de conhecimento técnico para que esteja adaptado às exigências do mercado e entre na competição por melhores condições de trabalho.

É nesse contexto que a valorização do conhecimento técnico profissional é cada vez maior na sociedade e os jovens são estimulados a se capacitarem mesmo antes de seu ingresso ao mercado de trabalho. Os cursos técnicos no Brasil: histórico e o poder da indústria Nesse tópico será discutido a concepção histórica do Ensino Técnico no Brasil e os pormenores dessa modalidade de ensino a partir do século XX, por meio do percurso cronológico iniciado com o surgimento das primeiras escolas técnicas do país, fato que marcou a adoção de políticas públicas de ensino técnico. Será traçada a trajetória dessa modalidade de modo a apontar o aperfeiçoamento dessa política que pretende ser de caráter multidisciplinar e visa a formação integral do aluno para o exercício de uma profissão.

Em 1906, algumas importantes ações consolidaram o ensino técnico no Brasil, como a criação do “Congresso de Instrução”, que foi um congresso criado para elaborar o anteprojeto de lei que foi enviado para o Congresso Nacional, naquele mesmo ano, que resultou na autorização do governo para a promoção do ensino técnico comercial, industrial e agrícola, oferecido em todos os estados do Brasil, como explica Soares (1981). O Congresso de Instrução pediu apoio à União, ao Governo e aos estados diante do Congresso Nacional para realizar a promoção dos ensinos técnicos industrial, comercial e agrícola com o objetivo de aquecer a indústria e criar campos e oficinas nos quais o aprendizado dar-se-ia por meio do manuseio de instrumentos de trabalho. Afonso Pena (1906-1909) em seu discurso de posse declarou: “A criação e multiplicação de institutos de ensino técnico e profissional muito podem contribuir também para o progresso das indústrias, proporcionando-lhes mestres e operários instruídos e hábeis” (BRASIL, 2009, p.

Após o falecimento de Afonso Pena, Nilo Peçanha (1867-1924), que o substituiu em 1909, deu continuidade à política de incentivo ao ensino técnico. Desde 1906, já existiam quatro escolas profissionais no país: três para o ensino de ofício e uma para aprendizagem agrícola. Desse modo, o conteúdo ou “preparo técnico e intelectual” a que deveriam ter acesso os futuros técnicos seria aquele indispensável, vale dizer, mínimo necessário para cumprir a tarefa que iriam desempenhar. Infere-se disso que a educação técnica nasceu com um viés de especialização que parecia não assegurar ao indivíduo uma formação holística, não se faz referência a uma educação que dê ao indivíduo uma visão do mundo mais ampla e que contemple estudos humanísticos.

Essa finalidade pragmática de canalizar a energia desse contingente ocioso das grandes cidades para o trabalho “profícuo”, ou seja, útil, que desse lucro ou proveito e com a finalidade de desviar o indivíduo do mundo do crime parece não se preocupar com questões humanistas, mas apenas com questões que atendessem as necessidades básicas do cidadão e, ao mesmo tempo, mantivessem-no ocupado para não causar eventuais danos à sociedade. O decreto assinado por Nilo Peçanha (Decreto nº 7. em 1909 é muito significativo para a construção da história da educação profissional, pois traz consigo a ideia de um ensino público, custeado pela própria união e expandida para todo o país, embora não tivesse conseguido chegar a todos os estados, conseguindo atingir 19 deles.

Ainda de acordo com os autores, pode-se compreender que o principal intuito era fazer com que a população adquirisse hábitos de trabalho e que os mesmos se afastassem da ociosidade, que no atual momento o governo entendia a ociosidade como um problema que poderia levar ao aumento de crimes, entre o desenvolvimento de muitos outros problemas sociais. Portanto, até aqui, pode-se compreender como se dava a dimensão da preocupação que o Governo tinha em preparar mão de obra frente ao desenvolvimento econômico do país, mas sobretudo em manter a população ocupada, pois o projeto tinha o intuito de se estabelecer centros de formação em todos os estados e retirar da ociosidade os jovens, que eram vistos como sujeitos de risco de marginalização.

Neste sentido, Jucá et al, (p 19, 2019) esclarece que, apesar do caráter assistencialista e do ideário de que a formação de mão de obra qualificada auxiliaria no desenvolvimento industrial do país, a Escola de Aprendizes Artífices veio a corresponder ao propósito para o qual foi idealizada, “de formar e educar crianças e jovens pobres, órfãos e desvalidos da sorte, oferecendo-lhes habilidades para o trabalho, visto as necessidades do recente desenvolvimento industrial, como também tratando de aspectos referentes à disciplina social, no intuito de afastá-los do ócio”. Quanto a disciplina social, de acordo com o autor, a referida escola também alcançou êxito, visto que também havia sido criada com o propósito social de afastar seus alunos do “ócio, dos vícios e de possíveis atos de criminalidade, numa perspectiva da formação do caráter pelo trabalho”.

