EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E SUAS POTENCIALIDADES NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO

Tipo de documento:Análise

Área de estudo:Gestão ambiental

Documento 1

A modalidade à distância possui como finalidade a democratização da educação, de modo que a maior contribuição se configura na ampliação do acesso ao saber, sem que o indivíduo precise de ausentar de sua residência, utilizando-se de uma aprendizagem autônoma e especializada, tendo em vista que a mesma já é reconhecida pelo Ministério da Educação. A presente pesquisa destaca o crescimento dos cursos de EAD à nível mundial e evidencia também os benefícios e desafios encontrados pela modalidade no Brasil. Eleva-se que os resultados alcançados pelo EAD no Brasil são animadores para a otimização dos processos de ensino, havendo devida interação entre tutor e aluno, como consequência, os resultados são visualizados no que se refere a construção de conhecimento ao longo do curso.

Palavras-chave: Educação. Distância. EAD. Brazil. Learning. Technology. SUMÁRIO INTRODUÇÃO 6 1. Quanto à metodologia do estudo, para Macedo1, methodos significa organização, e logos, estudo sistemático, pesquisa, investigação; ou seja, metodologia é o estudo da organização, dos caminhos a serem percorridos, para se realizar uma pesquisa ou um estudo, ou para se fazer ciência. Etimologicamente, significa o estudo dos caminhos, dos instrumentos utilizados para fazer uma pesquisa científica. O método de estudo a ser utilizado no presente estudo pode ser compreendido como bibliográfico-documental e quanto ao procedimento utilizado é o exploratório, o mesmo aprimora as ideias ou descobre intuições sobre o objeto de estudo. BREVE HISTÓRICO E EVOLUÇÃO DO ENSINO A DISTÂNCIA Inicialmente, o ensino a distância surgiu da necessidade em promover formação a uma maior quantidade de pessoas, de modo a qualificá-las para o mercado de trabalho, especialmente na formação de professores, para que os mesmos pudessem atuar em sala de aula.

Nesse sentido, a educação a distância teve sua inserção de modo empírico a partir do século XIX, trazendo consigo inúmeras alterações ao longo do tempo. Entre essas razões destacam-se situações geográficas, e sociais, falta de ofertas em determinados níveis ou cursos na região onde residem ou, ainda as condições familiares, profissionais ou econômicas que, de um modo ou outro impedem o acesso ou a continuidade no processo educativo tradicional No tocante ao cenário brasileiro, Diaz Bordenave6 afere que o ensino à distância surgiu no ano de 1923, tendo seu marco histórico com a fundação da Rádio sociedade do Rio de Janeiro, fundada por membros da Academia Brasileira de Ciência, destacando-se como principal fundador, o antropólogo 8 Roquete Pinto, e os cursos por correspondência oferecidos pela Marinha do Brasil, a partir de 1930 e com os cursos do Instituto Universal Brasileiro, em 1939.

Ante o exposto, vale ressaltar que a implantação do EAD no Brasil chama bastante atenção em virtude da tendência tecnológica instaurada no século XX. A expansão acelerada da referida modalidade trouxe às instituições de ensino superior a ânsia por um conjunto de normas que legislem acerca da qualidade do ensino à distância. No Brasil, a primeira legislação a tratar da modalidade à distância foi a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n° 9. de 20 de dezembro de 1996, que foi regulamentada pelo Decreto n° 5. Dessa forma, Neto8 tece suas considerações acerca do EAD: “a expressão 'à distância' deve ser entendida em relação á interação entre “o estímulo educativo” e o “destinatário do estímulo educativo”.

Nesse sentido a Educação a Distância difere da Educação Presencial”. Nesta, a” fonte do estímulo educativo” é o professor presente aos alunos, naquela, é 16 o professor que, embora ausente, se faz presente através de um canal de comunicação. Ainda quando um orientador da aprendizagem está presente, não se perde a característica “a distância”, por que esta pessoa não é a “ fonte do estímulo educativo”, e sim, facilitadora da recepção e processamento do estímulo pelo “ destinatário”. O referido autor elucida que a expressão "à distância" pode ser compreendida como um estímulo educativo ao destinatário, de modo que se difere da presencial pelo fato da não forma física do educador. De acordo com Carvalho Júnior10 a segunda geração “é o ensino multimeios a distância, desenvolvido ainda nos anos de 1960.

Essa geração tinha como ferramenta principal de interação os meios de comunicação audiovisuais e computadores além do material impresso e das correspondências via correio”. Dentre as gerações mencionadas, a que prevalece atualmente é a terceira. Nesse sentido, Belloni11 destaca: A terceira geração de EAD começa a surgir nos anos 90, com o desenvolvimento e disseminação das NTIC, sendo muito mais uma proposta a realizar do que propriamente uma realidade a analisar. Seus meios principais, ou serão, todos os anteriores mais os novos, o que implicará mudanças radicais nos modos de ensinar e aprender: unidade de curso concebidas sobre a forma de programas interativos informatizados (que tenderam a substituir as unidades de curso impressas); Redes telemáticas com todas as suas potencialidades (banco de dados, e-mail, lista de discussão, sites,etc.

Ensino a Distância é uma proposta para socializar informação, transmitindo-a de maneira mais hábil possível. Educação à distância, por sua vez, exige aprender a aprender, elaboração e consequente avaliação. È uma modalidade de realizar o processo de construção do conhecimento de forma crítica, criativa e contextualizada, no momento em que o encontro presencial do educador e do educando não ocorrer, promovendo-se, então, a comunicação educativa através de múltiplas tecnologias. Na visão do referido autor, a educação a distância se configura em um avanço para o futuro, de modo a proporcionar que o aluno possa aprender, elaborar e exercer as avaliações dispostas em ambiente virtual, viabilizando uma a comunicação educativa através das tecnologias existentes entre tutor e aluno.

