O PAPEL DO PROFESSOR NO SUCESSO DA ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DISLEXIA

Tipo de documento:Revisão Textual

Área de estudo:Pedagogia

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Estas ferramentas permitiram analisar transtorno e buscar melhorias. Ficou claro que o professor tem papel de fundamental importância no êxito do educando visto que este não será alfabetizado pelo método tradicional, pois a criança disléxica não consegue internalizar o todo, necessita de um trabalho diferenciado para sua individualidade. Verificamos quão importante os professores buscarem atualização constante para atender com qualidade essa demanda que a cada dia cresce mais. Palavras-chave: Dislexia, Dificuldade de Aprendizagem, Educação Inclusiva. INTRODUÇÃO O tema escolhido ainda é desacreditado pela maioria dos profissionais da área, também é pouco discutido durante a formação do profissional docente. Apesar de submetida a instrução convencional, adequada inteligência, oportunidade sócio-cultural e não possuir distúrbios cognitivos e sensoriais fundamentais, a criança falha no processo de aquisição da linguagem.

A dislexia é apresentada em várias formas de dificuldade com as diferentes formas de linguagem, freqüentemente incluídas problemas de leitura, em aquisição e capacidade de escrever e soletrar. É importante pontuar alguns conceitos sobre o que vem a ser dislexia. No âmbito escolar, crianças disléxicas são rotuladas pela desatenção; intitulado até mesmo como “preguiçosos”, “palermas” e outros adjetivos que diminuem o valor destas crianças. A dislexia vem sendo descrita na literatura como uma dificuldade no processo de aprendizagem da leitura e da escrita (Blasi, 2006). Logo, não tratamos como uma doença e sim um funcionamento particular do cérebro do indivíduo para processar a linguagem. Acontece de descobrir a dislexia somente na fase adulta, porém ela está presente desde o nascimento, ocorre às vezes do disléxico encontrar formas de lidar e compensar suas dificuldades.

Fonseca (2011) acredita que se a dificuldade do disléxico não for detectada e equacionada adequadamente, desencadeia um processo conflituoso, que se reflete nos vários locais sociais (família, escola, outros). O papel da família, quando existe suspeita de dislexia é fundamental. A busca de profissionais adequados auxilia no lidar com o processo da descoberta, que muitas vezes é frustrante para a família ao perceber que o aprendizado do filho é mais lento do que o que eles esperavam, faz-se necessário trabalhar a compreensão e paciência, acompanhando de forma positiva todas as evoluções, respeitando e apoiando nas dificuldades. Aos 4 já deve empregar substantivos, adjetivos, advérbios e verbos no futuro. Já deve elaborar frases com 5 palavras e conseguir falar todos os fonemas. Qualquer alteração no desenvolvimento da criança que não se enquadre dentro destes padrões pode ser considerado sinal de alerta.

Dificuldades em memorizar e acompanhar canções infantis e em tarefas de consciência fonológica Devemos observar se a criança apresentou ou apresenta dificuldades para memorizar e acompanhar as canções infantis que outras já acompanham, dificuldades para memorizar e reproduzir lengalengas2, dificuldades nas tarefas de rimas, segmentação silábica etc. Sinais de Alerta da dislexia na idade Escolar: 2. Na escrita surgem falhas marcantes na construção de frases e na organização/ estruturação das ideias. Longa demora na realização de trabalhos de casa. Ocorre mesmo em tarefas simples, pois a criança não entende o que lhe é solicitado no enunciado. Utiliza estratégias e desculpas para não ler. Inventa desculpas, dores de cabeça e outros compromissos sempre que solicitado a leitura. E podem também se agravar durante o processo de crescimento da criança.

Alguns desses sinais segundo este autor são: histórico familiar; falta de atenção e memória; imaturidade, timidez exagerada; alterações de humor; atraso ou falta de coordenação fina (desenhar, escrever, etc); dificuldade na alfabetização e na aprendizagem de matemática; dificuldade na passagem da escrita e da linguagem falada; incapacidade de aprender a lembrar de palavras visionadas; escrita em reflexo (como espelho); dificuldade em soletrar; falta de prazer na leitura; movimento errático dos olhos na leitura; confusão entre vogais ou substituição de consoante (MARSILI, 2010, p. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5 (2014), a dislexia está inserida dentro de uma categoria mais ampla, denominada de “Transtornos do Neurodesenvolvimento”, sendo referida como “Transtorno Específico de Aprendizagem”. Segundo o manual, o diagnóstico de dislexia requer a identificação de, pelo menos, um dos sintomas: - Leitura de palavras feita de forma imprecisa ou lenta, demandando muito esforço; frequentemente tenta adivinhar as palavras e tem dificuldade para soletrá-las.