Portanto, de acordo com o autor supracitado, essa formação profissional oferecida neste período era de fato assistencial, mas que conseguiu alcançar seu propósito. empresas, empregando 12. trabalhadores (FONSECA, 2010, p. Com esse avanço da produção, fez-se necessária uma maior atenção para o ensino técnico, o que aconteceu com o Decreto Lei 3. de 1918. O artigo 97 deste Decreto, em seu parágrafo III, destinava-se a “rever os regulamentos das escolas de aprendizes artífices para, sem exceder as verbas orçamentárias, melhorar-lhes o funcionamento e harmonizá-lo com a criação dos cursos noturnos” (BRASIL, 1918, p XX). Em 1930 com o governo provisório de Getúlio Vargas foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública, com isso as escolas foram desligadas do Ministério da Agricultura e fizeram parte integrante do Ministério da Educação e Saúde Pública.

A partir da década de 1930, com o surgimento do ministério da Educação (MEC), o órgão nacional que regulamenta e controla a educação em todo território brasileiro, foram estabelecidas diretrizes e criadas as legislações pertinentes aos ensinos básico e superior para gerenciar a política nacional da educação e das pesquisas e extensões universitárias, exceto do ensino militar. O surgimento e a consolidação de um ministério dedicado à educação trouxeram importantes consequências para o ensino técnico. O MEC teve sua proposta inicial elaborada por um manifesto de intelectuais em 1932, documentação redigida por Fernando de Azevedo (1894-1972), com a participação de importantes nomes da educação brasileira da época, como Anísio Teixeira (1900-1971). O principal ponto do documento era a organização nacional de um plano de educação para a criação de uma escola única, separando a igreja da educação fornecida pelo Estado (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2019).

No ano de 1985, surgiu o Ministério da Cultura. Em 1992, uma legislação federal, transformou o MEC em Ministério da Educação e do Desporto. Apenas no ano de 1995 a entidade passou a ter a responsabilidade de somente pela educação. Segundo o MEC (2019), no ano de 1996, uma nova transformação ocorreu na educação do Brasil. Exemplo dessas mudanças foi a adoção da educação infantil (creches e pré-escolas).   É interessante notar que mesmo as escolas aderindo uma maior abrangência de públicos, foram mantidas as instituições para deficientes, como se vê nos artigos: Art.  São mantidos o Instituto Benjamim Constant e o Instituto Nacional de Surdos Mudos, destinados ao ensino comum e especializado, respectivamente, para cegos e para surdos-mudos, e ainda como centros de pesquisa pedagógicas, funcionando, neste último caso, como órgãos colaboradores do Instituto Nacional de Pedagogia.

  Art.  Fica criado o Instituto Nacional de Pedagogia, destinado a realizar pesquisas sobre os problemas do ensino, nos seus diferentes aspectos (BRASIL, 1937).   A partir da Constituição de 1937, a educação passou a ser dever do Estado para com toda a população brasileira. Ainda sem dispor de preceitos uniformes para as escolas, as leis visavam apenas a regulamentar o ensino profissional, situação que mudou com o Decreto n. de 1942. A Lei orgânica para o ensino Industrial estabeleceu: As bases de organização e de regime do ensino industrial, que é o ramo de ensino, de grau secundário, destinado à preparação profissional dos trabalhadores da indústria e das atividades artesanais, e ainda dos trabalhadores dos transportes, das comunicações e da pesca (BRASIL, 1942). A remodelação do Ensino industrial foi minuciosamente tratada por Gustavo Capanema que estabeleceu o ensino industrial como o de segundo grau e em paralelo com o ensino secundário.

Outro ponto importante da reforma foi a garantia de ingresso no ensino superior na mesma área do curso técnico concluído, cabe ressaltar que o Centro Paula Souza instituição utilizada para o estudo de caso dessa dissertação, adotou no ano de 2019 uma metodologia similar, intitulada de Articulação do Ensino Médio, Técnico e Superior – AMS, que também garante o ingresso no ensino Superior na mesma área que o aluno concluir o técnico. de 1959 continua as alterações e reformas no ensino industrial de todo o país, sendo complementada pelo Decreto N. do mesmo ano, o Decreto diz respeito ao Regulamento do Ensino Industrial. Art. º É objetivo das escolas de ensino industrial mantidas pelo Ministério da Educação e Cultura:  a) proporcionar base de cultura geral e iniciação técnica que permitam ao educando integrar-se na comunidade e participar do trabalho produtivo ou prosseguir seus estudos;  b) preparar o jovem para o exercício de atividade especializada, de nível médio.

  Parágrafo único.  Haverá concurso sempre que o número de candidatos fôr superior ao número de vagas existentes no curso (BRASIL, 1961).   Em 1969 foi criado, pelo governador Roberto Costa Abreu Sodré o Centro Paula Souza e em 1970 começou a atuar com o nome de Centro Estadual de Educação Tecnológica de São Paulo (CEET). O Centro Paula Souza, como é conhecido, é uma autarquia do Governo do Estado de São Paulo que cuida da profissionalização da população sem a cobrança de mensalidades, custeado por meio do repasse de verbas públicas. Para que as empresas sobrevivam no país, é essencial a educação dos profissionais frente à pressão que o desenvolvimento econômico impõe uma vez que a marca do mundo contemporâneo é a elevada internacionalização da economia, o que torna todas as atividades bastante competitivas, conforme foi destacado no primeiro capítulo deste trabalho.

