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Ajude-me fazer rápido até psicologia. Tem só 2 dias Título do pedido «CORPOS TRANSEXUAIS: CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE SOCIAL E CULTURAL ATRAVÉS DA MODIFICAÇÃO DO CORPO».
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Este projeto de pesquisa explora a construção da identidade social e cultural de pessoas transexuais, com foco na modificação corporal como elemento central de autoexpressão e resistência às normas de gênero binárias. O estudo investiga como as intervenções corporais — sejam elas hormonais, cirúrgicas ou estéticas — contribuem para a articulação da identidade e o sentimento de pertencimento social. O objetivo geral é analisar a relação entre a modificação do corpo e a construção identitária, a partir de uma perspectiva que articula a subjetividade individual com as dinâmicas socioculturais. A fundamentação teórica baseia-se em conceitos como a performatividade de gênero de Judith Butler e a filosofia da corporeidade de Merleau-Ponty, dialogando com estudos da Psicologia Social e da Cultura
Mostrar todos. A metodologia adotada é a revisão bibliográfica de caráter qualitativo e descritivo, com levantamento de publicações em bases de dados como Google Scholar, Periódicos CAPES e SciELO. Conclui-se que a análise aprofundada dessas experiências é fundamental para a Psicologia, contribuindo para a despatologização das identidades trans e para o desenvolvimento de práticas mais inclusivas e humanizadas, além de fomentar o debate sobre diversidade, direitos humanos e transformação social. Ocultar
Os corpos transexuais representam, na contemporaneidade, um dos focos centrais das discussões sobre identidade de gênero, direitos humanos e dinâmicas socioculturais. No campo da Psicologia, o estudo dessas experiências transcende uma análise individualizada, inserindo-se em debates amplos que abordam a intersecção entre subjetividade, cultura e normas sociais. A identidade social e cultural das pessoas transexuais – muitas vezes mediada pela modificação corporal – reflete não apenas um processo de autoexpressão, mas também de resistência às imposições binárias que estruturam a organização das relações de gênero em diversas sociedades (MÁRCIA, ZAIDHAFT e MURTA, 2008; GIONGO, MENEGOTTO e PETTERS, 2012).
A modificação corporal, seja ela hormonal, cirúrgica ou estética, emerge como uma prátic
Mostrar todosa central nesse processo, funcionando como um marcador que redefine fronteiras simbólicas e políticas. Esse fenômeno articula dimensões individuais e coletivas, promovendo um debate crítico sobre os significados atribuídos ao corpo e ao gênero, especialmente em uma sociedade que regula, categoriza e, frequentemente, marginaliza corpos que escapam às normatividades vigentes (ARÁN, ZAIDHAFT e MURTA, 2008). Tais práticas, além de facilitarem a reconciliação entre a identidade interna e a expressão externa, questionam os limites impostos pela cisnormatividade e reivindicam a validação de subjetividades historicamente invisibilizadas (DRUMOND, 2009; JESUS, 2012).Ocultar
A compreensão da identidade de gênero enquanto construção social e cultural é essencial para desvelar as dinâmicas que envolvem os corpos transexuais e suas experiências identitárias. Judith Butler, em sua teoria da performatividade, argumenta que o gênero não é uma essência fixa, mas um conjunto de atos reiterativos regulados por normas culturais, o que implica que os corpos se tornam veículos de significação que desafiam essas mesmas normas (BUTLER, 2011). Para pessoas transexuais, essa performatividade assume características particulares, visto que a modificação corporal – seja através de intervenções cirúrgicas, hormonais ou estéticas – se torna um ato político e simbólico de ressignificação identitária, como discutido por Drumond (2009), que aborda a reelaboração da identidade social
Mostrar todospor meio da voz.
O corpo, nesse sentido, é também um lugar de experiência e existência, conforme argumenta Merleau-Ponty ao tratar da corporeidade como elemento central da interação com o mundo. Para pessoas transexuais, o corpo é não apenas um meio de expressão, mas também de negociação de pertencimento e aceitação social (MERLEAU-PONTY, 1964). Essa perspectiva dialoga com a análise de Galli et al. (2013), que exploram as cirurgias de redesignação sexual como um momento de transformação em que o corpo torna-se um agente ativo na construção de uma nova narrativa identitária.Ocultar
BUTLER, Judith. Bodies that matter: On the discursive limits of sex. routledge, 2011.
DRUMOND, Lorena Badaró. Fonoaudiologia e transgenitalização: a voz no processo de reelaboração da identidade social do transexual. ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOLOGIA SOCIAL, v. 15, 2009.
MÁRCIA, Arán; ZAIDHAFT, Sérgio; MURTA, Daniela. Transexualidade: corpo, subjetividade e saúde coletiva. Psicologia & Sociedade, v. 20, p. 70-79, 2008.
GALLI, Rafael Alves et al. Corpos mutantes, mulheres intrigantes: transexualidade e cirurgia de redesignação sexual. Psicologia: teoria e pesquisa, v. 29, p. 447-457, 2013.
GIL, Antonio Carlos. Como fazer pesquisa qualitativa. São Paulo: Atlas, v. 1, p. 15, 2021.
GIONGO, Carmem Regina; MENEGOTTO, Lisiane Machado De Oliveira; PETTERS, Simone. Trave
Mostrar todosstis e transexuais profissionais do sexo: implicações da Psicologia. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 32, p. 1000-1013, 2012.
JESUS, Jaqueline Gomes. Orientações sobre identidade de gênero: conceitos e termos. Guia técnico sobre pessoas transexuais, travestis e demais transgêneros, para formadores de opinião, v. 2, p. 42, 2012.
MARCONI, M. de A.; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2004.
MERLEAU-PONTY, Maurice. The primacy of perception: And other essays on phenomenological psychology, the philosophy of art, history, and politics. Northwestern University Press, 1964.
PACHECO, Maria Eduarda Fernandes. As mulheres transexuais e a cultura: uma reflexão a respeito de saúde mental. 2014.
PINTO, Maria Jaqueline Coelho; BRUNS, Maria Alves de Toledo. Vivência transexual: o corpo desvela seu drama. In: Vivência transexual: o corpo desvela seu drama. 2003. p. 152-152.Ocultar
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