MINI-IMPLANTES NO TRATAMENTO ORTODÔNTICO: INDICAÇÕES, CAUSAS DE INSUCESSO E FATORES DE RISCO

Tipo de documento:TCC

Área de estudo:Odontologia

Documento 1

Em ortodontia, é definida como resistência a qualquer movimento dentário dentro do tecido ósseo que não tenha sido programada pela biomecânica. A literatura expressa diversas formas de ancoragem, que variam desde barra-lingual e transpalatina a botão de Nance e aparelho extrabucal (NOGUEIRA et al. Apesar de se tratarem de técnicas eficientes, esses métodos de ancoragem, em muitos casos, sujeitavam relativa movimentação às unidades de ancoragem ou tornavam-se dependentes da colaboração do paciente. Essas dificuldades eram observadas com a insatisfação do resultado dos tratamentos e consequentemente dos pacientes (FREITAS, 2019). Porém, com o avanço das ações da Odontologia, surgem novas expectativas como materiais, técnicas e procedimentos para alinhar melhores opções em casos mais complexos. Esses dispositivos são apresentados como uma técnica simples e pouco invasiva, o que gera grande conforto aos pacientes.

Contudo, não há unanimidade no sucesso desse tratamento (NOGUEIRA et al, 2017). Portanto, torna-se estratégico a análise do tema, pois, além de ser um assunto ainda pouco explorado possui subtópicos dentro deste cenário que demandam de melhor esclarecimento como, por exemplo, as causas do insucesso para os mini-implantes. Além disso, a escolha do tema também traz a necessidade de se conhecer quais são os fatores de risco existentes os quais influenciariam no surgimento de complicações e consequentemente de insucesso nos tratamentos com mini-implantes, uma vez que trata-se de um assunto pouco explorado na literatura. Dessa forma, a abordagem acerca do uso de mini-implantes como ancoragem esquelética é útil para o meio acadêmico da área tendo em vista que são conhecimentos que agregam condutas mais assertivas no atendimento diário do odontólogo.

Significa dizer que ao se conhecer as causas para o insucesso de mini-implantes na Ortodontia se conhecerão também as possibilidades preventivas e terapêuticas para amenizar as consequências que essas condições podem causar no tratamento como um todo. Gil (2002) afirma que a pesquisa aplicada tem a funcionalidade de contribuir para a assimilação melhor do assunto por meio da familiaridade com o mesmo. Nesse sentido, a pesquisa aplicada estimula a compreensão do assunto e consequentemente a sua aproximação com o pesquisador. A partir desse raciocínio, ao se deparar com o conhecimento dos fatores de risco e das causas que podem originar no acréscimo de índices de insucesso nos mini-implantes serão válidos esses dados para serem aplicados na prática odontológica de modo que visem maiores cuidados na avaliação, no diagnóstico, na eleição da técnica, local de colocação dentre outros elementos importantes para a garantia do êxito do tratamento.

Trata-se também de uma pesquisa qualitativa, pois tem como preocupação principal os aspectos ligados à realidade e que não podem ser quantificáveis. A pesquisa bibliográfica será a técnica para realização do trabalho, a qual se baseará em livros, periódicos e artigos publicados. O tema central da delimitação será o foco das consultas tentando reter o máximo de conteúdos possíveis que tenham caráter científico. A pesquisa bibliográfica é realizada a partir de materiais e referências teóricas já analisadas e disponibilizadas por meio de recursos eletrônicos ou escritos como os livros, por exemplo. Nesse contexto, todo trabalho acadêmico científico inicia-se com a pesquisa bibliográfica, para que a partir dela se conheça sobre o que já foi estudado (GERHARDT; SILVEIRA, 2009).