A ocorrência da crise econômica no Brasil, acarretando índices altos de desemprego atualmente, com 12,7% no trimestre, atingindo 13,4 milhões de brasileiros, de acordo os dados obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2019). O Brasil tem sido superado por esses países emergentes, os quais têm conquistado mais espaços no mercado e esse quadro só será revertido por meio de uma educação tecnológica de qualidade que não abandone o aspecto humano. Assim o currículo da escola técnica tem sido construído para dar conta do “saber fazer” com um conceito de não apenas repetir de forma mecânica e sim autônoma, para a geração do conhecimento e compreensão dos processos, para executá-los de modo crítico.

Segundo Chiavenato (2016) o capital humano de uma organização tem mais ou menos valor à medida que tenha talentos com capacidade de agregar valor à organização, tornando-a mais ágil e competitiva. Agregar valor para uma empresa, representa uma união de fatores que fazem com que está se destaque das demais, gerando vantagem competitiva frente aos seus concorrentes, para tanto, deve se preocupar em reter talentos para, consequentemente, aumentar o seu desenvolvimento empresarial. Classificação Brasileira de Ocupação A Classificação Brasileira de Ocupação (CBO) teve início em 1977 pelo convênio firmado entre o Brasil e a Organização das Nações Unidas (ONU) com a intermediação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) (MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO, 2019). Domínio (ou especialização) da competência: relaciona-se às características do contexto do trabalho como área de conhecimento, função, atividade econômica, processo produtivo, equipamentos, bens produzidos que identificarão o tipo de profissão ou ocupação.

A nova estrutura proposta agrega os empregos por habilidades cognitivas comuns exigidas no exercício de um campo de trabalho mais elástico, composto por um conjunto de empregos similares que vai se constituir em um campo profissional do domínio x, y e z (BRASIL, 2002). Desta forma é possível dizer que a CBO, apesar de não ter o poder de regulamentar as profissões no país, é responsável por classificar com o objetivo de inventariar, de forma detalhada, as atividades correspondentes à realização do trabalho por meio dos requisitos de formação e experiência profissionais e as condições de trabalho, as ocupações dos trabalhadores. MINISTÉRIO DO TRABALHO, 2019). A CBO ainda trata da classificação das profissões de nível técnico, tendo em seu manual um capítulo dedicado a explicar e classificar para a sociedade cada grupo profissional que se relaciona com os empregos disponíveis no país para os profissionais técnicos.

O Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos foi instituído pela instrução normativa da Portaria MEC N. de 16 de julho de 2008 e tem o intuito de gerar a disciplina da oferta de cursos de educação profissional técnica de nível médio, a fim de contribuir para gerar a orientação das entidades de ensino, discentes e a sociedade como um todo (BRASIL, 2008). O objetivo deste capítulo é a compreensão dos caminhos legais que regulamentam a educação profissional no Brasil, das funções dos órgãos que têm competência na tomada de decisão sobre o profissional de nível técnico no país, das articulações possíveis e dos novos caminhos que estão sendo percorridos, neste início de século XXI.

Lei N. de 20 de dezembro de 1996 – LDB Na década de 1990, houve muitas mudanças globais e trocas de moedas. A educação profissional, integrada às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia, conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. ” (BRASIL, 1996). Pode-se observar que as aptidões para a vida produtiva referem-se aos conhecimentos provenientes da área atribuída pela necessidade do mercado de trabalho daquele período, devido à implantação da tecnologia nas empresas, assim sendo, passou haver a necessidade dos profissionais se qualificarem para conseguir adentrar nesse mercado, com maior efetividade, até mesmo porque, como foi demonstrado anteriormente, algumas empresas, se deram por extintas. Diante do cenário da época, era preciso fazer ajustes que favorecessem tanto a produção quanto a prestação de serviços e que fossem capazes de atender às demandas nacionais e internacionais, portanto as educações técnicas e tecnológicas faziam-se necessárias e sua regulamentação deveria ser cada vez mais especifica e clara.

O parecer CNE/CES nº 436/2001, sobre o tratamento dos cursos superiores de tecnologia – formação dos tecnólogos, A educação profissional passou, então, a ser concebida não mais como simples instrumento de política assistencialista ou linear ajustamento às demandas do mercado de trabalho, mas, sim, como importante estratégia para que os cidadãos tenham efetivo acesso às conquistas científicas e tecnológicas da sociedade. Em 2005, a educação profissional e tecnológica, ganhou a possibilidade de ser ofertada como educação a distância, esta possibilidade veio através do decreto n. de 19 de dezembro de 2005, que entre outras coisas afirma que: Art. o A educação a distância poderá ser ofertada nos seguintes níveis e modalidades educacionais: (. IV - educação profissional, abrangendo os seguintes cursos e programas: a) técnicos, de nível médio; e b) tecnológicos, de nível superior; (BRASIL, 2005).

