Administração da Produção em Torrefação de Café

Tipo de documento:TCC

Área de estudo:Finanças

Documento 1

Desta forma, observa-se que o circuito formado pelo café, ultrapassando os estágios que envolvem o cultivo e a comercialização do mesmo. MARTINS, 2017). Das floradas brancas dos cafezais, passando pela colheita da cereja vermelha e pelo ensacamento do grão classificado, até se verter o saboroso líquido negro do mercado internacional, esse fruto exótico, em sua origem, tem desencadeado intensa mobilização de homens, máquinas, economias, sociedades e políticas, definindo partes dos destinos do mundo. MARTINS, 2017, p. A partir da sua descoberta, a Coffea Arabica criou novas rotas comerciais, aproximando culturas que outrora eram distantes, criando espaços para sociedades que até então não existiam, o que acabou por estimular os movimentos revolucionários, inspirando a literatura e a música do período, desafiando monopólios que até então eram consagrados.

O relato menciona a descoberta do efeito estimulante da fruta por um pastor de cabras etíope. Onde monges orientais foram responsáveis por esta revelação, e por sua vez, apresentam-se paisagens paradisíacas. MARTINS, 2017). Na lenda Kaldi era um pastor de cabras da Etiópia, no Norte da África, que em certo dia, observou um efeito excitante das folhas e frutos de um determinado arbusto que era produzido em seu rebanho. Os animais acabavam por mastigar a planta e se tornavam mais lépidos, subiam as montanhas com mais agilidade do que os outros, apresentando uma melhor resistência, onde percorriam quilômetros de encostas íngremes. O seu processo de torrefação foi descoberto somente no século XIV, sendo por meio de tal processo que a bebida do café adquiriu a forma e o gosto como a conhecida atualmente.

MARTINS, 2017). Ilustração 1: Características das partes que compõem o café Fonte: Martins 2017, p. Sendo compreensível a formação do cenário que despontava a viabilidade econômica de comercialização do café. Desta forma, a política econômica mercantilista do período, buscava novas rotas marítima comerciais. Na Europa se observa uma certe resistência em relação ao consumo do café, uma vez que, a igreja Católica considerava a bebida como sendo um alimento de origem herege, fato este associado a sua propriedade estimulante, onde a bebida pecaminosa era somente consumida por pagãos em sua maioria muçulmanos. VIEIRA, 2017). Em meados de 1000, foi descoberta as formas de infusão, onde era fervido as cerejas do café e servidas para fins medicinais. O café nesse período era utilizado pelos monges em rituais cristãos como vigílias e rezas noturnas por ser considerado como uma bebida excitante.

MARTINS, 2017). “Há uma raiz pivotante de até 45cm de profundidade, 4 a 8 axiais que vão de 2 a 3 cm de profundidade, e ramificam em todas as direções [. VIEIRA, 2017, p. Por meio da ilustração 4, observa-se que o sistema radicular do café é bastante plástico variando em função da carga genética da planta, da textura apresentada, da estrutura do solo, arejamento, fertilidade, temperatura, umidade bem como a idade de cada planta. Em relação ao manejo das lavouras, as práticas que são empregadas podem modificar ou causar danos ao sistema radicular. Ilustração 4: Representação do sistema radicular de um cafeeiro Fonte: Vieira 2017, p. VIEIRA, 2017, p. Ilustração 5: Representação das gemas axilares de uma planta do café Fonte: Vieira 2017, p. As folhas do cafeeiro arábico, por sua vez, apresentam uma estrutura com lâminas brilhantes, verde escuro na face adaxial e mais clara em sua face abaxial.

As folhas do café robusto são mais claras que do café arábico, devido a sua maior taxa de fecundação cruzada, onde se apresentam nervuras mais reentrantes e em condições de déficits hídricos que se mostram fechadas, sugerindo uma melhor tolerância em relação à seca. Por meio da ilustração 6, se observam bem as duas tipologias usuais em relação a folhagem de uma cafeeiro. VIEIRA, 2017). Os frutos do cafeeiro são drupas da cor vermelha ou amarela, que apresenta uma superfície clara e brilhante, com um exocarpo delgado, mesocarpo carnoso e endocarpo pergaminhoso fibrosa. Os frutos são formados logo após a fecundação nos meses de setembro e outubro de um ano agrícola e amadurecem em média a seis ou sete meses depois, dependendo da época em que ocorreram as floradas.