De acordo com Preti12, a grande parte dos alunos da Educação a Distância apresenta características particulares, tais como: são adultos inseridos no mercado de trabalho, residem em locais distantes dos núcleos de ensino, não conseguem aprovação em cursos regulares, são heterogêneos e com pouco tempo para estudar no ensino presencial, sendo assim necessitam que um ensino mais flexível e que se encaixe em suas reais necessidades. LDB), verifica-se a necessidade de alteração nas normatizações, de modo a discutir as políticas públicas que envolve a área do ensino a distância. Nesse sentido, em 2002, o MEC implantou uma Comissão Assessora para Educação a Distância, composta por especialistas da área e representantes de instituições de ensino no âmbito público e privado.

Em relação às ações governamentais, Pinto16 ressalta: Do conjunto de ações governamentais e privadas em EAD, destacou-se, em 2005, a criação da Universidade Aberta do Brasil, projeto do MEC com o Fórum das Estatais pela Educação e em parceria com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A prioridade do MEC é atender à demanda de quase um milhão de professores em exercício no ensino básico que não têm a formação necessária. Para Pimentel17 o projeto da UAB é uma nova possibilidade de inserção das instituições de ensino superior através da EAD, pra tanto, é necessário entender os seus objetivos educacionais antes de se deixar levar pelas possibilidades de modernização em curto prazo.

Dessa forma, como as instituições de ensino concentram-se, geralmente, em centros ou locais específicos de fácil acesso, àqueles que moram em interiores ou em bairros afastados não possuem a possibilidade e o acesso de frequentar uma universidade. Dessa forma, o ensino a distância caracteriza-se em uma oportunidade a esses indivíduos. Insta frisar que apesar da flexibilidade de horários fornecida pelo ensino a distância, esse método não isenta o aluno de responsabilidades e compromissos acadêmicos, de modo que no ambiente virtual serão realizadas atividades, encontros virtuais e avaliações, ambos com hora marcada. Tal conceito viabiliza que o aluno deve estar totalmente comprometido com o estudo para que haja efetiva aprendizagem do conteúdo apresentado. Contudo, conclui-se que de nada adiantará o fornecimento dos mais variados materiais ou a presença física de um professor se o aluno de fato não se interessar pela matéria apresentada.

No que tange ao âmbito da inserção social, vale aferir que a EAD compreende-se em uma oportunidade que surge de modo acelerado em entidades governamentais proporcionando a uma parcela da sociedade condições técnicas para o acesso ao computador e internet como forma de expandir o acesso às tecnologias fundamentais na inserção social. Dessa forma, Hack22 leciona em seu estudo intitulado Introdução à educação à distância: Com o uso de uma variedade cada vez mais ampla de dispositivos com múltiplas mídias, a aquisição de conhecimento deixa de se fazer exclusivamente por meio de leituras de textos para se transformar em experimentos também com múltiplas percepções e sensibilidades, ou seja, as mídias podem ser coadjuvantes no processo educacional. No entanto, conclui-se que a modalidade EAD pode ser visualizada como forma de elevar o nível de escolaridade de jovens e adultos de baixa renda, desse modo, com a melhoria das condições desses trabalhadores, os resultados serão nítidos ao desenvolvimento social do país.

Vale mencionar que diversas pesquisas apontam números impressionantes em relação à quantidade de alunos inseridos em cursos através da EAD, mas esses números são igualmente insuficientes para inibir os tradicionais questionamentos acerca da sua qualidade, eficiência, e da sua praticidade. Segundo Paniago24, a educação à distância é uma das tendências mais vigorosas e inovadoras para o século XXI. Também vale mencionar as práticas educacionais voltadas para o êxito da educação a distância, que se compreendem em atividades contextualizadas e criativas a fim de despertar o interesse do aluno no ambiente virtual. No presente artigo buscou-se uma reflexão acerca do ensino a distância no Brasil, de modo a destacar sua amplitude e os obstáculos enfrentados pela modalidade. O estudo também evidencia a importância do EAD para a formação superior, como forma de destacar seu caráter indispensável no atual cenário educacional, tendo em vista ser necessário sanar o preconceito que gira em torno sobre a referida modalidade de ensino.

Vale concluir que o ensino a distância se estabeleceu no cenário brasileiro como um impulsionador na formação de jovens e adultos, de modo a exercer uma participação mais autônoma do aluno, além da flexibilidade de horário disponível na modalidade. Insta frisar que, apesar da dispensa física de um professor, é necessário que exista um tutor online para devida orientação do aluno, sendo essa interação necessária para o efetivo desenvolvimento do curso e dos resultados almejados. Disponível em:. Acesso em: 07 de dez. COSTA, M. L. F. Teleducação ou Educação a Distância: fundamentos e métodos. Petrópolis, RJ. Vozes, 1987. FERREIRA, Ruy. A internet como ambiente da educação a distância na formação continuada de professores.

Introdução à educação à distância. Florianópolis: LLV/CCE/UFSC, 2011, p. LLAMAS, José Luis. Coordinación en Ciencias de la Salud Pública: Aspectos distintivos de la Educación a Distancia. Disponível em: Acesso em: 07 dez 2018. M. Org. Novas linguagens e novas tecnologias: educação e sociabilidade. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004. p.

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