De acordo com Vieira e Souza Junior (2016), 2005 foi um ano de importantes ações para a Educação profissional e tecnológica, principalmente porque ainda em 2005, houve a publicação da Lei n. Segundo o MEC (2019) o CTCNT apresenta 227 cursos, por meio de agrupação, composta por 13 (treze) eixos tecnológicos, com a seguinte descrição por curso: • Cargas horárias mínimas; • Perfil profissional de conclusão; • Infraestrutura mínima requerida; • Campo de atuação; • Ocupações associadas à Classificação Brasileira de ocupações (CBO); • Normas associadas ao exercício profissional e; • Possibilidades de certificação intermediária em cursos de qualificação profissional, de formação continuada em cursos de especialização e de verticalização para cursos de graduação no itinerário formativo. Pode-se verificar, segundo as informações contidas na 3º edição do CTCNT (2016) os eixos tecnológicos, são: Tabela 2.

Eixos tecnológicos. Eixos Tecnológicos Ambiente e Saúde; Controle e processos industriais; Desenvolvimento educacional e social; Gestão e Negócios; Informação e Comunicação Infraestrutura Militar Produção alimentícia Produção cultural e designer Produção Industrial Recursos Naturais Segurança Turismo, hospitalidade e lazer. Fonte: Elaborado pelo autor com base em CTCNT (2016). Pode-se constatar que os itinerários formativos tratam da nova proposição da legislação de ensino na aplicação para o ensino médio, que será melhor descrita no tópico a seguir. Itinerário Formativo Os itinerários formativos são compostos por meio do preceito legal da Resolução CNE/CEB nº 06/2012 e a lei nº 13. que retrata sobre a nova modalidade do ensino médio, como as possiblidades que um aluno pode caminhar, durante a sua atividade escolar e de formação, por meio da união de fases que contemplam a organização da oferta da Educação direcionada para profissionalizante e tecnológico, pautando-se em um eixo tecnológico específico (BRASIL, 2012).

Dessa forma, pode-se destacar os fatores que regem a nova legislação sobre o que se refere o ensino médio, pois a carga horária de 1800 horas, com competências e habilidades e passa a ter divisão em cinco itinerários formativos, de acordo com a formação básica comum com 1. horas. A integralidade das disciplinas pode elevar o enaltecimento do conhecimento, pois os alunos de matemática, podem compreender a ser real usabilidade e aplicabilidade, favorecendo o currículo e como método de ensino-aprendizagem, favorecendo uma maior compreensão das disciplinas. Capítulo 3 – ESTUDO DE CASO CURSO TÉCNICO EM RECURSOS HUMANOS Para estudo de caso tratado neste capítulo, foi feito uma busca sobre as referências que norteiam o objeto de estudo o curso Técnico em Recursos Humanos, para tanto fez se necessário um estudo da área de Recursos Humanos contendo seu histórico e o perfil esperado dos profissionais da área.

A diretrizes da Instituição que promove o curso Técnico em questão a elaboração do seu currículo e por fim a análise do plano de curso Técnico em Recursos Humanos, para compreensão da Hipótese levantada no início dessa dissertação. A Área de Recursos Humanos: Histórico E Tudo começou com a necessidade de “contabilizar” os registros dos trabalhadores, com ênfase, obviamente nas horas trabalhadas, nas faltas e nos atrasos para efeitos de pagamento ou de desconto. Tal qual se faz hoje. Naquele cenário, passou a fazer sentido a função de cuidar das pessoas, necessidade que conferiu ao chefe de pessoal o papel de gerente, ainda com uma visão tecnicista. Somente após 1950, a área de recursos humanos passou a ter ligação com as ciências humanas (DALLA et al, 2007).

Com a alta competitividade no mercado de trabalho e as tecnologias cada vez mais sofisticadas, as empresas precisavam ajustar as suas necessidades constantemente, portanto escolher trabalhadores que se encaixassem no perfil adequado para o trabalho na fábrica tornava-se tarefa difícil. O pensamento marxista influenciou nas reformas sociais e organizacionais das relações de trabalho. Outros autores como Owen deram sua contribuição para uma relação mais humanista nas contratações. Agentes com o poder de decidir de quem ficava e quem saia das empresas, em meio a reengenharias e fusões, passam a enfrentar eles próprios o mercado em ebulição. O papel de Recursos Humanos tornou-se estratégico demais para ser deixado em mãos burocráticas, passando a assumir sua principal tarefa: abastecer as empresas de talentos, o verdadeiro capital da economia globalizada.

MARRA, 2016) Iniciou-se a Gestão de Pessoas, de talentos, de capital humano uma vez que as empresas estavam cada vez mais focadas na competitividade. Isso impactou diretamente o modelo de Recursos Humanos no que diz respeito a sua prática e à política de gestão de pessoas. O desafio era alinhar conceitos humanísticos aos interesses das empresas e, para isso, foi necessária a capacitação de gestores. Fase Administrativa, momento de grande mudança quando a área mais burocrática teve sua ênfase transferida para uma ordem mais humana, voltada para as necessidades dos indivíduos e relações entre a sociedade e os sindicatos. e. Fase estratégica, a posição gerencial, com importância não muito significativa passou a ser reconhecida como diretoria, tendo um papel estratégico em conjunto com os objetivos estratégico da organização.