Dificuldade para compreender o sentido do que é lido, podendo realizar leitura com precisão, porém não compreende a sequência, as relações, as inferências ou os sentidos mais profundos do que é lido. A intervenção com a criança disléxica iniciada no ensino infantil obterá resultados mais satisfatório bem como menor discrepância de desempenho, quando comparado aos seus pares, nas séries posteriores. Os primeiros anos no ensino infantil representam uma “janela de oportunidades”, por isso é importante verificar os sinais sugestivos de alterações que prejudicam a aquisição da leitura e escrita, várias são as possibilidades de intervenção sem prejuízos maiores para a criança. ABORDAGEM: ESCOLA E PROFESSORES Cândido (2013, p. cita que: […] uma criança com dislexia não é portadora de deficiência nem mental, física, auditiva, visual ou múltipla.

O disléxico, também, não é uma criança de alto risco. Na sala de aula as crianças interagem entre si e com o professor que atua de forma explícita, interferindo no desenvolvimento do aluno, provocando avanços que não ocorreriam espontaneamente. Escola e professor são indispensáveis no processo ensino/aprendizagem. Em relação à adoção de métodos, Moura (2013, p. cita que: “[. a partir do diagnóstico a Associação Brasileira de Dislexia aconselha a terapia multissensorial, cumulativa e sistemática que trabalha todos os sentidos ao mesmo tempo, o disléxico assimila facilmente tudo que é vivenciado concretamente, podendo ser treinado para ler e ouvir, enquanto escreve. Avaliação Escolar para os alunos disléxicos, 2008. Quando o professor consegue acolher e respeitar os alunos em suas diferenças, proporciona um grande benefício, além de oferecer uma rica experiência de convivência com a diversidade para toda a classe.

a primeira tarefa do professor ao lidar com distúrbios de aprendizagem é o de resgatar a autoconfiança do aluno e o segredo está em descobrir as habilidades individuais, tendo assim a oportunidade de destacar em outras áreas (artes, esportes, etc. Solitto (2008). CONSIDERAÇÕES FINAIS Com base nestes estudos, percebe-se duas instâncias de interpretação sobre a dislexia, uma oficializada pelas ciências médicas que vê uma patologia e a ciências humanas que interpreta como uma dificuldade de aprendizado, ficamos portanto com a segunda; concluindo que a dislexia deve ser vista como um distúrbio relacionado com as dificuldades de aprendizagem na leitura e na escrita, produzidas por fatores neurológicos, genéticos ou adquiridos. Acesso em junho 2017. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DISLEXIA. Disponível em: http://www. andislexia.

org. Tese de Doutorado não publicada, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. BRANDÃO, Letícia Peixoto Morais.  Dislexia: Características e Intervenções.  Especialização em Educação Especial e Inclusiva. Universidade Cândido Mendes. Universidade Cândido Mendes. Rio de Janeiro: RJ. Disponível em: http://www. avm. edu. Disponível em: http://leandrafono. blogspot. com. br/2012/02/tabela-das-fases-do-desenvolvimento. html. pdf. Acesso em 19/09/2017 FREITAS, M. T. de A. As apropriações do pensamento de Vygotsky no Brasil: um tema em debate em Psicologia da Educação. Universidade Cândido Mendes. Rio de Janeiro: RJ. Disponível em: http://www. avm. edu. edu. br/docpdf/monografias_publicadas/c205242. pdf. Acesso em: 18/09/2017. MOURA, O. avm. edu. br/docpdf/monografias_publicadas/N205864. pdf. Acesso em: 14/09/2017. Revista da Associação Brasileira de Psicopedagogia, São Paulo, v.

n. abr. Disponível em: <http://www. revistapsicopedagogia. Trabalho Científico de Conclusão de Curso. Centro de Referência de Distúrbio de Aprendizagem. São Paulo.

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