ARTETERAPIA: FERRAMENTA IMPORTANTE PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM DA CRIANÇA “UM ENCONTRO ENTRE O APRENDER E O CRIAR”

Tipo de documento:Redação

Área de estudo:Administração

Documento 1

Ao professor Adans Lennon Guidi, pela orientação desta monografia e por todo apoio no desenvolvimento da pesquisa e temática. À professora e diretora Ana Cristina Muniz de Oliveira da Escola Municipal Monteiro Lobato de Francisco Morato/SP pela oportunidade de aprofundar esta pesquisa no ensino fundamental. As formadas da pós-graduação em Arte-terapia da Faculdade Associada Brasil, pela disponibilidade de trocar ideias e conhecimento no decorrer do curso. Ao carinho das minhas filhas e esposo, amigos e aos colegas de trabalho da Escola Estadual Pedro Paulo de Aguiar de Francisco Morato/SP. A obra) só lhe é revelada ao longo do caminho, através do caminho que é o seu, cujo rumo o individuo também não conhece. Os caminhos não se compõem de pensamentos, conceitos, teorias, nem de emoções – embora o resultado de tudo isso. Engloba, uma serie de experimentações e de vivências onde tudo se mistura e se integra e onde a cada decisão e cada passo, a cada configuração que se delineia na mente e no fazer, o individuo, ao questionar-se, se afirma e recolhe novamente das profundezas de seu ser. O caminho é um caminho de crescimento. Seu caminho, cada um terá que descobrir. Descobrirá, caminhando. Contudo, jamais seu caminhar será aleatório. Cada um parte de dados reais; apenas, o caminho há-de ensinar como os poderá colocar e com elas irá lidar. Caminhando, saberá. Andando, o indivíduo configura o seu caminhar. Cria formas, dentro de si em redor de si.

E assim como na arte o artista se procura nas formas da imagem criada, cada indivíduo se procura nas formas do seu fazer, nas formas do seu viver. Chegará ao seu destino; Encontrando, saberá o que buscou. Fagaya Ostrower1 RESUMO O presente trabalho tentou demonstrar a necessidade e a importância dos estímulos do meio para o desenvolvimento saudável do individuo. Além de confrontar a atual realidade das crianças e a carência de tais estímulos psicosensório-motores. Analisa o processo arteterapêutico vivenciado com um grupo de pré-escola e crianças do ensino fundamental com queixa de dificuldade de aprendizagem. In addition to confront the current reality of children and the lack of such psicosensório-motor stimuli. Analyzes the art therapy process experienced with a preschool group and elementary school children with learning disability complaints.

It is proposed the feasibility of art therapy as a preventive resource at the kindergarten, which is a crucial step for the construction of individual identity and with the school an important role in the formation of values ​​and principles that will guide the life of these subjects. It presents art therapy also as occupational therapeutic resource in order to develop self-knowledge and appreciation of each other seeking a better school performance. The Art Therapy and facilitating the acquisition of new knowledge, is an ally in the occupational therapeutic care for children with learning disabilities and also a preventative alternative for children in preschool age. MUNDO CONTEMPORÂNEO ATUAL E AS CONTRAPOSIÇÕES DOS ESPAÇOS PARA O DESENVOLVIMENTO SAUDÁVEL. DESENVOLVIMENTO SALDÁVEL DA CRIANÇA AO LONGO DO PROCESSO.

PRÉ-OPERATÓRIO E NÍVEIS SENSORIOMOTORES. ENSINO FUNDAMENTAL E O PERÍODO DOS VALORES CONCRETOS. A EFETIVAÇÃO DA APRENDIZAGEM NO PROCESSO. Com o curso de pós-graduação em Arteterapia, já iniciada no ano de 2015, pude perceber enquanto formação as mais diversas formas aplicadas no que se diz respeito ao ensino e aprendizagem da criança. Percebemos que os recursos artísticos utilizados por elas, exploravam a atenção do modo de “criar”. Vislumbrou-se o contato direto com as artes, curiosidade e interesse mostrado por elas abriu possibilidades de obter tais recursos desejados utilizando a arteterapia agregada ao processo de aprendizagem da criança, considerando-a como um recurso de aprimoramento e extensão do conhecimento em arte. Sabemos que o sistema nervoso da criança é dotado de maior plasticidade durante o seu desenvolvimento e que este depende “das qualidades” de estímulos externos proporcionados.