Após a valorização pelas empresas no aspecto comportamental dos colaboradores é que a área de Recursos Humanos passou por mudanças mais significativas em seus conceitos, e nesse contexto surgiu a preocupação de valorizar os trabalhadores nas empresas sob uma perspectiva mais humana. Com isso o RH preocupa-se com benefícios materiais a serem oferecidos como alojamento de pessoas para o trabalho, aspectos pessoais centrados na relação interpessoal com os funcionários valorizando o sentimento deles. Isso exige uma maior “qualificação e desenvolvimento dos empregados, adoção de sistemas de gestão mais participativos, metamorfose do RH de área de serviços em área de consultoria interna, intensa ligação com os negócios da empresa” (DALLA et al, 2007, p. O profissional de Recursos Humanos frente às novas demandas tecnológicas As novas tecnologias empregadas para a automação dos serviços prestados pelas empresas brasileiras trouxeram progressos significativos, trazidos novos desafios do mercado de trabalho em função das alterações tanto na face do Capitalismo como no emprego das novas tecnologias aplicadas aos setores produtivos, como discutido nesta dissertação.

Tanto os consumidores como as empresas parceiras tendem a inovar seu perfil, fazendo com que os gestores tenham a necessidade de adaptar a sua equipe para as novas demandas do mercado. Toda a modernização da indústria e consequentemente dos profissionais que integram a cadeia produtiva ou de prestação de serviços, parte de um processo de evolução gradual da tecnologia que vem modificando o pensamento consumidor o qual exige uma quantidade maior e mais moderna de produtos e faz com que a indústria tenha de se adaptar a essa demanda por meio de inovações nos meios de produção e na qualificação diferenciada dos profissionais (INEA, 2008, p. Para Ornellas (2016, p. Para desenvolver as políticas que correspondam às da organização, o profissional dos Recursos Humanos deve analisar novas formas de mensurar o capital humano agregado à empresa e por conseguinte elaborar novas estratégias de mensuração.

Sendo assim o setor de Recursos Humanos deve manter sua função de integrar, de forma ativa e participativa, os funcionários na empresa. O setor de Recursos Humanos, como parceiro, tem nos gestores do departamento um apoio na solução dos problemas da organização como um todo. É na visão dos gestores do RH como suporte para as demais áreas é que permeia a ideia de um RH estratégico e parceiro na tomada de decisões e soluções de problemas da organização (HOPNER et al, 2008, p. O novo modelo de RH busca desenvolver as habilidades profissionais de seus colaboradores a fim de que possam retribuir com o comportamento que integre a estratégia da empresa, isso contribui para uma realidade mais competitiva, incentivando o “funcionário campeão”.

As competências do Profissional de Recursos Humanos Muito utilizado pelos militares americanos e popularizado pelas empresas em 2010, o termo “mundo vuca” tenta definir os aspectos do cenário em que estamos vivendo, um mundo volátil, de incertezas, complexo e ambíguo o que torna difícil a compreensão do futuro do trabalho e que impacta as empresas em seus planejamentos. A imprevisibilidade faz com que as empresas e pessoas necessitem de competências como flexibilidade, resiliência, capacidade de lidar com a multidisciplinaridade entre outras para resolver os complexos problemas. Diante desses novos desafios para o setor de RH, o profissional precisa desenvolver habilidades de ser e saber, atuando de forma ativa, flexível e abrangente para dar conta dos processos demandados pelas organizações. As transformações requeridas para o departamento dependem exclusivamente da capacidade inovadora dos profissionais da área.

Não existem organizações sem pessoas, exatamente pelo fato de que os recursos e a tecnologia não são autossuficientes: eles são inertes e estáticos [. CORDEIRO, 2010, p. A boa comunicação deve atrelar-se ao uso eficaz das novas ferramentas da comunicação, o profissional dos Recursos Humanos deve apresentar-se claramente em sua fala e mensagens tanto pessoalmente quanto por meio dos canais tecnológicos. Para Cordeiro (2010, p. uma comunicação assertiva deve manter o sentido de audição alerta, o que significa saber ouvir a quem fala prestando atenção a todos os detalhes relatados, deixar que a pessoa fale sem interrupções até a conclusão da mensagem que ela deseja transmitir. Sempre que possível, o profissional de RH que promove processos de seleção, durante a interação com os candidatos, deve visualizar quem está falando para que possa interpretar sinais e gestos, além das palavras.

Essa organização faz com que ganhe tempo nas tarefas rotineiras e possa otimizar os processos do departamento. As vantagens de organizar as atividades e gerir o tempo no trabalho estão na melhora nos prazos de entrega, aumento de produtividade e aumento do tempo para lidar com as questões do setor de atuação (SÓLIDES, 2018). D) Objetividade, Imparcialidade e Confiabilidade Estas competências estão ligadas à da boa comunicação. O profissional dos Recursos Humanos deve ter objetividade na execução de suas atividades e na comunicação com os colaboradores, assim como deve transmitir imparcialidade nas relações e confiabilidade para que seja mediador na gestão dos relacionamentos internos da organização, bem como nos processos de seleção de novos colaboradores. E) Competências estratégicas e organizacionais Segundo a FGV (2013, p.

As seis primeiras unidades da Etec hoje contam com 11 mil alunos matriculados. O CPS começou a englobar o Ensino Técnico de nível médio e passou a administrar as escolas profissionais que integravam convênio entre União, Estado e municípios.  Dentre elas, escolas centenárias criadas em 1911 para o ensino de prendas manuais e artes industriais a jovens e adolescentes, como a Escola Profissional Masculina (atual Etec Getúlio Vargas) e a Escola Profissional Feminina (atual Etec Carlos de Campos), ambas na Capital3. Em 1988 ano de implantação da primeira Etec, até 2007 foram feitas significativas expansões e a criação de novos polos de ensino técnico do Centro Paula Souza. No ano 2013, o Centro Paula Souza transferiu sua Sede para a Rua dos Andradas número 140, no Bairro do Bom Retiro.

