Psicologia social violência nas escolas

Tipo de documento:TCC

Área de estudo:Gestão de crédito

Documento 1

Hoje em dia, com a internet ao alcance de todos, é possível vermos inúmeras notícias e vídeos dando conta de que a violência escolar é uma realidade assustadora. Todos nós já assistimos o famoso vídeo, que infelizmente virou piada na rede, onde uma adolescente de 14 anos diz “já acabou Jéssica?”, o que poucos sabem é que aquela cena aconteceu depois de terem iniciado uma briga dentro da escola, por motivos extremamente banais. Outra notícia que também gerou grande repercussão na mídia, publicada pelo Estadão em Agosto de 2017, é o assustador levantamento de 44% de professores da rede pública de ensino do estado de São Paulo já haviam sofrido algum tipo de violência dentro e fora da escola por parte dos alunos. Outro caso não tão recente aconteceu em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, onde um aluno foi flagrado com uma pistola semiautomática no interior da sala de aula de uma escola pública. Essas são apenas algumas das inúmeras notícias horrendas envolvendo ambiente escolar e violência, que infelizmente achamos em sites de buscas e jornais circulando em nosso país. Buscando amenizar o quadro crescente de violências nas escolas, recentemente, a psicóloga Angela Soligo, representante do CFP (Conselho Federal de Psicologia) e presidente da ABEP (Associação Brasileira de Ensino em Psicologia), nos apresentou em reunião junto a Comissão de Educação na Câmara dos Deputados, os três tipos de violência escolar que devemos considerar: a violência contra a escola, a violência da escola e a violência na escola.

Começando com a violência contra a escola, temos como exemplo a depredação do patrimônio escolar e a baixa remuneração dos colaboradores, desde a agente de limpeza até o docente. A violência da escola nos é preocupante, podemos citar a não integração adequada de crianças com algum tipo de deficiência; a não valorização social de negros e homo-transsexuais; bibliotecas e midiatecas sem mínimas condições de uso. Já no caso da violência na escola, é o assunto que mais se discute em mídia, quando se trata de violência no âmbito educacional, onde se encaixa a relação aluno-aluno e aluno-professor, com violência física, mental, emocional e material. Para desenvolvermos um método que consiga resolver os três tipos de violência, seria necessário a intervenção da alta cúpula governante para começar a valorizar o trabalho de quem realmente está envolvido em educar: melhoria de condições de trabalho, melhoria de remunerações e investimento em qualificações e treinamentos adequados para se atuar no ramo de educação, assim, em tese, poderíamos tentar resolver o topo da pirâmide, que é a violência contra a escola.

Juliana Rohsner, diretora da unidade escolar e idealizadora do projeto, explicou que o objetivo do é eliminar todos os maus hábitos dos alunos, desde as séries iniciais. E para termos certeza da funcionalidade do projeto, a Escola Estadual Jones José do Nascimento, não registra nenhum tipo de violência desde Agosto de 2016, e venceu a etapa estadual do Prêmio Gestão Escolar 2017, ocupando a 5ª posição. Ainda sobre os projetos extracurriculares, a imersão de jovens e docentes nestes projetos tem gerado grande melhora em grandes centros, onde a violência está presente em todos os aspectos e não somente na educação escolar. Como exemplo, temos o projeto Reage Rio, na cidade do Rio de Janeiro, é constituído por vários projetos voltados as crianças da rede pública de ensino, e funciona em um Shopping Center, dentre as modalidades estão: dança, artes marciais, teatro e literatura.

A comunicação entre educadores e colaboradores da escola com o aluno age diretamente na forma em que o mesmo age dentro da escola. E se o caso não apresentar melhoras após as tentativas cabíveis á escola, um acompanhamento fora dali, será solicitado. Portanto, psicologia e educação tem de caminharem juntas, criando pontes para a prevenção e extinção de atos violentos, tanto por parte do governo, docentes e alunos, quanto por parte da sociedade. Nossas crianças têm o poder de mudar o mundo, contudo, saibamos colocá-las no caminho correto.

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