O que são frutos de uma organização adequada das informações são as respostas e ações dessas crianças que recebemos de nossos sistemas sensoriais (visuais, auditivos, táteis, olfativos, gustativos, vestibulares e proprioceptivos). Produto pelo qual o ser humano se comunica se expressar, se relaciona e compreende a si mesmo e sua espécie, a natureza e o mundo que o cerca. A maior capacidade de provocar e sensibilizar não apenas o seu criador como também o seu espectador que através da imagem atribui conceitos e significados pertinentes ao seu eu interior são “as artes”. Com isso percebe-se o maior valor da arte para fins terapêuticos. Através da arte o homem busca e se relaciona com seu mundo interno e nesse sentido se dá o encontro da arte com a terapia de emergir externamente o mundo concreto.

A arteterapia é um instrumento que utiliza recursos artísticos para facilitar o contato com o mundo interno da pessoa e a partir daí ele atua no seu potencial criador. Para isso o arteterapeuta passa a ser um auxiliador dentro da escola, no processo de desenvolvimento sensível e cognitivo da criança e assim incluindo a criança ao meio social em que vive. O processo arteterapêutico ocorre em ateliê num primeiro momento através do contato com o material escolhido e/ou proposto, na tentativa de chamar a atenção do sujeito para a atividade a ser realizada. A execução da técnica acontece através da “expressão livre” (ALLESSANDRINI, 1996, pág. e logo após há a percepção do objeto construído, onde são evocadas emoções e sentimentos.

Na transposição para uma forma de linguagem o indivíduo faz uso do conhecimento que já possui, criando um contexto. Porém quando o afeto parece ameaçador é recomendável o uso de materiais mais resistentes para aumentar o controle sobre a expressão, como já mencionado acima. A disponibilização de diversos materiais para a prática da criatividade é muito importante para serem explorados, pois estes estimulam a curiosidade facilitando todo o desenvolvimento e contínuo dos aspectos criativos de cada indivíduo nesta fase. A diversidade de materiais utilizados em arteterapia é inúmera, as escolhas e as maneiras de como serão utilizadas também, visando um objetivo fundamental do processo que é o despertar dos sentimentos, dando novos significados individuais para a criança, despertando o gosto e o estilo pessoal de cada uma.

Neste momento se faz importante à apresentação do “Continuim das Terapias Expressivas (ETC)” (LUSEBRINK, 1990, pág. para melhor compreender as etapas envolvidas nas atividades arteterapêuticas. O nível cognitivo enfatiza-se às formas lógicas, concretas e reais da criança, como formação e articulação de conceitos, sequenciamento, relações de espacialidades, resolução e discussão de problemas e verbalização (transposição). A arte neste sentindo amplo dá-se pela importância a este nível pela estruturação das coisas que os cercam. No nível simbólico, por exemplo, ocorre a formação de conceitos da intuição de mundo, compreensão visuais das coisas, como símbolos gráficos e texturas e a expressão simbólica destes códigos e objetos. O nível criativo é a particularidade de cada indivíduo, pois, cada parte da sua identidade enquanto formação e aprendizagem e pode estar presente durante o processo de cada nível do ETC e/ou transitar entre eles.

Nesta passagem pode acontecer um resumo entre as experiências interiores e a presença forte da realidade da criança (ULMAN citado por LUSEBRINK, 1990, pág. Neste caso criar está sob o ponto dar forma a algo concreto. Segundo Ostrower (1986: p. toda forma corresponde a aspectos expressivos de um desenvolvimento interior, refletindo processos de crescimento e maturação indispensáveis para a realização das potencialidades criativas. Através destes conceitos que podemos concluir que a arte é o meio de comunicação mais inerente do homem, mas, enquanto artista sua criatividade que está relacionada a toda sua trajetória enquanto ser humano no desenvolvimento de sua identidade visual ou maturação do mundo. A criatividade faz parte da vida. Assim, ela perpassa transversalmente todos os níveis de ensino, desde a educação infantil ao ensino superior.