O Centro Paula Souza é organizado administrativamente e dividido em Gabinete da Superintendência (GDS), Assessorias, Ouvidoria, Procuradoria Jurídica e mais 7 (sete) Coordenadorias, 3 (três) coordenadorias de apoio, Unidade de Recursos Humanos – URH, Unidade de Gestão Administrativa e Financeira_ UGAF e Unidade de Infraestrutura – UIE, as outras 4 (quatro) Unidades são voltadas para o desenvolvimento da educação profissional (Unidade do Ensino Superior de Graduação - CESU, Unidade do Ensino Médio e Técnico - CETEC, Unidade de Pós-Graduação, Extensão e Pesquisa – UEPEP e Unidade de Formação Inicial e Continuada - UFIEC) essas Coordenadorias possuem em seu quadro variados cursos Superiores Tecnológicos, Técnicos de nível Médio e Cursos de qualificação profissional, organizados por programas de formação, como apontados na figura (3) -, cabe ressaltar que este trabalho tem como objeto de estudo o curso Técnico Modular destacado na figura a seguir, sendo executado pela CETEC Figura 3 – Unidades de desenvolvimento da educação profissional Fonte: Elaborado pelo autor com base no Centro Paula Souza (2019).

A seguir será tratado o curso de Recurso Humanos, objeto de estudo. A constituição do Plano de Curso do Centro Paula Souza Para constituição dos seus planos de curso, que são padronizados para todas as suas unidades de ensino o CPS criou dentro da CETEC sua Coordenadoria responsável pelo desenvolvimento pedagógico administrativo das ETECs, no ano de 2008 o Departamento nomeado de Grupo de Formulação e Análises Curriculares - GFAC, que tem em suas funções criar cursos com características inéditas em parceria com as empresas, reformular os currículos a cada intervalo de três até quatro anos acompanhar sua implantação, verificar a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do currículo, como por exemplo laboratórios, equipamentos, software, fazer a catalogação da titulação dos professores habilitados a ministrar cada um dos componentes curriculares descritos nos currículos.

Plano de curso: documento legal que organiza o currículo na forma de planejamento pedagógico, de acordo com as legislações e outra fundamentações socioculturais políticas e históricas, abrangendo justificativa, objetivos, perfil profissional, organização curricular das competências, habilidades, bases tecnológicas, temas e cargas horárias teóricas e práticas, aproveitamento de experiências e conhecimentos e avaliação de aprendizagem, infraestrutura de laboratórios e equipamentos e pessoal docente, técnico e administrativo. CENTRO PAULA SOUZA, 2019, P. Para superar essas e outras questões é que se tem o “Laboratório de Currículo”, que é o trabalho do grupo interno denominado “Grupo de Formação e Análises Curriculares” que reflete e dá soluções sobre: A) elaborações curriculares: tipo de trabalho de Laboratório de Currículo caracterizado pela construção de um curso inédito.

B) atualizações curriculares: tipo de trabalho de Laboratório de Currículo caracterizado pela realização de modificações pontuais e que não alteram a estrutura vigente de um curso já existente. C) reformulações curriculares: tipo de trabalho de Laboratório de Currículo caracterizado por implementar modificações que alteram elementos centrais (perfil profissional, objetivo, justificativa, itinerário formativo, organização curricular, pessoal docente e técnico) de um curso já existente (MACEDO JUNIOR, 2019, p. Figura 4 – Mapa conceitual da concepção e da organização do currículo em Educação profissional e tecnológica Fonte: ARAÚJO; DEMAI; PRATA, 2018, p. Desta forma, no que se refere ao currículo do Centro Paula Souza, seja quando existe a solicitação de uma reflexão sobre o currículo, ou na criação de um novo curso, sua implantação será feita por meio do Vestibulinho4.

O curso é dividido em estrutura modular, que garante ao aluno aprovado três certificações, que somadas o habilitam como profissional técnico no curso em questão, essas certificações intermediárias são divididas em primeiro, segundo e terceiro módulo, como pode ser observado a Figura 6. Figura 6 -Itinerário Formativo. Fonte: Paula Souza (2019). No primeiro módulo - a certificação correspondente é a de Auxiliar de Recursos Humanos5 com carga Horária de 500 horas, distribuídas nos oito componentes curriculares: Teoria das Relações Humana; Cálculos para Folha de Pagamento; Planejamento, Recrutamento e Seleção; Ética e Cidadania Organizacional; Aplicativos Informatizados; Legislação e Relações Trabalhistas; Linguagem, Trabalho e Tecnologia e Gerenciamento de Rotinas Administrativas. No segundo módulo - a certificação correspondente é a de Assistente de Departamento de Pessoal com carga Horária de 500 horas, distribuídas nos seis componentes curriculares: Práticas de Departamento Pessoal; Inglês Instrumental; Legislação Previdenciária e Tributária; Psicologia e Processo de Motivação e Liderança; Desenvolvimento Humano e Organizacional; Desenvolvimento Humano e Organizacional.

