O LÚDICO E O IMAGINÁRIO COMO FERRAMENTAS NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM NA ALFABETIZAÇÃO

Tipo de documento:TCC

Área de estudo:Gestão ambiental

Documento 1

Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). RESUMO:O jogo é uma forma de oferecer as crianças um ambiente de aprendizagem prazeroso, motivador, mas planejado. Professores ocupados em alfabetizar de modo tradicional, esquecem que as crianças têm seu tempo e precisam de estímulos, deixando de lado os jogos, sendo estes instrumentos fundamentais para a alfabetização e o letramento. Tanto na alfabetização quanto no letramento, os jogos são coadjuvantes, representando mais do que uma mudança de concepções, e sim baseada numa mudança de valores. As brincadeiras e os jogos não são apenas um passatempo, despertam na criança autoconfiança, desenvolvimento psicomotor, afetividade, socialização, ela aprende regras e limites.

O despertar para a escrita precisa estar ligado à realidade da criança, ou seja, precisa ter elementos bem “infantis”. O lúdico então entra como um dos principais fatores capazes de aproximar esse conteúdo mais teórico, à criança. Outros fatores como o uso de jogos e estratégias metodológicas adequadas, bem como o estudo sobre o processo de alfabetização acabam por ser apoios importantíssimos para o sucesso deste processo. A prática educativa só tem sentido se possibilita a compreensão do diferencial: no ensinar não há transferência de conhecimento, mas a criação de possibilidades para a sua produção ou a sua construção. A criança explora, coleciona, coleta, constrói no ato do brincar, fazendo relação com experiências anteriores.

Assim aprende a construir estratégias, independência, e criatividade, fazendo com que aumente sua experiência e do grupo que está inserida. O brincar contribui no desenvolvimento infantil, ajudando a construir um adulto que acredita no seu potencial, cultivando uma vontade de viver em um mundo melhor. Tudo nas mãos das crianças vira brinquedo, pedra, canos de PVC, galhos de arvores, materiais de cozinha, e é a partir da exploração destes materiais que começa a brincadeira e a criança voa em sua imaginação. No brincara criança aprende a respeitar regras, ampliar seus relacionamentos sociais, respeitar a si e aos outros. Sendo assim, percebe-se a necessidade de fazer relação do processo de alfabetização com o lúdico, na forma de jogos e brincadeiras, que despertam o interesse e atenção das crianças, tornando este processo cheio de significado.

Na atualidade os termos Alfabetização e Letramento são conceitos que fazem parte de inúmeros estudos e discursões na Educação, percebendo-se a necessidade de inseri-los nas práticas pedagógicas de um modo geral, com foco em uma Educação de qualidade para todos. Quando a criança chega a escola ela traz uma bagagem de experiência de aprendizagem adquirida por meio de explorações visuais, auditivas, jogos, conversas, jogos, fazendo com que seu processo de ensino aprendizagem se construa de forma mais natural. A alfabetização é o processo de aprender e conhecer as letras e palavras. Já o letramento refere-se à apropriação do significado dessas palavras e na inserção do aluno na sociedade letrada em que vive. Assim o processo de letramento não se dá somente na escola, os espaços que as crianças frequentam, os objetos e livros que elas têm acesso.

Ser alfabetizado não é somente ser capaz de juntar letras para formar sílabas, juntar sílabas para formar palavras e assim por diante, mas sim compreender o que se lê e escreve. Alfabetização deixou de ser um processo mecânico, e não se aplica apenas aos anos iniciais, vivemos em constante aprendizagem. No processo de ensino aprendizagem é imensurável as dimensões das contribuições do lúdico. A palavra lúdico conforme Huizinga (1999) é de origem latina e significa “ludus” jogo, brincadeira, ações que dão prazer. Para Vygotsky (1984), o melhor método para aprender a ler e escrever é descobrir estas habilidades durante momentos de brincadeiras. O autor diz que é preciso que as letras se tornem uma necessidade na vida da criança. Com o lúdico a ação educativa é apresentada à criança através de diferentes tipos de linguagens, suprindo os diferentes tipos de aprendizagens.

Alguns pesquisadores destacam o lúdico como metodologia, onde o jogo aparece como recurso que torna a criança sujeito ativo na construção do conhecimento. A ludicidade pode ser utilizada como forma de introduzir ou reforçar o aprendizado, levando o aluno a sentir prazer em aprender as letras. Na alfabetização e no letramento ela não brinca por brincar, ela tem propósitos e um olhar pedagógico. Os professores utilizam-se dos desafios lúdicos para estimularem o pensamento, desenvolvendo a inteligência, fazendo com que a criança alcance níveis de desenvolvimento que só o interesse pode provocar. Hoje a atual fala é alfabetizar letrando, o caderno pedagógico do pró-letramento diz: “Ao mesmo tempo em que a criança se familiariza com o Sistema de Escrita alfabética, para que ela venha a compreendê-lo e a usá-lo com desenvoltura, ela já participa na escola, de práticas de leitura e escrita, ou seja, ainda começando a ser alfabetizada, ela já pode e deve ler e escrever, mesmo que não domine as particularidades de funcionamento da escrita.