Esta modalidade de educação é considerada como um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio que estejam à disposição de todos os alunos, oferecendo diferentes alternativas de atendimento. Diversos congressos pelos Brasil abordaram o tema “arte-educação para pessoas com necessidades especiais”, mas durante o V Congresso Nacional de Arte Educação na Escola para Todos e VI Festival Nacional de Arte sem barreiras (ano 2000), diversos conferencistas presentes abordaram este tema no contexto de ensino básico. Um dos pontos mais relevantes pela Professora e pesquisadora Ana Mae Barbosa foi o quanto o Movimento da Arte para a Recuperação Social vem demonstrando a necessidade da Arte para todos os seres humanos. Necessidades que, segundo Barbosa, deve ser inteiramente preservada, “por mais desumanas que tenham sido as condições que a vida impôs a alguém.

Dentro do contexto da Educação Inclusiva, Reily (1993) enfatiza que educar crianças excepcionais significa habilitá-las a se tornarem adultos equilibrados, capazes de lidar com suas próprias dificuldades e limitações, e 22 estarem aptos a participar significativamente e dentro de suas possibilidades do grupo social em que vivem. Através da arteterapia as crianças podem desenvolver as iniciativas de mundo, os raciocínios e as intuições da autonomia no planejamento do trabalho e na procura de solucionar problemas que as cercam de ordem estética ou prática. Com o uso de matéria, pude perceber que os cuidados com os utensílios e nos trabalhos em equipe as crianças desenvolveram as ordens, as responsabilidades e as intuições durante o processo. A apreciação pós-trabalho, constatei que as crianças se olhavam respeitando a proposta de cada uma, isso se dá para responsabilidade ofertada do autoconhecimento.

Segundo observações feitas pela diretora do Centro Ocupacional Avanhandava, Taterka: Através de sua própria “obra” a criança descobre uma coisa importante: que existem muitas linguagens, e que sentimentos e idéias podem ser expressos e comunicados por meio de linhas, formas e cores. O Professor deve estar atento à esses procedimentos que favorecem ao desenvolvimento desta criança durante o fazer pedagógico. Diante de todos os procedimentos analisados os que mais destacam pela sua eficiência são: o trabalho em grupo e atividades diversificadas que possam ter níveis de compreensão e desempenho, predomínio da experimentação, da criação, da descoberta do novo e da coautoria do conhecimento; elaboração de debates, pesquisas e registros escritos; avaliação do desenvolvimento da turma do ponto de vista da evolução de competências.

Para que se possa tratar efetivamente da inclusão, há necessidade de preparação profissional e de inúmeras adaptações organizacionais na escola, currículos, entre outras. É preciso, ainda, que os professores saibam que eles podem sensibilizar a comunidade, incluindo os pais de alunos (deficientes e não deficientes), para construir junta a escola que se almeja. DESCRIÇÃO DOS GRUPOS ANALISADOS. desta forma os encontros contiveram as seguintes etapas fundamentais: sensibilização, expressão livre, transposição e avaliação. O trabalho de pesquisa desenvolvido nestes locais será integrado ao corpo teórico deste trabalho no intuito de exemplificar e justificar as duas abordagens da arteterapia, preventiva e como recurso terapêutico ocupacional. A ilustração prática vem enriquecer a teoria apresentada, estabelecendo uma ponte entre prática e teoria.

MUNDO CONTEMPORÂNEO ATUAL E AS CONTRAPOSIÇÕES DOS ESPAÇOS PARA O DESENVOLVIMENTO SAUDÁVEL. No mundo contemporâneo, hoje em dias, muitas crianças passam presas em suas residências por “segurança” e falta de tempo dos pais pela rotina diária, sem assim privadas por uma gama de objetos e experiências particulares de contato direto ou indireto com o mundo ao redor. A persona, comentada por Silveira (1981, pág. é o meio do indivíduo “adaptar-se às exigências do meio onde vive”, sendo assim “apresenta-se mais como os outros esperam que ele seja ou ele desejaria ser, do que realmente como é”. O novo apresentado para essas crianças demonstram tímidas e inseguras na realização destas atividades, procurando sempre uma referência na indagação como: Está certo? Está bom? É assim? Eu não sei fazer isso! Estes comportamentos analisados demonstram as totais inseguranças destas crianças diante do adulto (professora) que propõem a todo instante o desejo da “agradar” e aceitar as propostas ofertadas.