O trabalho de conclusão de curso “TCC” obrigatório, também é utilizado como ferramenta no processo de ensino aprendizagem que permite a verificação da aplicabilidade dos conceitos tratados durante as aulas, cada escola tem autonomia para definir e regulamentar a melhor forma de aplicar o trabalho, o plano de curso do técnico de RH do Centro Paula Souza não prevê estágio obrigatório. O CPS atribui o nome de “aula” para a ministração dos conteúdos presentes em seus componentes curriculares, o curso técnico em RH divide-se em aula teórica (aulas que não necessitam de uso de espaços ou equipamentos) e aula prática (aulas que necessitam de espaços físico e ferramentas diferenciadas, como laboratório e oficinas com ou sem necessidades de equipamentos).

O capítulo 6 do Plano, se dedica a tratar das questões ligadas aos critérios de avaliação de aprendizagem, que são previstos no Regimento Geral das Escolas Técnicas, explicado no documento como um processo contínuo e permanente, com a utilização de vários instrumentos diversificados, como provas, autoavaliação, roteiros, relatórios, projetos, pesquisas entre outros, no final de cada módulo o aluno recebe uma menção como resultado da aquisição de suas competências adquiridas como pode ser observado na figura 6. O aluno só será considerado concluinte se obtiver o aproveitamento suficiente sendo a menção R a mínima estabelecida, também está previsto a frequência mínima de 75% (setenta e cinco) do total de horas aulas, os alunos que não atingirem as condições necessárias serão submetidos ao Conselho de Classe ou comissões especiais, para a aplicação de regras contidas no Regimento comum.

Tabela 3 – Conceitos avaliatórios. Agregando em seus valores e objetivos de formação a questão social, o Centro Paula Souza defende que seus cursos de formação buscam: “atrelar as demandas do setor produtivo e as competências sociais para, juntas, oferecer uma formação consolidada para que nossos profissionais estejam aptos a adentrar neste tão competitivo e seletivo mercado” (CENTRO PAULA SOUZA, 2019, p. O Técnico em Recursos Humanos atua no processo de rotinas pessoais, tendo por base a legislação Previdenciária e Trabalhista, além de contribuir com as estratégias da organização e avaliações de gerenciamento. Tem a responsabilidade de administrar os colaboradores, dar treinamentos, descrever e classificar postos de trabalho, processa informações e promove planos de benefícios ao trabalhador, fazer recrutamento e seleção de pessoas, avaliação de desempenho, formar equipes, exercer papel motivacional, orientar sobre a segurança do trabalho e promover ações empreendedoras.

Dessa forma, é esperado pelo Centro Paula Souza que ao término do curso o formando saiba interpretar as estratégias da empresa aliadas à gestão de Recursos Humanos, tenha capacitação para utilizar as ferramentas de gestão de sistemas executar planejamentos, saiba interpretar dados sobre mercados econômicos e tecnológicos, saiba comunicar-se por meio da linguagem técnica dos Recursos Humanos, desenvolva habilidades de avaliação de desempenho individual e coletivo, tenha conhecimentos sobre a administração da gestão de Recursos Humanos, tenha conhecimento de línguas estrangeiras, saiba a importância de investir em sua constante atualização, tenha capacidade organizacional de documentos, adquira saberes de atendimento, conheça as rotinas do departamento pessoal, conheça o Código de Ética, processe com facilidade rotinas burocráticas do departamento, tenha conhecimento sobre a legislação trabalhista, previdenciária, noções de segurança e higiene e mostre-se criativo, proativo, tendo segurança para tomar iniciativas de desenvolvimento pessoal ou coletivo na empresa (CENTRO PAULA SOUZA, 2019).

Resultados e discussão Após a contextualização dos capítulos 1 (um) e 2 (dois) é possível fazer uma reflexão dos resultados da análise proposta no capitulo 3 (três) o Plano de curso do Técnico de Recursos Humanos do centro Paula Souza, se faz necessário pensar na articulação construída nos capítulos anteriores tratando as ideias neoliberais e as exigências legislativas para o funcionamento dessa modalidade, além de considerar o perfil do profissional de RH exigido pelas empresas. O Centro Paula Souza propõe em seu currículo disciplinas voltadas para o conhecimento de estratégias organizacionais e motivacionais, esse fato aproxima a tentativa de tornar o curso atualizado diante das inovações recomendadas para o setor de Recursos Humanos, o que valoriza o formando na competição do mercado de trabalho, entretanto não consegue dialogar em sua totalidade com práticas tecnológicas, pois como pode ser observado o único software indicado para o curso é o FOL,HAMATIC, que se destina exclusivamente a processamento de Folha de Pagamento, o que torna grande o distanciamento dos demais componentes curriculares das exigências de soluções tecnológicas.