O método para análise dos dados será a averiguação dos conteúdos e sua análise para que a interpretação e a reflexão sobre essas informações sejam expostas no capítulo destinado aos resultados e à discussão. A cabeça apresenta diversos formatos, contudo é esperado que o tamanho da mesma seja superior ao diâmetro do pescoço transmucoso, trata-se da região do mini-implante que ficará exposta clinicamente, atuando como área de adaptação dos dispositivos ortodônticos como, por exemplo, elásticos, molas ou fios de amarrilho (BANDECA, 2015). Já o perfil transmucoso corresponde à área compreendida entre a porção intraóssea e a cabeça do mini implante, se trata do local onde se acomodam os tecidos moles, portanto deve ser lisa e polida, para que a placa bacteriana não se acumule causando possíveis processos inflamatórios.

A parte ativa, também chamada de rosca, é a porção localizada diretamente em contato com a parte óssea, devem ser resistente às forças aplicadas a fim de evitar fraturas (FREITAS, 2019). Os mini-implantes são classificados conforme o seu tipo podendo ser auto-rosqueável ou autoperfurante. No primeiro caso, necessita-se de perfuração prévia da mucosa gengival e cortical óssea, já o autoperfurante é colocado diretamente, servindo como uma própria broca, com isso oferece maior estabilidade primária e maior resistência á carga imediata (FREITAS, 2019). Um dos principais casos clínicos que pode ser tratado com o auxílio dos mini-implantes é a mordida aberta. Nesses casos, juntamente com os procedimentos da ortodontia, o uso de mini-implantes é indicado para que se consiga a ativação imediata e não precise necessariamente da colaboração ativa do paciente (BARBOSA, 2018).

Podem ser indicados também para a verticalização de molares desimpactando e movimento o elemento dentário diretamente para as posições desejadas sem que os demais dentes sejam influenciados. Evitam-se com isso, os efeitos adversos e deletérios de outros dentes e no próprio elemento de ancoragem (BATISTA, 2018). Nesse contexto, em 2012, Derton et al. Além disso, algumas estruturas anatômicas podem ser desfavoráveis à colocação dos mini-implantes. Apesar de ser amplamente utilizada para movimentos dentários previsíveis, a inserção dos mini-implantes é frequentemente restrita por esses aspectos (XUETING; XING; XIAOFENG, 2018). Isso porque podem comprometer a estabilidade do implante, que é considerada como uma medida importante na avaliação clínica do dispositivo de ancoragem esquelética no tratamento ortodôntico (HOSEIN et al, 2019). O sítio de colocação dos implantes também é importante, pois o sucesso do procedimento dependerá em boa parte dele.

Para isso, a densidade óssea é a primeira premissa a ser observada seguida da espessura cortical e da distância existentes entre as raízes dentárias do paciente. Os resultados demonstraram também que a taxa de sucesso foi superior na região da maxila do que na mandibular, provavelmente devido à elevada carga mastigatória que a segunda região está exposta (CRISMANI et al. Embora alguns pacientes avaliem negativamente os aspectos do uso de mini-implantes ortodônticos, a pontuação média dos benefícios observados é muito alta, indicando boa satisfação do paciente com o tratamento (TERZIEVA-PETROVSKA et al, 2019). CRONOGRAMA Etapas SEMANAS 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 1. Escolha do tema e levantamento do material prévio X 2. Elaboração da introdução e informação do tema X 3. Tratamento de mordida aberta anterior na dentição mista: diagnóstico, tratamento e relato de caso clínico.

p. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Odontologia) – Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto. Ribeirão Preto, 2018. BATISTA, A. DERTON, N. et al. A mandibular molar uprighting using mini-implants: Different approaches - two cases report. Journal Orthodontcs. V. SILVEIRA, D. T. Métodos de pesquisa. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009. GIL, A. p. JORGE, A. P. M. et al. Vol. n. pp. PARK, H. S. p. SILVA, E. L. MENEZES, E. M. UFUK, T. MOHAMMED, A. TOROGLU, M. S. Efeitos do tamanho e ângulo de inserção de mini-implantes ortodônticos na ancoragem esquelética. p. XUETING, J. XING, C. XIAOFENG, H. Influência da penetração de mini-implantes ortodônticos do seio maxilar na região da crista infra-zigomática.

51 R$ para obter acesso e baixar trabalho pronto

Apenas no StudyBank

Modelo original

Para download