Ilustração 8: Fruto do café Fonte: Vieira 2017, p. As sementes provenientes dos frutos que se desenvolveram normalmente dos dois óvulos são chamadas de grãos chatos, enquanto as que se desenvolveram de um único óvulo se chamam de grão moka, estas por sua vez, apresentam a forma arredondada, conforme ilustrado abaixo. Do Maranhão, o café migrou rumo ao sul do país, chegando no Rio de Janeiro em 1774, onde se desenvolveu nas proximidades da Serra do Mar indo em direção ao Vale do Paraíba, onde em meados de 1825 expandiu-se para São Paulo e Minas Gerais. VIEIRA, 2017). Ilustração 10: Caminhos do café no Brasil Fonte: Vieira 2017, p. apud Matiello 1991 Além do ouro, o açúcar, o algodão e o fumo também eram considerados um dos grandes produtos produzidos e comercializados na colônia, sendo definidos como as ‘drogas do sertão’ de interesse do reino.

Porém para a colônia somente esses produtos não bastavam, a coroa precisava de mais e mais produtos tropicais para fins de exploração econômica no competitivo quadro daquela etapa capitalista. Atualmente pode-se ressaltar que o volume de negócios que envolvem o escopo do café fica atrás somente do petróleo. Assim, a economia do café acaba por movimentar cerca de US$ 94 bilhões. O Brasil é considerado como sendo um dos principais produtores de café, segundo dados do CONAB de 2021, o país produziu 16,29 milhões de sacas de 60 quilos, “representando um incremento de 13,8% em relação ao obtido no ano de 2020”. COLHEITA: UMA ANÁLISE EM MEIO AO PROCESSO DE TORREFAÇÃO E QUALIDADE DO CAFÉ PRODUZIDO A colheita é uma das partes mais importantes quando se trata da produção dos grãos de café, fazendo uso de muita mão de obra, altíssimo investimentos, que estão relacionados diretamente com a maneira e os cuidados que devem ser tomados nessa etapa.

Como o mercado valoriza a qualidade do produto, a colheita acaba por ocupar um lugar de destaque na cadeia produtiva do café. Isso ocorre, formando leiras ou montes contínuos de terras e vegetação a fim de conter o café o caiu naturalmente dos pés quando estava seco. Tal processo é executado antes da maturação, nos meses de março e abril. Varrição Consiste na retirada dos cafés de caíram naturalmente no chão. O café derriçado não deve ser misturado com os outros grãos, pois o seu contato com o solo faz com que sua fermentação seja diferente, diminuindo a sua qualidade. Derriça É a colheita propriamente dita. Nas grandes propriedades e em condições que permitem a utilização de equipamentos mecanizados, existem as colhedoras tracionadas por trator.

Onde elas derriçam os frutos por meio de bastões ou hastes de fibra de vidro que apresentam vibração suficiente para arrancar os frutos dos ramos. Ilustração 11: Colhedoras de grãos de café Fonte: Vieira 2017, p. As etapas que se sucedem à colheita visam preparar o café da roça para as operações posteriores de seca, beneficiamento, armazenamento, classificação e venda do café. Em grandes e médias propriedades todas essas etapas são realizadas em cooperativas de beneficiamento. Onde amostras dos grãos sofrem uma torração branda, são moídas e colocadas em xícaras com água quente, e por meio da infusão, o classificador, usando seu olfato e paladar, determina quais são os padrões da bebida analisada. Além dessas três classificações, o café também é classificado por meio da análise de outros critérios como: torração, característica, espécie cultivada, região produtora, tipo de preparo, seca e safra.

Estas informações são de grande importância e acompanham os diversos lotes de café facilitando a sua posterior comercialização. O cafeicultor deve saber antes mesmo de iniciar o processo de comercialização qual é a qualidade do seu produto. Onde tal classificação é feita em laboratórios especializados que fornecerão todas as informações necessárias (rendimento, aspecto, seca, peneira, teor de umidade, cor, tipo e qualidade da bebida). ed. Rio de Janeiro: Interciência, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, 2017.

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