A COMPREENSÃO DO DESESPERO EM KIERKEGAARD

Tipo de documento:Trabalho Acadêmico

Área de estudo:Filosofia

Documento 1

O primeiro capítulo é um capítulo curto, este tem como finalidade apresentar de forma geral o conceito de desespero trabalhado pelo dicionário de filosofia Nicolas Abbagnano, ainda no mesmo capítulo será abordado um breve resumo do desespero analisado por Kierkegaard bem como também será apresentado a visão genérica do desespero trabalhado pelo filósofo contemporâneo Sartre. O primeiro capítulo ele tem a intenção de apresentar a problemática do desespero e preparar o leitor para entrar no segundo capítulo. O Segundo capítulo do trabalho, tem a finalidade de apresentar de maneira sucinta e clara a questão da relação do desespero humano com seu próprio eu e o seu próprio espirito. O capítulo foi construído a partir da análise do desespero feita por Kierkegaard em seu primeiro livro da obra.

Neste capítulo, apresentarei a maneira com que Kierkegaard observava a questão do desespero, Kierkegaard em seu primeiro momento busca ver o desespero como uma doença do espirito que tem como objetivo levar o homem a cometer suicídio, a querer se livrar de seu próprio EU. Na medida em que o homem não consegue analisar e perscrutar a sua própria existência e seu mundo interior, o homem por sua vez se considera incapaz de conseguir conduzir a sua própria vida. Segundo Sartre, o homem vive em um período em que as pessoas perderam a exuberância, isto é, perderam a competência e a aptidão de viver a sua existência no mundo apaixonadamente. O homem na era moderna não possui mais a responsabilidade por aquilo que é, ele perdeu a competência de conseguir fazer algo por si mesmo e de sentir se bem com a sua vida.

Em Sartre a ausência de objetivos, finalidade e sentido virou a condição principal da existência do homem contemporâneo, fazendo com que o desespero virasse parte da condição humana. No capitulo a seguir, será desenvolvido um profundo estudo sobre o conceito de desespero em Soren Kierkegaard, a partir de sua obra ‘‘O Desespero Humano’’. Com efeito, Kierkegaard que dizer desta maneira que o Eu se sente incapaz de usar suas próprias forças para fins de obter o repouso e o equilíbrio em uma relação consigo mesmo, amenos que este consiga se relacionar com aquele que colocou o conjunto da relação. A vontade que o homem tem de ser ele mesmo é a segunda forma de desespero que existe na teoria do desespero em Kierkegaard, segundo ele, esta segunda forma de desespero é por sua vez uma especial e nova maneira de desesperar-se.

Segundo Kierkegaard, toda discordância que ocorre dentro de um desespero, não é uma simples discordância, mas é derivada de uma relação em que procura orientar a si mesmo fazendo com que ao mesmo tempo seja estabelecido por outro de tal maneira que a discordância que a qual existe em si, busque analisar a infinitude da relação com o seu original autor. É a partir desta explicação dada ao desespero por meio da questão do eu, é que o filósofo Kierkegaard tem o interesse de examinar se o desespero pode ser fruto de uma imperfeição humana ou uma simples vantagem que o homem tem dentro de si mesmo. Para ele, ao sofrer um ato de desespero é no entanto uma grande vantagem, pois na medida em que o homem sofre um mal, o homem é colocado em posição superior ao animal, o seu progresso é muito mais nítido do que o simples caminhar de pé.

Segundo Kierkegaard, o desespero vem por meio da relação que existe entre a síntese e o seu próprio ser, isto é, o desespero depende de como a síntese se estabelece consigo próprio. A relação que a qual tanto Kierkegaard fala em sua investigação sobre o desespero, é conceituada por ele como o espirito, isto é, a relação é o espirito, o eu, o espirito tem a responsabilidade sobre a morada de todo o desespero, o desespero se manifesta no homem na medida em que este espirito encontra se em discrepância no interior do homem. É a partir do espirito é que o homem pode vim a se desesperar, pois é o espirito que determina o desespero, o desespero depende do modo de como o espirito aborda os discursos dos homens que já se encontra no desespero de querer enganar os demais ou de estar enganado, com isso, o homem acaba se considerando como um ser infeliz por ter fracassado em algo que não conseguiu obter por meio da suas forças, o fracasso invade a alma e o espirito, e é na medida em que o espírito aborda essas circunstâncias é que determinara o desespero no homem natural.

A discrepância relatada por Kierkegaard não é algo que possui a duração do desespero no interior do homem, mas sem dúvida a discrepância possui um tempo determinado pela relação das circunstâncias internas e externas que abarca um relacionamento consigo mesmo. Em suma, toda vez que temos uma discórdia manifestada no interior do homem, é preciso no entanto remontar a relação enquanto ela em si permanece. Com efeito, toda passagem da possibilidade para realidade causara no indivíduo uma queda, enquanto que para os homens que não se desesperam, são no entanto, homens que estão ativos e por consequência eles não iram se transformar em virtude da falta de desespero. Todo aquele que não tem a consciência de que está desesperado é portanto um homem que mora ainda no mundo da possibilidade, é um homem que ainda não cresceu, que não passou para o mundo da realidade, ele está em desespero, porém, este desespero não está no homem de forma consciente.

Com tudo, o desespero inconsciente leva aos pouco o homem para a morte, pois o desespero neste caso ele não sai da possibilidade para a realidade, ele permanece estagnado no homem em forma inconsciente. Kierkegaard busca ver o desespero estagnado no homem de maneira inconsciente como um desespero que leva a pessoa para morte em vista de ele acreditar que o desespero é a relação ou o espirito voltado para si próprio. O homem ao se deter a esta categoria acaba por sua vez tendo um sentimento de autodesconfiança dos outros e acaba apenas confiando as coisas em apenas em si mesmo. A falta de esperança ou de sentido de vida, advém da falta da capacidade do homem em querer se autoconhecer e de ter ações no mundo como um ser autônomo e pensante.

Ao não conseguir analisar e perscrutar a sua própria existência em seu mundo interior, o homem, contudo, se considera incapaz de conseguir e conduzir a sua própria vida. O filósofo existencialista dinamarquês Soren Kierkegaard, tem a preocupação em pesquisar e analisar profundamente a temática do desespero humano, ele chega a uma conclusão de que o desespero nada mais é do que uma doença do espírito que tem como finalidade fazer com que o homem tenha vontade e a ação de aniquilar sua própria existência. Para Kierkegaard, a doença do espirito está diretamente ligada ao Eu. O Eu aqui tem um papel fundamental de orientar a relação do homem a se voltar para seu próprio interior, o Eu não pode ser compreendido como algo em si, e sim deve ser visto como algo voltado a si próprio.

Rio de Janeiro: Verbo, 1989. KIERKEGAARD, Soren Aabye. ª ed. São Paulo: Nova Cultura, 1988. Col.

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