TEOLOGIA - PSICOLOGIA DA RELIGIÃO-O HOMEM UM SER ESPIRITUAL

Tipo de documento:TCC

Área de estudo:História

Documento 1

O mesmo pode-se dizer das tentativas de formulação de teorias gerais do comportamento religioso. São meras tentativas e nenhuma delas pode considerar-se melhor do que as outras. Cremos que no presente, a melhor posição teórica é manter um atitude critica para com todas essas teorias e prosseguir na observação sistemática do fenômeno religioso, até que, com a cooperação de vários pesquisadores, cada um estudando determinado aspecto da experiência religiosa, seja possível a formulação de teorias gerais em bases científicas mais sólidas que possam resistir a exame mais sério e possam contribuir para a compreensão desse importante aspecto do comportamento humano. Esta é posição teórica do presente trabalho. Cremos no caráter reducente da ciência e desconfiamos de qualquer teoria geral de comportamento que não seja baseada em observação empírica ou experimental. Psicologia da Religião Definição Psicologia da religião é o estudo do fenômeno religioso do ponto de vista psicológico, ou seja, a aplicação dos princípios e métodos da psicologia ao estudo científico do comportamento religioso do homem quer como indivíduo, quer como membro de uma comunidade religiosa. Nessa definição, “o comportamento religioso”, refere-se a qualquer ato ou atitude individual ou coletiva, pública ou privada, que tenha específica referência ao divino ou sobrenatural. Obviamente, esse divino ou sobrenatural é definido em termos da fé pessoal de cada indivíduo. Psicologia da religião, portanto, não é nem a defesa nem a condenação da religião.

Nem é tampouco, o estudo de um credo ou de determinada seita, se bem que, tal estudo seja possível e até recomendável. Sendo assim, o pscólogo da religião não se limita ao estudo dos fenômenos religiosos estritamente pessoais, tais como, a experiência mística, a conversão ou a vocação, mas se interessa também por aqueles aspectos da experiência que se refletem no comportamento religioso de uma coletividade, tais como, um ato público de adoração ou uma peregrinação coletiva a um determinado lugar sagrado. b) Dissemos, ainda, que a psicologia da religião é o estudo do fenômeno religioso, onde quer que ele ocorra. Não se limita, consequentemente, à determinada religião ou à uma seita particular. Destarte, quando o psicólogo da religião estuda manifestações como a oração, o proselitismo ou a prática do misticismo, ele procura, tanto quanto possível, apresentá-los como resultados de experiências religiosas comuns por indivíduos das mais variadas crenças.

Contudo, vale ressaltar que na maioria dos casos, o conteúdo do presente trabalho pode ser aplicado quase que exclusivamente à descrição e à interpretação do fenômeno tal como se observa no cristianismo, em especial, no seio da tradição protestante. H. Clark é mais realista e se encontra mais de acordo com a situação presente. Ele observa de maneira acurada que “ao contrário do que acontece com outros ramos da psicologia, a psicologia da religião nunca desfrutou de posição acadêmica respeitável. Ela pertence parcialmente à religião e parcialmente à psicologia e frequentemente se encontra entre as duas”. Pode-se dizer que esta posição ambígua da psicologia da religião tem dificultado em muito sua inclusão e seu reconhecimento como área especializada da pscologia científica.

Quando lemos livros sobre a psicologia da religião, na maioria dos casos, temos a impressão de que seus autores estão apenas tentando enquadrar a experiência religiosa dentro de uma das teorias psicológicas, especialmente daquelas menos experimentais e mais especulativas. Queremos deixar bem claro que não somos contra esses teóricos, ainda que não concordemos com a maior parte do que eles dizem, por acharmos que lhes falta base empírica ou experimental. O que realmente queremos dizer é que se a psicologia da religião vai alcançar a respeitabilidade que procura, deve abster-se de compromissos incondicionais com teorias e envolver-se decididamente no estudo objetivo do fenômeno religioso através de científicos aceitos pela comunidade científica do mundo moderno. Ou, ainda, como observa Goodenough: “A tarefa da psicologia da religião não é enquadrar a e experiência religiosa nos escaninhos de Freud ou de Jung, nas categorias da pscologia da forma estímulo-resposta ou qualquer outra teoria, mas sim procurar verificar o que os dados da experiência religiosa em si mesmos sugerem”.