Na difícil etapa do egocentrismo, onde queremos descobrir o mundo à nossa maneira, somos colocados para o mundo social e nos é impostas regras e disciplina, sentar quando queremos nos movimentar, cuidar de nossos pertences e nossas roupas quando queremos explorar os materiais e ver o que podemos fazer com cada nova descoberta. O receio em sujar-se e desapontar os pais quando estes vierem os buscar na escola é um fato que pôde ser observado durante os encontros de arteterapia com crianças da pré-escola e 1ª série também. Fazendo com dedicação aquilo que está no alcance da mãe sendo percebida pelo bebê. A mãe deve ser “amplamente suficiente boa”, na medida certa para atender todos os períodos em que o bebê necessita-se. Outro ponto importante é o meio em que a criança vive.

A necessidade de um bom lar com que se identifiquem, para Winnicott (1982, pág. as crianças precisam de “um lar estável e de um ambiente emocional estável em que possam ter a oportunidade de realizar firmes e naturais progressos, no devido tempo, no decorrer das fases iniciais do desenvolvimento”. ou seja, para a criança o mundo tem de ser criado novamente. Para as crianças, segundo Winnicott (1982, pág. o formato desses objetos não é importante, mas “é mais a contextura e o cheiro que adquirem significado vital, e o cheiro é especialmente importante”. Fato que às vezes incomodam os pais, pois as crianças chateiam-se quando esses objetos (fralda e etc. são violados ou apenas lavados. não são estáticas, mas “encontram-se num estado de transformação qualitativa e quantitativa, em relação à idade da criança e às necessidades em constante mutação”.

O material artístico permite que a própria criança busque a construção e reconstrução de seu mundo, sendo assim, suas próprias características e identidades plásticas e visuais sobre a realidade que as cercam. PRÉ-OPERATÓRIO E NÍVEIS SENSORIOMOTORES. Os estágios do desenvolvimento descritos por Piaget (2002) são: nível sensoriomotor, nível pré-operatório, nível das operações “concretas” e operações formais. Este trabalho concentra-se nos três primeiros que condizem com a etapa do desenvolvimento em estudo, ou seja, crianças em idade pré-escolar e que ingressam no ensino fundamental. A passagem das condutas sensoriomotoras para as ações conceitualizadas deve-se não apenas à vida social, mas também aos progressos da inteligência pré-verbal em seu conjunto e à interiorização da imitação em representações.

PIAGET, 2002, pág. Ainda segundo Piaget (2002, pág. no segundo nível pré-operatório as funções são constituintes e ainda não constituídas, as últimas se formarão no estágio das operações concretas e comportam uma quantificação efetiva, enquanto as primeiras mantêm-se qualitativas e ordinais. A função constituinte, enquanto orientada, representa a estrutura semilógica mais apta a traduzir as dependências reveladas pela ação e seus esquemas, mas sem que elas atinjam ainda a reversibilidade e a conservação que caracterizarão as operações. Há a formação dos primeiros conceitos. A imaginação torna-se forte: o predomínio do subjetivo sobre o objetivo, interpretação entre o imaginário e real, e consequente gosto pela ficção (DELDIME E VERMEULEN, 1999, pág.

Foi possível observar algumas sensibilizações feitas pelas crianças da pré-escola sobre a imaginação imaginária a partir de um objeto concreto. Utilizando música e panos de TNT coloridos, para introduzir as cores já que iria ser trabalhado com tintas neste dia, as crianças imaginaram ser personagens de histórias, super-heróis como o Homem Aranha e a Mulher Maravilha, por exemplo. Sendo as sessões de arteterapia um surgimento e percebendo a necessidade das crianças em brincar de faz-de-conta, no encontro seguinte foi trabalhado a criação de personagens e novamente a partir de sucatas, tecidos e maquiagem ele viveram outros papeis. Nessa fase a criança vai para o mundo cultural (escola), e deseja o contato com seus pares, mas o egocentrismo impede a cooperação e a agressividade caracteriza as primeiras relações sociais (DELDIME E VERMEULEN, 1999, pág.

