Treinamento funcional

Tipo de documento:Redação

Área de estudo:Geografia

Documento 1

Com os efeitos deletérios desse processo destaca-se a perda da função nessa população principalmente no que concerne à mobilidade dos idosos. O treinamento funcional destaca-se como uma importante atividade na melhora da mobilidade dos idosos. Objetivo: Verificar os efeitos do treinamento funcional na mobilidade de idosos que o praticam. Método: Foi realizada uma revisão de literatura com análises de periódicos com assuntos pertinentes ao tema, sendo incluídos livros, dissertações de mestrado e doutorado, e artigos de revistas indexadas nas seguintes bases de dados: SCIELO, PUBMED, LILACS, BIREME. Quanto aos idiomas foram pesquisados artigos em português e inglês, entre os anos de 2001 e 2012. Conclusão: O treinamento funcional foi capaz de melhorar a mobilidade em idosos. Porém faz-se necessário que mais estudos sejam realizados, pois ainda são poucas as publicações científicas sobre o tema supracitado. Palavras-chave: envelhecimento; treinamento funcional; mobilidade 4 1- INTRODUÇÃO: O processo de envelhecimento vem acometendo mais pessoas a cada dia em diferentes partes do mundo. A senescência tem ocorrido de forma mais branda nos países desenvolvidos, acompanhada pelo crescimento econômico e pela melhoria nas condições de vida dos idosos, contudo no países em desenvolvimento, tal fenômeno ocorre de maneira mais abrupta e sem o devido planejamento da melhoria das condições de vida dessa população. ¹ A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu como idoso aquela pessoa com 65 anos ou mais de idade, no caso de indivíduos de países desenvolvidos, e 60 anos ou mais, para pessoas de países subdesenvolvidos2.

Já se sabe, também que o idoso perde sua capacidade funcional no decorrer da vida. Há uma diminuição na força e na potência muscular, o que dificulta a execução das atividades da vida diária (AVDs) prejudicando assim a qualidade de vida dos idosos4. A perda da força muscular, particularmente dos membros inferiores, influencia negativamente no equilíbrio e na qualidade da marcha dos idosos podendo levar a um maior risco de quedas e, consequentemente, maior risco de fraturas facilitadas pela desmineralização óssea típica do idoso. Tudo isso se reflete na piora da função neuromuscular nessa população, com especial ênfase na redução da mobilidade que é a capacidade de deslocamento do indivíduo pelo ambiente, sendo um componente da função física extremamente importante, constituindo um pré-requisito para a execução das AVDs e a manutenção da independência podendo gerar dependência e incapacidades.

A atividade física regular tem sido recomendada como prevenção e tratamento de várias doenças, bem como um componente importante para a melhora funcional dos idosos principalmente no que diz respeito a mobilidade. Além disso,a atividade física é também essencial na manutenção das funções do aparelho locomotor, principal responsável pelo desempenho das AVDs e pelo grau de independência e autonomia do idoso. A hidroginástica é uma atividade que vem crescendo cada vez mais entre os idosos devido aos vários benefícios que a mesma proporciona visto que trabalha o indivíduo de forma global, e enfatiza aspectos como flexibilidade, força muscular, resistência e condicionamento cardiovascular podem ser enfatizados, além de ser uma atividade que oferece um menor risco para essa população.

É importante salientar que todos os grupos musculares devem ser trabalhados em uma atividade física direcionada aos idosos, principalmente os maiores. No entanto, deve-se priorizar os grupamentos relacionados à mobilidade e ao equilíbrio corporal uma vez que possibilita maior segurança na execução das ações diárias e na manutenção da capacidade funcional dos idosos. Na pesquisa realizada por Pupo e colaboradores (2010), foi comparado o equilíbrio corporal de um grupo de idosos praticantes da hidroginástica e um grupo de idosos sedentários, e foram avaliados 16 idosos de ambos os gêneros, com idade entre 66 e 77 anos de idade. A amostra foi estratificada pelas faixas etárias: 50 a 59 anos; 60 a 69 anos e 70 a 80 anos. Os idosos foram avaliados através de testes motores da American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance (AAHPERD), descrita em Gobbi, Villar e Zago (2005)15, que consiste em cinco testes que mensuram seis componentes da aptidão funcional: flexibilidade (FLEX), coordenação (COO), agilidade e equilíbrio dinâmico (AGILEQ), resistência de força (RESISFOR), e resistência aeróbia geral (RAG).

O treinamento de dança foi realizado durante quatro meses, três vezes por semana, em sessões de 60 minutos de duração, com vista a desenvolver também a aptidão funcional das participantes. Os autores concluíram através dos resultados que um programa de quatro meses de dança é efetivo para melhorar/manter a aptidão funcional de mulheres com 50 a 80 anos, pois houve melhora na agilidade, 8 equilíbrio dinâmico e resistência de força de membros superiores e na manutenção da flexibilidade, coordenação motora e resistência aeróbia geral, permitindo dessa forma afirmar que a dança é uma boa alternativa para se desenvolver a aptidão funcional de mulheres com 50 anos ou mais e uma opção para pessoas que não gostam e/ou não podem praticar outras modalidades.