d) Em terceiro lugar, Clark diz que a psicologia da religião ainda não alcançou a respeitabilidade de outros ramos da pscologia científica por causa de interesses eclesiásticos ou por causa do natural sentimento do indivíduo de que sua experiência religiosa é algo de foro íntimo e privado. Basicamente esse método consiste na observação sistemática de fatos, na formulação de hipóteses que serão testadas, de preferência, por experimentação e na formulação de princípios gerais ou leis psicológicas que serão sempre leis de estatística ou leis de probabilidades. Entretanto, até que ponto pode-se utilizar esse método no estudo do comportamento religioso? Temos que reconhecer que até os dias de hoje não se conseguiu eliminar o subjetivismo dos métodos de pesquisa em psicologia da religião, como já se logrou, em grande parte eliminar a introspecção como método de pesquisa na psicologia científica em geral.

O psicólogo da religião ainda depende muito da introspecção e suas conclusões até agora são puramente subjetivas porquanto são baseadas quase que totalmente em relatos verbais de experiências religiosas que não podem ser diretamente observadas. Em tese, porém, e como desafio a quem se interessa pelo estudo científico do comportamento religioso do indivíduo e das comunidades religiosas postula-se a possibilidade do estudo objetivo do comportamento religioso nas suas múltiplas manifestações. Se a objeção é a de que o psicólogo da religião não pode ser objetivo em seu estudo do comportamento religioso na medida em que ele mesmo é religioso, o mesmo argumento poderia ser usado mutatis mutandis para justificar que um psicólogo não pode estudar objetivamente o comportamento do homem na mesma medida em que ele é um ser humano.

Leuba, que investigou a crença na imortalidade e a crença em Deus por meio de questionários. Ainda em nossos dias esse método continua sendo um dos mais frutíferos. Há várias formas de questionários usados em pesquisa no campo da psicologia da religião, bem como, em pesquisas psicológicas em geral. Tipos de questionários: • Escolha múltipla – Na concepção cristã Deus é: a) Uma força impessoal; b) A representação ideal da bondade; c) A expressão máxima do amor; d) O protetor dos justos; e) O criador e sustentador do universo. • Certo ou errado – O evangelho de marcos foi o primeiro a ser escrito. É verdade que muitos psicólogos tentam rejeitar a validade da literatura como fonte de informação psicológica.

• Método clínico - por definição, esse método consiste na observação clínica de casos individuais. É um dos mais deficientes na coleção de dados nas ciências psicológicas. No entanto, ao menos no presente, há muitos aspectos na vida psicológica que não podem ser investigados por outros métodos. • CONSIDERAÇÕES FINAIS A religião através dos séculos tem sido considerada como fator preponderante na preservação da saúde mental do homem. Não se pode negar, entretanto, que há certas formas de comportamento religioso que se assemelham às neuroses e que inclusive pode favorecê-las. Mas a religião acalentada de forma saudável pode em muito contribuir para o equilíbrio mental do indivíduo, porquanto é capaz de dar ao homem o senso de segurança cósmica, motivação para o viver criativo, ajudá-lo a aceitar a si próprio como ser finito que é, torna possível a experiência da confissão e sua reconstrução interior e lhe fornece certa estabilidade emocional nos momentos de crise.

De maneira racional o ser humano conclui que a sua realidade material por abundante que seja, não pode suprir suas necessidades espirituais mais íntimas. A felicidade plena não pode ser refletida apenas pela conquista de bens materiais e que a paz não pode ser encontrada em lugar algum, senão dentro de si mesmo. Por não saber explicar qual a razão de sua existencia, o indivíduo nutri no seu íntimo a maior das esperanças em uma realidade abstrata que possa satisfazer suas necessidades espirituais, seus ideais e a mais fundamental de suas crenças.

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