Idade do ferro

Tipo de documento:Revisão Textual

Área de estudo:Estatística

Documento 1

Realmente não é estranho a ênfase militar dada ao usufruto deste metal, pois a sua produção, no início, exigia uma dose maior de recursos, por conta do seu ponto de fusão diferenciado de outras ligas metálicas. De qualquer maneira, logo constatou-se que ele seria também muito em outras atividades. Com isto, revoluciona-se, de imediato, não apenas as técnicas de combate, com a produção de armas de melhor qualidade, no entanto a própria agricultura, com a propagação de ferramentas mais resistentes e baratas. Dispondo de melhores armas e ferramentas, viabilizou-se melhores condições de sobrevivência naquela região, em subsequência. No geral, a datação pré-histórica do estudo das civilizações é uma maneira de compreender o processo civilizatório levando-se em conta o evoluir das técnicas de produção de artefatos de caça, de construção e de combate. Assim sendo, por tradição, a primeira fase da pré-história é denominada como a Idade da Pedra, a qual é precedida pela a Idade dos Metais. Dito isto, na Idade da Pedra, a principal matéria-prima disponível, além da pele de animais e da madeira, eram os pedregulhos polidos e afiados manualmente. Apesar da sua utilidade prática, os objetos produzidos desta maneira não eram fiáveis, pois se quebravam com muita frequência, após o uso demasiado. Assim se sucedia porque até podem ser cortantes e afiáveis, mas se quebram com facilidade.

Por sua vez, na Idade dos Metais, surge um incremento qualitativo das matérias-primas. Assim se sucedia porque a fundição de metais nobres como prata e ouro, além do cobre e das ligas de bronze, as quais são concebidas com uma mistura mais ou menos variável de alguns metais, destacando-se o estanho e o zinco, mas que também podem contar com doses de antimônio, chumbo, fósforo e níquel, já apresentava há alguns séculos resultados satisfatórios. A revolução que a metalurgia do ferro representou fundamenta-se na vulgarização que se sucedeu nos séculos seguintes de armas mais resistentes, além da popularização de ferramentas (como o próprio prefixo diz, de objetos fundidas de ferro) com as quais a agricultura, sobretudo, pode se realizar com maior facilidade.

Além disto, o proveito superior do ferro também se manifestou nas técnicas de construção e de carpintaria, as quais também passaram a se realizar com maior qualidade e rapidez. É na consciência de tudo isto que se constata a importância da Idade do Ferro para o estudo da História da Europa e do Oriente Próximo, isto é, das adjacências do entorno do Mar Mediterrâneo, além das regiões localizadas a oeste do Rio Eufrates. Como visto, a Idade do Ferro representa o surgimento da História Antiga, que se inicia com a Antiguidade Oriental, sendo precedida pela Antiguidade Clássica e se finaliza com a Antiguidade Tardia, nos primeiros séculos do Cristianismo. Além disto, já foram descobertos sítios arqueológicos no continente africano que indicam o usufruto de armas e de ferramentas de ferro em época mais ou menos semelhante ao que acontecia no Oriente Próximo.

Aliás, várias pesquisas constatam que o ferro é um metal conhecido e usado nas antigas Caldeia e na belicosa Assíria há pelo menos 60 séculos, ou seja, há 4. anos A. C já se usava o ferro para utensílios e armas nestas duas civilizações! Estudos mais recentes também indicam que o ferro também foi usado com sucesso por povos do extremo oriente, como chineses, coreanos e japoneses, que são notabilizados pela qualidade da metalurgia de guerra. Também é dito que ele também se destacou entre as tribos germânicas e os povos da Escandinávia tanto para uso militar como matéria-prima para a confecção de ferramentas e de utensílios de uso geral, imprescindíveis na agricultura, na carpintaria e na construção.

O seu usufruto, portanto continua indispensável para muitas coisas que são usadas no dia a dia, incluindo-se a concepção de ligas metálicas, destacando-se o aço. Em suma, a Idade do Ferro é um marco histórico importante, pois sinaliza o florescer qualitativo da civilização, sobretudo dos povos clássicos, estudados na História Antiga tradicional, no ocidente. REFERÊNCIAS DE LEITURA GUARINELLO, Noberto Luiz. História Antiga. São Paulo: Contexto, 2013.

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