EXPOSIÇÃO ARGUMENTATIVA DE NIETZSCHE “SOBRE A VERDADE E MENTIRA NO SENTIDO EXTRA-MORAL”

Tipo de documento:Revisão Textual

Área de estudo:Serviço Social

Documento 1

Em suas palavras, o filósofo assim dispõe: No desvio de algum rincão do universo inundado pelo fogo de inumeráveis sistemas solares, houve uma vez um planeta no qual os animais inteligentes inventaram o conhecimento. Este foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da história universal, mas foi apenas um minuto. Depois de alguns suspiros da natureza, o planeta congelou-se e os animais inteligentes tiveram de morrer. Esta é a fábula que se poderia inventar, sem com isso chegar a iluminar suficientemente o aspecto lamentável, frágil e fugidio, o aspecto vão e arbitrário dessa exceção que constitui o intelecto humano no seio da natureza. Eternidades passaram sem que ele existisse; e se ele desaparecesse novamente, nada se teria passado; pois não há para tal intelecto uma missão que ultrapasse o quadro de uma vida humana. Ao contrário, ele é humano e somente seu possuidor e criador o trata com tanta paixão, como se ele fosse o eixo em torno do qual girasse o mundo. Nietzsche, 1873, p. Nietzsche prossegue em seu pensamento e alega que os filósofos são os mais arrogantes entre os homens, pois estes buscam uma “verdade” por eles mesmos criada. O homem racional oculta a verdade por trás de formas por si convencionadas e, ao desvendá-las, gaba-se e vangloria-se por ter achado aquilo que antes escondera. A racionalidade dissimula a verdade universal (ou pura)que se encontra na “coisa em si” e que independe do homem para existir.

Aquele que não cumpre com as leis da verdade, usando um termo que contraria os critérios pré-estabelecidos socialmente e, atribui algo a si que não corresponde ao que os demais acreditam ser mais apropriado para ele, recebe o juízo de mentiroso e acaba por ser marginalizado ou por vezes até expulso de seu círculo social. O juízo moral imposto àqueles que não seguem as regras, acaba por afastar ainda mais o homem da verdade por trás da forma. Agora,tememosmais ser excluídos do rebanho e voltar a um estado de guerra do que tememos a enganação provocada pela dissimulação do ser e das coisas provocada pela linguagem. A verdade passa a ser um instrumento entre homens, não mais para com a “coisa em si”, não mais com a natureza do ser.

Criam-se metáforas e distancia-se aos poucos da coisa em sua essência, barreiras que limitam nosso pensamento as imagens-palavras que podemos atribuir aos objetos e seres, os filósofos não buscam mais o que difere as coisas, e sim os que as assemelha. Comum (Rio de Janeiro), Rio de Janeiro, v. n. p.

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