Vale ressaltar nesse momento que o Centro Paula Souza, tem a proposta de formar capital humano para abastecer e enriquecer o mercado de trabalho com mão de obra qualificada para as demandas das organizações, mas como seria possível atender plenamente essa proposta sem pensar em tecnologia aplicada ao curso de Rh? Seria o momento de inserir em seu Plano de curso, as ferramentas apresentadas como propostas para os docentes nas capacitações citadas no decorrer do documento, como por exemplo, Design thinking, Business Model Generation e Mapa de empatia. O Centro Paula Souza afirma ser uma instituição que constitui uma das estratégias para suprir a carência por profissionais dos níveis técnico e tecnológico no Estado de São Paulo, principalmente de áreas especificas, como por exemplo da área de tecnologia e inovação, assim como também: manutenção de aeronaves; museologia entre outras.

Pois, a ideia desta entidade é desenvolver os cursos de acordo as necessidades de profissionais de determinada região. A pedagogia utilizada é a construção da aprendizagem pelo aluno, para isso é feito o estimulo à pesquisa e a investigação, bem como a interdisciplinaridade e as contextualizações de ambientes, como apresentado no capítulo 3 (três) a escola que recebe o curso pode fazer uma adaptação de acordo com as necessidades locais e culturais, para que possa ser levado em consideração o meio no qual o aluno está inserido, ideia já apresentada por Freire (1996) A questão da identidade cultural, de que fazem parte a dimensão individual e a de classe dos educandos cujo respeito é absolutamente fundamental na prática educativa progressista, é problema que não pode ser desprezado.

Para o mundo globalizado e extremamente complexo em que vivemos não basta uma boa organização curricular teórica, é necessário que além da preocupação com a formação específica o Plano de Curso, se proponha a conectar diretamente o mercado de trabalho ao aluno, já que essa modalidade de ensino tem como objetivo abastecer o mundo do trabalho com mão de obra qualificada, o que torna o curso analisado candidato a uma reflexão e reestruturação, para tornar o aluno egresso potencialmente preparado para o mundo em permanente mudança, já que nem o aluno, nem as organizações são estáticas, o que torna a discussão da formação para o mercado presente em todo tempo na formulação e reformulação dos currículos dessa modalidade, portanto não é o Plano de curso que permanece em constante alteração, mas o homem como um ser inacabado, em constante busca por novas experiências e caminhos.

Aqui chegamos ao ponto de que talvez devêssemos ter partido. O do inacabamento do ser humano. Na verdade, o inacabamento do ser ou sua inconclusão é próprio da experiência vital. Onde há vida, há inacabamento. CONCLUSÃO Essa dissertação de mestrado assumiu como objetivo principal analisar o Plano de curso do Técnico em Recursos Humanos do Centro de Educação Tecnológica Paula Souza, para tal analise se fez necessário considerar a globalização, o Liberalismo, Neoliberalismo, fazer uma contextualização do ensino profissionalizante a partir do século XX, apresentar a legislação vigente que regulamenta essa modalidade no país, a história da área de RH, o atual perfil desejado pelas organizações para o profissional de RH e os documentos de formulação curricular do Centro Paula Souza.

A dissertação foi desenvolvida em termos estruturais em três capítulos e para o desenvolvimento da pesquisa foi feita uma revisão bibliográfica da literatura e uma investigação documental, sobre os temas acima expostos, buscando como base enfoques teóricos para fundamentação das questões relativas ao assunto proposto. No primeiro capítulo foram discutidas as políticas Liberais, Neoliberais e a Globalização, essa ligada também as transformações tecnológicas. Estimulados por esses avanços os países capitalistas tem a necessidade de se integrar economicamente, culturalmente e socialmente, o que torna fundamental a busca por quebra de fronteiras. Após a Revolução Industrial que elevou o modo de produção capitalista, surgia no século XVIII o liberalismo econômico com o conceito de igualdade e meritocracia entre os homens, mas essas ideias liberais só ganharam voz definitiva após a segunda guerra mundial.

Esta dualidade educacional e profissional parece constituir-se num problema político de difícil solução. A educação profissionalizante é vista, por certos setores da sociedade, como limitadora uma vez que, em muitos casos, é acusada de não dar importância à formação de um cidadão com uma visão holística da sociedade já que o interesse das disciplinas estaria centrado, basicamente, nas matérias relativas à área de conhecimento escolhida pelo aluno o que, em tese, poderia negar a ele acesso a outras matérias como filosofia, sociologia, literatura entre outras. Eles podem representar uma possibilidade de ingresso mais rápido no mercado de trabalho de pessoas que não dispõem de tempo, de recursos financeiros para cursar uma universidade ou que não têm interesse em fazê-lo.

Por outro lado, podem impor certo caráter limitador ao optarem pela especialização em determinada área num momento em que a interdisciplinaridade se coloca como uma estratégia de ensino e aprendizagem para dar conta da ampla gama de conhecimentos que devem ser transmitidos e internalizados de modo integrado na sociedade em rede. O recorte da área de Recursos Humanos justifica-se, ainda, por conta de ser esta área a que mais de perto acompanha e tenta suprir as demandas por mão de obra especializada e a que mais deve estar conectada com as competências e habilidades exigidas pelo mercado de trabalho. ABRH-SP, 2017. Disponível em: < https://abrhsp. org. br/wp-content/uploads/2018/03/rh_na_resolucao_2017. pdf> Acessado em: 12 de novembro de 2019. In: ARAÚJO, Almério Mequíades de; DEMAI, Fernanda Mello (Orgs.

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