ALGODÃO NO BRASIL E OS CAMINHOS DA EXPORTAÇÃO: DIFICULDADES E SUPERAÇÕES

Tipo de documento:Artigo cientifíco

Área de estudo:Logística

Documento 1

O método de pesquisa aplicado foi quantitativo, com base em referências bibliográficas, revistas do agronegócio e manuais específicos de exportação. Os resultados da pesquisa mostram a dificuldade comum aos estados brasileiros exportadores de algodão na questão da logística, não apenas no cunho do transporte, mas em toda cadeia que o processo envolve. A conclusão é que as medidas para a melhoria na exportação do algodão não são tão simples, pois envolvem questões governamentais, mas são possíveis, conforme estudos em alguns estados que atingiram suas metas. Palavras-chave: cultura do algodão, exportação, agronegócio, algodão brasileiro. INTRODUÇÃO O presente artigo tem como tema a exportação do algodão dando ênfase nas dificuldades encontradas pelo país na tentativa de subir no ranking do mercado de exportação.

BUENO; COSTA, 2004, p. O presente estudo analisou detalhes quanto a progressão do Brasil como exportador de algodão nas últimas décadas, visando identificar quais os maiores problemas existentes que impedem essa progressão ou a dificultam. Apresentou medidas e procedimentos, bem como estratégias que podem amenizar esses problemas e num futuro próximo tornar o país mais competitivo. A pesquisa teve base quantitativa, em compêndios bibliográficos, revistas especializadas no ramo do agronegócio, manuais e entrevistas fragmentadas de profissionais da área. Quão realistas são as expectativas da Embrapa quanto alcançar o topo de produção e exportação mundial do algodão? A história do Brasil como exportador de algodão no decorrer dos anos aponta para uma resposta positiva. A indústria têxtil britânica usou muito o algodão brasileiro como matéria-prima.

O algodão não era o único produto da economia brasileira, a economia era diversificada, embora centralizada nos gêneros agrícolas. Nesta época, a principal região produtora de algodão no cenário mundial era o sul dos Estados Unidos, cuja produção de algodão era destinada à indústria têxtil inglesa quase em sua totalidade. Os Estados Unidos eram concorrentes diretos do Brasil como exportadores de algodão, o que permanece até os dias de hoje. MELLO, 1983). A praga foi uma das principais responsáveis pela redução contínua da área plantada entre as décadas de 1980 e 1990. O golpe final foi a reviravolta da política econômica e comercial do Brasil. No início dos anos 1990, a abertura comercial expôs os produtores de algodão e a indústria têxtil nacional a concorrência dos importadores.

Fato comprobatório são os números do período: a produção de algodão caiu de 970 mil toneladas no ano de 1984 para 420 mil toneladas em 1992. As exportações, em 1982 chegaram a mais de 200 mil toneladas, em 1993 foram de 1. NEVES; PINTO, 2012, p. • No início da década de 1990, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) desenvolveu a cultura do algodão adaptadas ao cerrado. Graças a essa iniciativa, a cotonicultura de alta tecnologia pôde se disseminar em outras regiões no oeste de Minas Gerais, Bahia e Piauí, Tocantins e Maranhão, além dos estados de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. Hoje, conforme dito na introdução, o Brasil é o quinto maior produtor de algodão, atrás da Índia, China, Estados Unidos e Paquistão.

Quarto maior exportador. Isso tem reflexos positivos para seus clientes e fornecedores. A exportação assume grande relevância pois é o caminho mais eficaz para garantir o próprio futuro da empresa em um ambiente cada vez mais globalizado e competitivo. No caso do Brasil, a atividade exportadora é de importância estratégica pois contribui para gerar renda e emprego. O resultado é equilíbrio das contas externas e promoção do desenvolvimento econômico. Manual Exportação Passo a Passo, atualização 2011, p. • Prestação de serviços necessários – o mapeamento de safra dará ao exportador as dimensões de suas necessidades em termos logísticos para a safra como a produção mensal necessária de beneficiamento. Desta forma o produtor pode definir, por exemplo, se vai precisar de subcontratações de beneficiamento externo, ou capacidade diária de carregamento de carretas da fazenda, necessidade de aumentar ou não a capacidade de armazenagem na fazenda se acaso houver um livro de vendas tardio.

