TEOLOGIA - EXEGESE DO NOVO TESTAMENTO

Tipo de documento:TCC

Área de estudo:História

Documento 1

A procedência da verdade. Jo. Propriedade de Deus. Jo. A primeira epístola de João e a epístola aos Hebreus são as únicas epístolas do Novo Testamento que não tem indicação de autoria no próprio texto, o que as torna bem peculiares. Em geral, o local mais adequado para se buscar informações sobre a autoria de uma epístola é na própria carta, pois se espera que o autor venha a se identificar a quem se destina a carta. Essa é uma característica recorrente nas epístolas do apóstolo Paulo em suas cartas escritas às Igrejas de Roma, de Corinto, da Galácia, entre outras, e observada em Pedro, Tiago e Judas. Entretanto, no caso de uma epístola sem identificação de autoria, recorre-se ao testemunho dos pais da igreja e da teologia cristã. Muito embora a epístola seja anônima, existem fortes evidências, contudo, de que o apóstolo João seja o autor da carta. Em princípio, observemos aquilo que alguns comentaristas têm denominado como “alusão aos escritos joaninos nos escritos dos pais da igreja”. Clemente de Roma, por exemplo, teria utilizado uma expressão tipicamente joanina ao sustentar que os eleitos de Deus são "aperfeiçoados no amor" (Cr. Co49). Entretanto, podemos encontrar declarações mais claras acerca da primeira epístola joanina em outros pais da igreja. Policarpo de Esmirna, no sétimo capítulo de sua epístola aos Filipenses diz: "Aquele que não confessa que Jesus veio em carne é o anticristo" que claramente parece uma dedução tirada de 1ͣ Jo.

com possível alusão a 1Jo. e 2Jo. Sobre Papias, Irineu disse: "Essas coisas são atestadas por Papias, que foi ouvinte de João e companheiro de Policarpo, um escritor antigo que os menciona no quarto livro de suas obras”. Eusébio diz o seguinte sobre ele: "O mesmo autor (Papias) fez uso de testemunhos da primeira epístola de João e igualmente da de Pedro". A data e ocasião da primeira epístola de João são aspectos da mais difícil precisão no Novo Testamento. A maioria dos estudiosos sugere uma data posterior à destruição de Jerusalém, por volta de A. A característica principal de sua heresia era uma atitude de superioridade com base num conhecimento supostamente mais elevado e de grande alcance, que os levava a uma atitude de desprezo para com os não-iniciados na irmandade esotérica (4.

Os leitores da carta eram antigos pagãos (5. já com certo tempo de experiência cristã (2. Como resultado do falso ensino, tais leitores se encontravam em plena condição de debilidade espiritual. Demonstravam tendências aos atos pecaminosos e às práticas mundanas (1. Como uma filosofia da religião, o gnosticismo defendia que a matéria é má e o espírito é bom. A solução para a tensão entre os dois era o conhecimento, ou gnoses, através do qual o homem erguia-se da simples condição carnal elevando-se ao pleno espiritual. Na mensagem do evangelho, admoesta-se sobre as duas falsas teorias sobre a pessoa de Cristo: • Docetismo – acerca do Jesus humano como um fantasma Jesus. • Cerintianismo – teoria que assegurava que Jesus tinha uma dupla personalidade, às vezes humana e às vezes divina.

O objetivo fundamental de 1ͣ João é estabelecer limites sobre o conteúdo da fé e dar aos cristãos a certeza da sua salvação. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna". Em sua primeira carta, João deixa três provas chaves para a realidade da sua fé/comunhão com Deus: 1. Vida Justa 2. Obediência 3.  Amor  João deixa ainda evidente, suas razões ao escrever sua epístola: a) 1. Se amassem uns aos outros, essa era uma evidência da presença de Deus em suas vidas. Entretanto, se estavam sempre discutindo e brigando, ou se eram egoístas e não cuidavam uns dos outros, então estavam demonstrando que, na verdade, não conheciam a Deus. Isso não significa que tinham de ser perfeitos.

De fato, João também reconhecia que crer envolvia admitir os pecados e pedir perdão a Deus. Depender de Deus para limpar-se da culpa, assim como admitir os próprios erros praticados contra os outros e fazer as pazes, era outra parte importante de conhecer a Deus. Dessa forma, percebe-se que o amor de Deus (ágape) é imensurável.  O amor ágape é o tipo de amor muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, presunçoso nem orgulhoso, nunca se mostra arrogante nem tampouco egoísta, não é irritadiço nem mentiroso e que não busca seus próprios interesses, é o amor puro e genuíno.  O amor ágape não enfraquece, mas é constante e permanece forte até às últimas consequências, não guarda rancor e nunca se satisfará com a injustiça, mas se alegrará sempre que a verdade triunfar.

O apóstolo Paulo fornece a mais sublime definição de amor Ágape (I Cor. Assim, o amor ágape não é apenas um mero sentimento ou emoção, mas uma entrega voluntária e pessoal que conduz a plena submissão. ▪ Cerintismo: Acreditavam que o Cristo (messias, logos) desceu sobre o homem Jesus no dia do seu batismo e ficou até antes da crucificação; Jesus era resultado de Maria e José. ▪ Gnosticismo: Ideologia em desenvolvimento, também chamada de proto-gnosticismo. Segundo essa ideologia a matéria é má por essência e por essa razão Jesus tinha duas naturezas: humana e divina. A salvação para o gnóstico vem a partir do conhecimento.  A Primeira Epístola de João é uma carta de amor e alegria. GUNDRY, Robert H.

Panorama do Novo Testamento, pp. TENNEY, Merryl C. O Novo Testamento - Sua origem e análise. pp.

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