” A alfabetização e o letramento acontecem de forma contínua na vida criança, quando o lúdico está presente nas atividades de aprendizagem, nos momentos de atividades mais livres, desperta a criança para o prazer de estar na escola e de aprender. Assim elas vivenciam um espaço de experimentação e descoberta de novos caminhos de forma alegre, dinâmica e criativa. A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA INFANTIL PARA DISPERTAR O IMAGINÁRIO E O CONTATO COM O MUNDO DAS LETRAS. A criança é um ser muito esperta e dinâmica, possui muitas capacidades de conhecimento e devido a isso, a criança tem facilidade de aprender de várias formas, com cada detalhe, e a história é uma delas, pois por meio desta, ela conhece outras culturas, ganha novos conhecimentos, e desenvolve a sua atenção, a escuta e a oralidade.

É fundamental deixar a criança em contato com livros, mesmo que não saiba ler, pois ela já faz a leitura de imagens e conhece a escrita. Assim, a criança fica curiosa e passa a ter gosto pelos livros, e começa a conhecer as variedades da literatura, que irá fazer com que ela ganhe novos conhecimentos, os quais contribuem, passo a passo, para o seu desenvolvimento. O prazer pela leitura, ou o gosto por escutar histórias infantis, muitas das vezes se inicia em casa com pais leitores que dão exemplo aos seus filhos. O professor é de extrema importância ao realizar essa tarefa pois cabe a ele a escolha da história a ser trabalhada para que a turma se identifique e viaje no mundo da fantasia, criatividade e imaginação, e assim o educador que é o mediador nesse processo possa alcançar os objetivos propostos.

De acordo com Abranovich (1995) uma boa leitura decorrente de uma história bem escolhida irá despertar uma série de significados nas crianças que irão contribuir para sua educação e personalidade. Isto decorre do fato dos conteúdos dos contos de fadas serem próximo das crianças, isto é tratam de dificuldades e sentimentos que são encontrados na infância. Cada história trata de um assunto diferente, tem contos que falam sobre aventuras, amor medo, carências, rejeição A contação de histórias é um dos meios mais antigos de interação humana usada por meio da linguagem para transmitir conhecimentos, estimular a imaginação, a fantasia, empregada também para trazer valores morais, disciplinar e desenvolver o interesse pela leitura. Segundo Jorge: É fundamental que a criança possa vivenciar a palavra e a escuta em todas as suas possibilidades, explorando diferentes linguagens, capturando-as e apropriando-se do mundo que a cerca, para que este se desvele diante dela e se torne fonte de interesse vivo e permanente, fonte de curiosidade, de espantos de desejos e descobertas, numa dinâmica em que ela se socialize e se manifeste de forma ativa, cri(ativa), (particip)ativa em qualquer situação, não apenas “recebendo” passivamente, mas produzindo e (re)produzindo cultura (JORGE, 2003, p.

A introdução de leituras promove alunos leitores críticos e a escola é um dos espaços que se deve oferecer ambiente de leitura em variadas situações. Conforme o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil volume três (BRASIL, 1998, p. Ter acesso à boa literatura é dispor de uma informação cultural que alimenta a imaginação e desperta o prazer pela leitura. A intenção de fazer com que as crianças, desde cedo, apreciem o momento de sentar para ouvir histórias exige que o professor, como leitor, preocupe-se em lê-la com interesse, criando um ambiente agradável e convidativo á escuta atenta, mobilizando a expectativa das crianças, permitindo que elas olhem o texto e as ilustrações enquanto a história é lida”. A escola tem um papel importante nesse desenvolvimento, cabe a ela instigar a busca por esse conhecimento e estimular a construção dos conhecimentos, para que de forma contínua o indivíduo se transforme em sujeito crítico e reflexivo de sua realidade.

A questão dos jogos, brinquedos e brincadeiras dá ênfase ao valor educativo da construção do lúdico no espaço escolar, como forma de acolhimento à criança que está descobrindo o mundo das letras. O papel que o lúdico desempenha na aprendizagem é bem importante, é através dele que a criança busca conhecimento do corpo, do ambiente, dos colegas, que resulta numa nova dinâmica de ação, possibilitando uma construção significativa. Podemos dizer que o lúdico permite novas maneiras de a criança se desenvolver, levando em consideração fatores como: capacitação dos profissionais envolvidos, infraestrutura, podendo assim obter uma educação de qualidade, capaz de ir ao encontro dos interesses da criança. As atividades lúdicas não são somatórias, fazem parte do processo de aprendizagem.

Neste trabalho observou-se também que a literatura infantil é como um instrumento intercessor na aprendizagem das crianças. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1993. p. ABRAMOVICH, F. Literatura infantil – gostosuras e bobices. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de educação fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa (1º e 2º ciclos). v. CADEMARTORI, Ligia. O que é literatura infantil. ed. São Paulo. Brasiliense, 1987. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1996. FRIEDMANN, Adriana. Brincar: crescer e aprender – O regate do jogo infantil. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1976. SOARES, Magda. Alfabetização e letramento: caminhos e descaminhos. Pátio: revista pedagógica, Porto Alegra: RS, n. p.

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