Esse é o passo inicial para preparação de uma safra de exportação. Chegando ao pleno entendimento destas modalidades de vendas, considerando responsabilidades e obrigações contratuais, o exportador atingirá uma boa performance. EXPORTAÇÃO DO ALGODÃO – APONTAMENTO DAS DIFICULDADES Apesar de todo potencial no campo da exportação, o Brasil enfrenta problemas no setor que dificultam o crescimento. Comparando a porcentagem de fibra curta, a qual desvaloriza a matéria final entre as safras de 2015 e 2016, constatou-se um aumento de 9% (nove por cento). Notícias Agrícolas, 2015). INFRAESTRUTURA Condições precárias nas estradas, com pavimentação asfáltica ruim. As rodovias operam no limite de suas capacidades, o sistema ferroviário está sucateado, com exceção de pequenos trechos destinados à mineração. O país se depara com a necessidade de melhorar sua rede de infraestrutura dos transportes para se tornar competitivo nas relações comerciais internacionais.

Site Oficial Remax Global). ESTADO DA BAHIA – DIFICULDADES E AÇÕES PROGRESSIVAS Um estudo realizado em 2006, analisou o fluxo de algodão em pluma para exportação no estado da Bahia, o segundo maior produtor. Verificou-se que a quantidade exportada pelo estado não é escoada pelos portos baianos em razão da falta de infraestrutura adequada. Diante disso, buscou-se avaliar alternativas de escoamento do algodão baiano à exportação. Qual seria a melhor alternativa? Até os dias de hoje a logística continua sendo a grande dificuldade da região. Todos esses fatores condicionam o produtor a exportar pelo porto de Santos e precisamos ter isso também na Bahia. Melhorar a logística será fundamental para a redução dos custos de produção, aumento da competitividade, criação de novos polos de desenvolvimento no estado da Bahia, viabilização do aumento da área plantada e, consequentemente, a geração de mais empregos”, conclui Isabel da Cunha.

A Bahia é responsável por mais de metade de tudo o que o nordeste do país exporta, sendo que 96% do que entra e sai do estado é feito através dos portos. A solução identificada por Carlos Costa, secretário estadual da indústria naval e portuária, seria resolver o problema de acesso ao porto de Salvador e para isso, seria construída uma via expressa portuária para ligar a BR-324 diretamente ao porto. Processos quanto a esta construção já haviam sido iniciados. Agilizar os take-ups é de grande relevância. Consiste na verificação visual, por parte do comprador, da qualidade dos lotes de algodão vendidos, por meio de amostras retiradas de cada fardo. As amostras são disponibilizadas em lotes representativos de cada pilha de fardos, na sala de classificação de um laboratório ou da própria fazenda, para que o classificador do cliente possa fazer o exame físico nos lotes, observando cor e aparência do produto e desta forma aprovar ou rejeitar, de acordo com a qualidade contratada.

O take-up deve ser bem organizado e bem-sucedido pois desta forma configura o passo inicial para uma boa performance de exportação. Todo bom desempenho num processo de exportação começa a partir de lotes de algodão entregues no prazo e com qualidade contratados. No ano corrente, a missão reuniu representantes de oito países – Peru, Bangladesh, Paquistão, China, Vietnã, Turquia, Coréia do Sul e Índia. Estes representantes visitam fazendas, beneficiadoras, indústrias e laboratórios de classificação da pluma na Bahia, Goiás e Mato Grosso. A Missão compradores está na sua terceira edição no ano de 2017. Vale ressaltar que a escolha dos países de origem dos visitantes não é feita de forma aleatória, esses países fazem parte dos 10 maiores compradores do algodão brasileiro.

A estratégia produz frutos? A resposta é afirmativa. Todos os envolvidos na cadeia de exportação concordam sobre providências necessárias e investem em iniciativas para alcançar tais providências, incluindo também as ações de campo, onde trazem ao país os importadores em potencial para conhecer todo o processo envolvido na cultura de algodão, comprovando a qualidade do produto. Essas iniciativas têm surtido efeito a curto prazo. Na conclusão, é certo que o Brasil tem condições de alcançar suas metas. Muito se evoluiu desde que o país despontou como produtor e exportador de algodão e muito ainda está por acontecer neste âmbito para que sejam abertos novos horizontes. REFERÊNCIAS ABAPA. Algodão produzido na Bahia será exportado pelo porto de Salvador.

Editorial: notícias. Publicado em 17/07/2014. Disponível em: <http://abapa. com. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos. Algodão. Disponível em: <https://www. economiaemdia. com. portaldoagronegocio. com. br/noticia/algodo-missao-internacional-chega-a-mt-nesta-semana-160914>. Acesso: 26. jul. jul. MELLO, Maria Regina Ciparrone.  A industrialização do algodão em São Paulo. Editora Perspectiva, 1983. Disponível em: <http://www. noticiasagricolas. com. br/noticias/algodao/161810-terceiro-maior-exportador-e-quinto-maior-produtor-mundial-de-algodao-brasil-procura-crescimento-na-producao. html#. WYCZhIjyvIV> Acesso: 27.

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