O grupo arteterapêutico da pré-escola apresentava um comportamento social que se constitui de agressividade perante os seus iguais e dependência do adulto para organizar seus pensamentos na hora de transpô-los verbalmente. Como relata Coutinho (2005, p. deve-se respeitar “as possibilidades de elaboração características da idade e do momento cognitivo em que se encontra a criança”, sendo assim “o processo segue naturalmente, com a conversa sobre a produção e os afetos despertados pela vivência”. Na primeira vez que a criança ela tem que se adaptar ao meio e conformar-se como ele é, nesta fase há uma mudança nas relações esperado por ela, ao contrário do que vem acontecendo até então, onde o ambiente procurava adaptar-se à criança. Ocorrem também, nesta fase, uma diminuição do egocentrismo social e a aquisição de uma flexibilidade mental.

Essas novas características permitirão à criança “perceber que outras pessoas têm pensamentos, sentimentos e necessidades diferentes dos seus” (RAPPAPORT, 1981, pág. o que o levará a uma interação social mais verdadeira com seus pares e com os adultos. E também modificará em parte suas brincadeiras preferidas, pois passará a entender regras de jogos. E assim a criança calmamente anda-se [. descrevem o período operacional concreto como uma idade de aperfeiçoamento de habilidades motoras adquiridas em anos precedentes; onde a escola torna-se o centro da vida da criança que nela passa mais tempo do que com os pais. Assim, seus progressos intelectuais estão ligados ao aprendizado escolar. Em relação ao convívio social, as relações com os colegas adquirem, pouco a pouco, supremacia sobre a vida familiar e a criança torna-se capaz de cooperar no interior de um grupo, preferencialmente do mesmo sexo, como demonstrado no relato acima.

Já no grupo de arteterapêutico realizado com crianças de 2ª série observou-se que o comportamento de um dos membros, que mostrava o tempo todo liderança, pode ser seguido pelos demais, na tentativa da prática de socialização, sabendo que nesta idade a vida do grupo nesta fase ganha uma importância crescente e rica. A influência do outro nas suas escolhas é perceptível durante a atividade. Sendo assim, o desenvolvimento dos gestos, dos desenhos e do brinquedo simbólico contribuem para a aquisição da escrita, [. pois essas são também atividades de caráter representativo, isto é, utilizam-se de signos para representar significados. desenhar e brincar deveriam ser estágios preparatórios ao desenvolvimento da linguagem escrita das crianças [. VYGOTSKY citado por OLIVEIRA, 1997, pág.

Sendo assim, se quisermos que nossas crianças aprendam a língua e escrita é precioso dar-lhes subsídios e oportunidades necessárias e essências antes de cobrá-las tais conteúdos vistos. E a zona do desenvolvimento proximal, o que define como “o caminho que o indivíduo vai percorrer para desenvolver funções que estão em processo de amadurecimento e que se tornarão funções consolidadas, estabelecidas no seu nível de desenvolvimento real” (OLIVEIRA, 1997, pág. É mais transformadora a zona do desenvolvimento proximal que a interferência do outro, pois “beneficia-se do auxílio na tarefa, à criança que ainda não aprendeu bem a fazê-la, mas já desencadeou o processo de desenvolvimento da habilidade” (OLIVEIRA, 1997, pág. Olhar para o outro, essa é a grande importância para Vigotsky no processo de aprendizado, podendo ser o adulto ou outras crianças com quem convive.

