COMO O PSICOTERAPEUTA PODE LIDAR COM AS CRENÇAS RELIGIOSAS

Tipo de documento:Artigo acadêmico

Área de estudo:Psicologia

Documento 1

Orientador: Prof. ª Claudia Rio de Janeiro 2019 RESUMO Durante toda a história do homem a espiritualidade influencia no âmbito sociocultural e também na composição da subjetividade do indivíduo. A espiritualidade é um conjunto de crenças que pode ser impulsionada pela busca de um sentido para a vida e que interfere diretamente na qualidade de vida do ser humano. Entretanto, a religiosidade é estruturada em forma de atividades institucionalizadas. O psicólogo em sessão se depara a todo momento com questões voltadas as crenças religiosas e espirituais. For the preparation of this paper, articles published in electronic libraries of scientific journals, such as SciELO, PePSICePubmed, books, government websites and specialized Portuguese language sites were consulted. Key words: spirituality, religiosity, psychologist SUMÁRIO 1. Introdução…………………………………………………………6 2. Fundamentação Teórica……………………………………….

Definição dos conceitos espiritualidade e religiosidade. A religião acontece em um espaço de socialização entre os membros a partir de uma doutrina que é imposta de forma hierarquizada. Assim, a religião é estruturada em forma de atividades institucionalizada, constituída por um templo e um sistema de ofícios em que normalmente os fiéis participam. Desta maneira, as crenças se fazem presentes nos atendimentos psicológicos, pois fazem parte da composição dos clientes que buscam assistência profissional para resolução de seus problemas. Henning, Maré, 2009) Um dos primeiros a discutir sobre religião no âmbito psicológico foi Freud. Este constatou que as crenças religiosas eram como um remédio ilusório contra o desamparo do sujeito. Definição dos conceitos espiritualidade e religiosidade Para alguns autores a espiritualidade é a dimensão particular de cada ser humano e o estimulo pela busca do sagrado, da experiência do ser superior na tentativa de dar sentido e resposta aos aspectos que atormentam a vida.

Diferente do que muitos pensam a espiritualidade não é monopólio das religiões e nem de nenhum movimento espiritual. Gomes, Farina e Forno, 2014) Espiritualidade tem relação com domínio existencial, à essência do ser humano, orienta sobre questões do significado da vida, reflexão e busca pessoal estão relacionados com algo maior ou ao sagrado, ou seja, não precisa haver relação com doutrinas religiosas e não necessariamente envolvendo práticas ou crenças. O indivíduo pode ter crenças individuais, porém sem ser voltada a Deus. Inoure e Vecina, 2017) Para Vaillant (2010), a espiritualidade não tem como base as ideias, textos sacros ou inspirações na teologia. Berni, 2013) Estudos sobre a experiência da psicoterapia que quando eficaz no qual não se aborda somente os temas difíceis da existência do cliente, mas sim um espaço de expressão através da narrativa dos fatos e também experienciação do próprio sofrimento.

Fernandes e Maia, 2008) A presença do psicoterapeuta enquanto pessoa no setting terapêutico e sua relação de ajuda necessitam o seu ouvido atento ao cliente exigindo do terapeuta que sua história pessoal fique calada para que não haja julgamentos morais. Além disso, o trabalho com o cliente pode trazer o contato com histórias difíceis, que muitas vezes, ilustram o quanto o ser humano pode ser cruel e negligente. As situações relatadas podem despertar no terapeuta uma sensação de impotência, que desafiam os limites da sua própria competência para diminuir o sofrimento do cliente. Holanda, 2012) A grande maioria das abordagens psicoterápicas articula e trabalha com a percepção, memória e sistemas de crenças dos sujeitos durante o processo terapêutico.

O que costuma fazer parte da estrutura humana influenciando assim suas emoções, sentimentos, senso de identidade, a possibilidade da reflexão profunda sobre si mesmo, sobre o mundo e também sobre a hierarquização dos valores. Bioggio, 2008) Juliano (2010) descreve o processo psicoterapêutico como incluindo cincos estágios: acomodar o cliente, liberar a expressão, estabelecer o diálogo, e reconstituir a história pessoal e humana do cliente e neste momento passaria pelo território sagrado (espiritual). Além disso, a busca pelo autoconhecimento através da psicoterapia possibilita questionamentos sobre o sentido da vida e também promove uma integração pessoa-mundo como forma do existir 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Na revisão de literatura não há uma resposta satisfatória para a resolução do problema apresentado no trabalho, pois tem poucos estudos sobre como o psicólogo lida com crenças religiosas na psicoterapia.

E que dificultou uma discussão com embasamento teórico rico de informações sobre o tema proposto. Petrópolis: Vozes, 2008 BOFF, L. Meditação Da luz, o caminho da espiritualidade. Petrópolis, RJ. Vozes, 2009. BOFF, L. C. Impacto do exercício de psicoterapia nos psicoterapeutas. Análise Psicológica (2008), 1 (XXVI): 47-58 FORNAZARI, S. A & FERREIRA, R. E. P. O sagrado e a experiência religiosa na psicoterapia. In. Massini & M. Mahfound São Paulo, SP: Loyola, 2007. O campo das Psicoterapias: Reflexão atuais. Curitiba: Juruá, 2012. INOUVE, I. M. VECINA, M. Revista Brasileira de Ciências da Saúde. Volume 17 Número 2 Páginas 189-196 2013. LIBANO, J, B. A religião no início do milênio. São Paulo: Loyola, 2002 LIMA, T. Disponível em http://www. scielo. br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S141449802007000300004&lng=pt&nrm=iso.

Acesso em LISBOA, S. P &SIMAO, M. J. P& NASELLO, A. G. Espiritualidade, religiosidade e psicoterapia. Relação entre religião, espiritualidade e sentido da vida. REVISTA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LOGOTERAPIA E ANÁLISE EXISTENCIAL 3 (2), 203-215, 2014. VAILLANT, G. E. Fé: evidências científicas (tradução: Isabel Alves).

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