Contudo se faz necessário rever a duração do treinamento e a sobrecarga específica para os componentes da aptidão funcional uma vez que não obtiveram resultados estatisticamente significativos. O treinamento funcional tem como objetivo melhorar a capacidade funcional do indivíduo. São trabalhados exercícios que estimulam os receptores proprioceptivos presentes no corpo estimulando os sistema de controle motor, favorecendo a melhoria dos mecanismos de propriocepção, a diminuição dos desequilíbrios musculares, diminuir a incidência de lesões e aumentar a eficiência dos movimentos 24. Dessa forma, essa atividade tem atraído, cada vez mais, o público idoso visto que nessa atividade a abordagem ocorre através de exercícios diversificados e específicos visando o treinamento global do corpo humano, preparando-o para os movimentos da vida diária.

Leal e colaboradores (2009) verificaram os efeitos do treinamento funcional sobre o equilíbrio postural, autonomia funcional e qualidade de vida de idosos ativos durante 12 semanas. A amostra foi dividida em dois grupos um designado de Treinamento Funcional (GTF n= 48) e o outro de Grupo Controle (GC n=48), sendo avaliados através do protocolo de Equilíbrio de Berg25, para avaliação do equilíbrio postural; do protocolo do Grupo Latino Americano para a Maturidade- GDLAM26, para avaliação da autonomia funcional e por último o questionário World Health Organization of Life- WHOQO27, para avaliação da qualidade de vida. Para verificar o desempenho nas AIVDs e no equilíbrio unipodálico foram utilizados o Índice de Lawton30 e o teste de equilíbrio em um membro inferior. As sessões iniciavam-se por uma fase de aquecimento, uma caminhada 10 minutos no plano.

Em seguida, foram submetidas ao treino funcional que consistiu em exercícios de marcha em flexão plantar, dorsiflexão, permanecer em alternância de apoio unipodálico, marcha lateral, marcha com flexão de quadril aumentada e marcha tandem. Essas atividades tiveram progressão com a utilização de objetos nas mãos, como pequenos cones. Utilizou-se ainda treino em circuitos, nos quais as participantes deveriam contornar cones e bambolês, andar sobre colchonetes, subir e descer degraus de diferentes tamanhos e alturas; e, ainda, exercícios de membros superiores com bolas e bastões, atividades de alcance, exercícios de rotação e extensão de tronco em pequenas amplitudes, sentar e levantar da cadeira. Mendes MRSS, Gusmão JL, Faro ACM, Leite RCB. A situação social do idosos no Brasil: uma breve consideração.

Acta Paul Enferm 2005; 18(4): 422-6. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Balsamo S, Simão R. Treinamento de força para osteoporose, fibromialgia, diabetes tipo 2, artrite reumatoide e envelhecimento. ª ed. São Paulo: Phorte: 2007. Oliveira DLC, Pereira LSM. Comparação entre equilíbrio de idosos praticantes de hidroginástica e idosos sedentários. Revista Multidisciplinar da Saúde 2010: 4(2). Alves RV, Mota J, Costa MC, Alves JGB. Aptidão física relacionada à saúde de idosos: influência da hidroginástica. Revista Brasileira de Medicina do Esporte 2004: 10(1). ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan 2003. Dantas EHM. Apontamento da disciplina relacionada à saúde, ao fitness e ao wellness [ dissertação]. Universidade Castelo Branco: Rio de Janeiro, 2001. Mobilidade. Disponível http://pt. wikipedia. org/wiki/Mobilidade_(F%C3%ADsica). Acessado em em 14 19. Efeitos de oito semanas de treinamento de força na flexibilidade de idosos.

Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano 2007; 9(2): 145-153. Campos MA, Couracci Neto B. Treinamento funcional resistido para melhoria da capacidade funcional e reabilitação de lesões músculo-esqueléticas. Rio de Janeiro: Revinter, 2004. org. br/arquivos/ano_iv/edicao_1/a no4_ed1_secao1. pdf. Acessado em 20/11/2012 28. Leal SMO, Borges EGS, Fonseca MA, Alves Junior ED, Cader S, Dantas EHM. Revista de Fisioterapia e Pesquisa 2010; 17(2): 153-6. ABSTRACT Effects of Training on Functional Mobility of Elderly Introduction: The aging process is a reality both in developed countries and in developing countries like Brazil. With the deleterious effects of this process there is the loss of function in this population especially with regard to the mobility of the elderly. Functional training is highlighted as an important activity in improving mobility of elderly people.

Objective: To investigate the effects of training on functional mobility of elderly people who practice it.

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