“Os grupos de crianças são sempre heterogêneos quanto ao conhecimento já adquirido nas diversas áreas e uma criança mais avançada num determinado assunto pode contribuir para o desenvolvimento das outras” (OLIVEIRA, 1997, pág. Para Vigotsky citado por Oliveira (1997, pág. O que dirá sobre o estímulo psico-motor da criança até este momento é os estímulos iniciais fornecidos pelos pais/família e/ou cuidadores. Uma criança que está inserida em um meio que proporciona experiências lúdicas e sensório-motoras diversificadas como brincadeiras de faz-de-conta, contação de estória, espaço para movimentar-se, correr, cair e levantar com segurança, vem para pré- escola mais segura de suas ações. Aquela que teve um bom vínculo inicial mãe-bebê por um tempo “suficientemente” longo saberá lidar, supostamente mais confiante, com as situações diversas que o meio escolar/social lhe apresentar.

Independentemente das familiares, a escola, que assume o papel essencial na vida da criança neste momento, proporcionar-lhes experiências necessárias para o seu desenvolvimento saudável; Propõem-se a viabilidade da arteterapia enquanto recurso preventivo no ensino infantil, sendo esta uma etapa crucial para a construção da identidade do indivíduo e tendo a escola um papel importante na formação de valores e princípios que irão nortear a vida destes sujeitos. O objetivo de estimular o desenvolvimento integral da criança na pré-escola está inserido dentro da arteterapia. São de grande valia as vivencias com esses materiais. O acompanhamento de um arteterapêuta proporcionaria a compreensão de mensagens que chegam de uma forma não verbal de comunicação, podendodar o direcionamento para as atividades de acordo com a demanda das crianças.

Para Winnicott (1982, pág. “a escola maternal será considerada, de um modo mais correto, uma ampliação da família para cima, em vez de uma extensão para baixo da escola primária”. A pré-escola pode servir para “ampliar o âmbito das relações da criança com adultos e outras crianças e para ampliar, também, o âmbito das brincadeiras” (WINNICOTT, 1982, pág. “ao pintar, desenhar, modelar, a criança se encontra diante de múltiplas possibilidades criativas, explorando os materiais, o que se constitui em uma atividade enriquecedora, que combina e aguça todos os sentidos”. Pode-se observar a mudança, imediata, de comportamento das crianças ao manusear materiais como a massa de modelar, tinta, aquarela, giz pastel e outros citados anteriormente. Percebe-se que as crianças ficam mais calmas e envolvidas na atividade.

Materiais tridimensionais como a massa de modelar permite a exploração de informações através do tato como tamanho, textura, diferenças e temperaturas, além de ser um material mais “fácil” e/ou concreto para o manuseio das crianças de idade pré-escolar. A utilização de materiais secos (sucatas, hidrocor, papeis coloridos e tecidos) numa atividade de construção auxilia para a organização e atenção do grupo de crianças. As atividades e materiais lhes permitiram expressar afetos internos para que essa transformação acontecesse. A criança aprende a controlar seus movimentos no processo arteterapêutico “de forma natural, agradável e pessoal, amplia a consciência de seu próprio corpo e de suas vontades” (COUTINHO, 2005, pág. As crianças mais tímidas tornaram-se mais comunicativas e participantes, manifestando suas ideias e desejos.

Outras mais ansiosas e agitadas tiveram a oportunidade de organizar-se e estruturar-se através das atividades arteterapêuticas. A arteterapia enquanto recurso terapêutico ocupacional proporcionou aos indivíduos descobrirem-se capazes, auxiliando no seu auto-conhecimento e valorização de si. AMIRALIAN, M. L. T. M. A compreensão e intervenção junto as pessoas com deficiências. Terapia Ocupacional no Brasil: Fundamentos e Perspectivas. São Paulo: Plexus Editora, 2001. CAMARGO, I. No andar do tempo: 9 contos e um esbouço autobibliográfico. Porto Alegre: L&PM. e S. O Desenvolvimento Psicológico da Criança. Bauru – SP: EDUSC, 1999. FERLAND, F. O Modelo Lúdico: O Brincar, a Criança com Deficiência Física e a Terapia Ocupacional. K. de. Vigotsky: Aprendizado e Desenvolvimento – Um Processo Sócio-Histórico. São Paulo – SP: Editora scipione, 1997.

OSTROWER, F. SILVEIRA, N. da. Jung: vida e obra – 7. ed. – Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

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